Arquivo ‘OPINIÃO DO BLOG’

sexta-feira, 28 abril, 2017 – 13:47 pm

ESQUERDA CULTURAL vs DIREITA RAIVOSA

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Sinto falta de uma “direita cultural” que se contraponha à “esquerda cultural”.

Vejo apenas uma direita que agride, xinga, ecoa bordões etc. Argumento, que é bom, não vejo, salvo algumas exceções.

O debate está dividido entre uma ESQUERDA CULTURAL e uma DIREITA RAIVOSA.

segunda-feira, 10 abril, 2017 – 06:37 am

NEPOTISMO MARCA OS 100 PRIMEIROS DIAS DA GESTÃO DE ROSALBA CIARLINI

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Completamos hoje 100 dias de gestão da prefeita Rosalba Ciarlini (PP). A data é simbólica. Convencionou-se que a primeira avaliação de qualquer gestão seja feita no 100º dia. Inicialmente, discordo desta “carência”. Já nos primeiros dias conseguimos observar como será a gestão. Vide o caso do prefeito de São Paulo (SP), João Dória (PSDB). Desde o início da gestão ele vem se destacando por suas ações, todas reais e concretas, apesar de ter um pouco de abuso de marketing.

Em Mossoró, a prefeita começou nomeando quatro parentes para o primeiro escalão, entre estes dois filhos, o que rendeu matéria negativa até no jornal Folha de S. Paulo. A repercussão, contudo, não a brecou. Ela nomeou mais parentes para o segundo escalão da administração. Para piorar, o Blog do Barreto (link ao lado) descobriu que uma irmã da prefeita dirige informalmente a Escola de Artes de Mossoró.

Rosalba Ciarlini anunciou ainda que reduziria os cargos comissionados, em torno de 700, à metade. A promessa já foi descumprida, vez que o total de cargos em comissão no âmbito da administração municipal já ultrapassou os 400.

Quando do primeiro pagamento do funcionalismo, “pulou” os meses de novembro e dezembro, pendentes, dando a entender que a gestão dela pagava em dia, e que o atraso era do gestor passado, como se a prefeitura fosse uma bodega. Foi – e continua sendo – uma afronta ao princípio constitucional da impessoalidade do serviço público.

Nas áreas de saúde, educação e segurança as reclamações da população continuam as mesmas. Nada mudou em relação ao gestor passado. A diferença é que a atual prefeita tem a maioria da imprensa a seu favor, somando-se a isso um grupo ativista nas redes sociais. Tem deles que fazem até ameaças quando alguém ousa criticar a gestão.

Em suma, Rosalba Ciarlini (PP) continua fazendo aquela política tradicional, cheia de vícios, a qual faz desde os anos 80. Não acompanhou os anseios da sociedade, não se tocou que a população quer um gestor comprometido unicamente com o bem coletivo, que a população não suporta mais ver um gestor que governa apenas para si e para os seus.

sábado, 8 abril, 2017 – 09:49 am

FLUMINENSE NUNCA FOI TIME DE TAPETÃO.

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Quem é torcedor do Fluminense, como eu, costuma ouvir os adversários dizerem que o tricolor é a equipe do tapetão, que pulou da série C para a série A sem “pagar” a série B, entre outras sandices e lendas. Quem propaga estas estórias ou não sabe o que está dizendo ou, se souber, o faz apenas para provocar o adversário.

Hoje decidi tratar do assunto aqui no blog.

São basicamente três as polêmicas envolvendo o time mais charmoso e tradicional do Rio de Janeiro.

O Fluminense fez uma péssima campanha no Campeonato Brasileiro de 1996. Em condições normais o tricolor seria rebaixado. Ocorre que aquele campeonato foi recheado de falcatruas envolvendo compra de árbitros e combinação de resultados. Os protagonistas dos escândalos foram o Corinthians e o Atlético-PR. Sem saber o que fazer, a CBF decidiu que ninguém seria rebaixado, e que o campeonato de 1997 teria quatro times a mais. O Fluminense nada teve a ver com o imbróglio.

Em 1997 o Fluminense foi rebaixado, disputando a série B em 1998, sendo outra vez rebaixado, inclusive em jogo disputado em Natal, contra o ABC. Em 1999 o time disputou a série C, onde foi campeão.

O normal seria o Fluminense disputar a série B em 2000, ocorre que enquanto o time disputava a série C, uma confusão tremenda ocorria na série A, isso por causa da escalação irregular do atleta Sandro Hiroshi, pelo São Paulo. Os times que arriscavam cair exigiram que o São Paulo perdesse os pontos. Um desses time era o Gama-DF.

O caso foi parar na Justiça Comum, a qual decidiu que o Gama-DF tinha o direito de disputar a série A no ano 2000. Inconformada, a CBF não quis organizar o campeonato daquele ano, passando a tarefa para o Clube dos 13, que fez um campeonato com 166 participantes, a Copa João Havelange, com o Fluminense terminando em 08º lugar.

No ano seguinte (2011), a CBF formou o Campeonato Brasileiro tomando como base a classificação da Copa João Havelange. O Fluminense voltou à elite, mas não só ele, outros times que não estavam na serie A de 1999 também, como Bragantino-SP e América-MG. Novamente, o Fluminense nada teve a ver com o imbróglio.

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A polêmica mais recente ocorreu em 2013, quando a Portuguesa perdeu os pontos pela escalação irregular de um atleta. Esta é a polêmica mais fácil de ser desmontada. Basta qualquer um olhar a classificação final do Campeonato Brasileiro de 2013. Se a rebaixada não fosse a Portuguesa seria o Flamengo, que também perdeu pontos pela escalação irregular de um jogador. Curiosamente, naquele ano, o último jogo do Flamengo ocorreu no sábado, em partida isolada. Foi nela que o jogador irregular foi escalado. No dia seguinte, a Portuguesa, ninguém sabe por que, também escalou um atleta irregular, favorecendo assim o Flamengo, não o Fluminense.

Os três casos relatados acima mostram que o Fluminense pode sim ter sido beneficiado, mas nunca agiu diretamente para isso. O Tricolor sempre cumpriu as regras, tanto é que disputou a série B em 1998 e a série C em 1999.

No entanto, como diz o ditado, uma mentira repetida mil vezes vira verdade, e o Fluminense sempre será chamado de time da virada, por todos aqueles que nunca procuraram saber o que de fato aconteceu. Uns até sabem, mas dizem apenas para provocar.

terça-feira, 7 fevereiro, 2017 – 06:33 am

ALEXANDRE DE MORAES: A QUESTÃO NÃO É O CURRÍCULO.

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Ontem, o presidente da República, Michel Temer, indicou seu ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, para ocupar a vaga deixada pelo ministro Teori Zavascki no Supremo Tribunal Federal (STF), a corte constitucional do país.

É inegável a robustez de seu currículo. Seu livro “Direito Constitucional”, que já está na 32ª edição, é um dos mais recomendados nos cursos de Direito Brasil a fora. Eu mesmo já estudei por ele várias vezes. Além disso, Alexandre de Moraes é professor universitário, livre-docente, tem doutorado, já foi promotor de Justiça etc. Currículo não lhe falta.

O problema é que desde o início dos anos 2000 ele se enveredou na política partidária, incialmente filiado ao PMDB, e hoje no PSDB. Há anos que pula de cargo em cargo em diversos governos. Sua atuação acadêmica perdeu espaço para sua atuação política. Tornou-se um homem de governos.

Tempos atrás, a indicação de um político-partidário para o STF causaria um reboliço enorme, com panelaços, gente na Paulista, capas de jornais e revistas, editoriais raivosos em telejornais etc. De uns meses para cá, contudo, o brasileiro voltou a ser pacífico, a se comportar como gado.

Não se trata de análise de currículo, ocorre que uma cadeira do STF será ocupada por uma pessoa comprometida com um grupo político, o que, teoricamente, não deveria ocorrer, vez que a corte em tela deve ser rigorosamente imparcial. Já não basta Gilmar Mendes e Dias Toffoli?

Pobre Florão da América…

quinta-feira, 2 fevereiro, 2017 – 13:11 pm

A MULATA NÃO MERECE ISSO.

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A marchinha de carnaval O Teu Cabelo não Nega foi escrita em 1929 pelos irmãos pernambucanos João e Raul Valença. A letra e partitura foram enviadas para a gravadora Victor, no Rio de Janeiro, que pediu ao cantor e compositor Lamartine Babo para fazer algumas adaptações, dando-lhe um tom carioca. No disco, contudo, não apareceu o nome dos irmãos, o que ensejou uma ação judicial, onde eles ganharam em todas as instâncias.

Este pequeno preâmbulo serve apenas para situar o leitor no tempo. A questão que quero trazer é a proibição de tocarem algumas marchinhas em razão de, nos dias atuais, soarem como politicamente incorretas. Além da marchinha já mencionada, outras duas também estão na mira dos defensores das minorias: “Cabeleira do Zezé” e “Maria Sapatão”.

O movimento para excluir estas marchinhas da folia não estão partindo de nenhuma entidade pública, mas sim de dentro dos grandes blocos de carnaval do Rio de Janeiro e de outros estados. As discursões são internas e com viés político. Alguns blocos já decidiram por abolir as canções.

Vejam abaixo os primeiros versos de O Teu Cabelo não Nega:

O teu cabelo não nega Mulata / Porque és mulata na cor / Mas como a cor não pega

Mulata / Mulata quero o teu amor.

Como se vê, os versos acima são altamente preconceituosos e racistas. Hoje em dia ensejaria prisão. A cor morena, da mulata, é comparada a doença: “Como a cor não pega”.

Neste caso, sou um defensor intransigente da eliminação da marchinha, sobretudo quando houver dinheiro público empregado no evento.

No caso da Cabeleira do Zezé e de Maria Sapatão, não vejo nada demais, apenas brincam com os trejeitos de alguns bissexuais masculinos e femininos, respectivamente.

Por fim, não entendo, como em pleno Século XXI, há pessoas que julgam as outras pela quantia de melanina na pele, como se a definição de caráter e de retidão tivesse a ver com nossa cor. Entristeço-me quando vejo pessoas com formação desdenhar outrem simplesmente por esta ser negra. É a degradação da mente humana.

Há loiras lindas, há negras exuberantes, há mulatas com os lábios de mel.

quinta-feira, 19 janeiro, 2017 – 11:45 am

E O EDGARZÃO NÃO TEM CORRIMÃOS…

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Ontem, a equipe do Baraúnas teve que se deslocar até Assu para enfrentar o ABC, isso em razão de o estádio Nogueirão estar interditado. O grande entrave para a liberação da praça de esportes é a falta de corrimãos ao lado dos batentes.

Ao chegar ao estádio Edgarzão, em Assu, uma surpresa: lá não tem os tais corrimãos, como mostra a foto acima.

Outra curiosidade: a competência para liberar o Edgarzão é do Corpo de Bombeiros de Mossoró. Ou seja, o mesmo órgão que interditou o Nogueirão por não ter corrimãos, liberou o Edgarzão, que não os tem.

Entender, quem há de?

Fala-se que se trata de projeto, que o do Nogueirão tem os corrimãos e que o Edgarzão não tem, e que a obra deve seguir o projeto. Ora, e se eu fizer um projeto sem nenhum equipamento de segurança, o Corpo de Bombeiros irá liberá-lo? Quer dizer que o segredo é não colocar nada no projeto? Claro que não, a análise deve ser feito de acordo com a legislação pertinente.

E, pra fechar, o Corpo de Bombeiros local se baseia em atos instrutivos do estado de São Paulo para impor suas exigências, apesar de o Rio Grande do Norte ter seus próprios atos instrutivos.

quarta-feira, 18 janeiro, 2017 – 08:23 am

CAPITÃO STYVENSON É SEU AMIGO, VAI SALVÁ-LO DO PERIGO!

Crédito: Internet/Reprodução. Imagem do héroi Super Mouse

Leio no blog do jornalista Carlos Santos (link ao lado) que o Capitão Styvenson, que estava longe dos holofotes, ressurgiu com tudo. Disse, em entrevista ao portal AgoraRN, que voltou para “proteger Natal dos bandidos”.

Já sei que o referido capitão passou este tempo que ficou ausente numa fazenda, e que lá os donos perceberam que ele tinha habilidades superiores a dos humanos. Ato contínuo conseguiu emprego na redação da Tribuna do Norte, onde usa uma identidade falsa.

Há ainda a possibilidade de ele ter passado um tempo recluso num quarto da casa de um casal de tios, onde conseguiu inventar um mecanismo que, acoplado ao pulso, consegue produzir e lançar teias de aranha, facilitando assim a locomoção, possibilitando-o ficar saltando de prédio em prédio, combatendo o crime.

No entanto, pode o Capitão Styvenson se assemelhar mais a Batman, o qual não possui superpoderes, apenas usa sua genialidade, destreza física e habilidades de detetive para combater o mal.

Brincadeiras a parte, torço muito para que as forças policiais, incluindo o Capitão Styvenson, consigam proteger a sociedade da ação dos meliantes. O clima no Rio Grande do Norte nunca esteve tão carregado.

segunda-feira, 9 janeiro, 2017 – 09:26 am

RESTAURANTE BEIJO-MAR, UM BELO LUGAR PARA NÃO IR.

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Há tempos, os veranistas de Tibau-RN se queixam da falta de opções de bons restaurantes na praia, o que, de certo modo, atravanca o avanço da região como polo turístico. Diante desta falta, muitos veranistas optam por ficar em suas varandas, promovendo churrascos com produtos trazidos de Mossoró.

De quando em vez, contudo, surge um novo empreendimento, o qual busca cair nas graças dos veranistas. Um desses é a Pousada e Restaurante Beijo Mar, na praia das Manoelas, que apesar de não ser tão nova, passou por uma reforma que a mudou completamente, tornando assim um point para quem vai pra Tibau. O local tinha tudo pra dar certo, tinha…

Já estive lá umas três ou quatro vezes, em todas elas me deparei com um cardápio bem fora da realidade. Sabemos, é claro, que os preços adotados nos restaurantes à beira mar são meio salgados, mas os do Beijo Mar são absurdos. Nas demais barracas, o peixe frito para duas pessoas oscila entre R$ 45 e R$ 55, no Beijo Mar é R$ 95. Lá, você não come nenhuma refeição à base de camarão por menos de R$ 100,00. A pousada está cobrando R$ 5 mil pelos quatro dias de carnaval.

Ontem, para piorar, diante de uma cobrança abusiva, não pude me calar.

Fui ao local esperar um amigo. Lá, pedi uma cerveja Heineken 600ml (R$ 12) e um caldo de camarão, minúsculo (R$ 10,00). Como a cerveja, além de cara, estava quente, resolvi ir embora (O wi-fi também não estava funcionando). Pedi então a conta. Surpresa tive quando a garçonete me apresentou uma despesa de R$ 50. Na descrição, R$ 22 de consumo, R$ 2,20 de taxa de serviço e o restante sob a rubrica de day use. – Como assim, day use?

A garçonete então disse que a consumação mínima era de R$ 50, e que se não consumisse tal valor teria que pagar a diferença. Era o tal do day use.

A cobrança fere o Código de Defesa do Consumidor:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços (…)

I – condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos;

Ora, day use se refere, como o próprio nome sugere, ao uso de algum parque aquático ou espaço recreativo, por exemplo, e o aviso do valor pelo uso deve ser fixado em placa ou cartaz, na entrada do local específico e delimitado. Nada tem a ver com despesa de restaurante.

Diante de minha negativa de pagar o valor, a garçonete me encaminhou para a “mulher do caixa”. Ela – que me pareceu a proprietária – até concordou em excluir o valor, mas, de forma muito abusada e arrogante, disse que estava certa e que só andava ali quem queria, que ninguém era obrigado a ir lá etc.

– Minha senhora, essa cobrança é abusiva. Além do mais, só me avisaram agora desta consumação mínima.

– Meu senhor, a cobrança é norma da casa. Ninguém é obrigado a andar aqui. Vem aqui se quiser.

Para não estender conversa, fui embora, na certeza que nunca mais voltarei ao local: cerveja cara e quente, pratos caros e minúsculos, wi-fi só de migué, day use, cobrança abusiva e uma caixa abusada ao extremo.

Uma visita que o local terá em breve é do Procon Estadual e do Ministério Público do Consumidor.

quarta-feira, 7 dezembro, 2016 – 11:51 am

AO LADO DE AÉCIO NEVES, MORO ESQUECE A SISUDEZ.

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É a primeira vez que vejo uma foto do juiz Sérgio Moro sorrindo.

A sisudez é a marca registrada do juiz federal Sérgio Moro, titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, onde se desenrola a Lava Jato. Ele foi alçado a ídolo nacional nos últimos dois anos, inclusive com o rosto estampado em camisetas de grifes famosas, como as da Reserva. Virou moda.

A imagem passada é de um homem sério, compenetrado, inimigo dos corruptos, imparcial etc.

A foto acima desfaz duas dessas características: inimigo de corruptos e imparcial. O evento de ontem mostrou uma grande afinidade entre o excelentíssimo e o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, acusado de envolvimento em casos de corrupção.

Por questão de competência constitucional, não cabe ao magistrado julgar o senador, tarefa que cabe ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas soa estranho esta “amizade de infância” entre o imaculado juiz da Lava Jato e o maior líder da oposição ao PT, partido com maior número de integrantes presos a mando de Moro.

Será que alguém ainda vai para as redes sociais pregar a imparcialidade da operação?

OBS. Reitero que sou a favor da prisão e condenação de políticos corruptos, mas de todos os partidos, e não apenas dos políticos corruptos de uma única sigla.

OBS.2. O engraçado é que ainda tem gente que acha que esta operação não tem cor. Ou são muito inocentes ou se fazem de.

terça-feira, 22 novembro, 2016 – 08:54 am

ULTRADIREITA SAI DO ARMÁRIO

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O Brasil vive um novo momento político. Desde março de 2013 a direita, aos poucos, resolveu sair do armário. Claro que sempre existiram seus defensores, mas estes agiam de forma muito cautelosa, muitas vezes se escondendo por trás do anonimato. A razão mais plausível era a constante associação entre direita e ditadura militar, assim, ser direita significava compactuar com as atrocidades cometidas durante o regime de exceção.

Atualmente, o maior líder da ultradireita, deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), decora seu gabinete de trabalho com quadros dos presidentes militares. Até alguns anos tal gesto seria muito mal visto pela sociedade. Hoje, é aceito tranquilamente por certo nicho da população.

A ultradireita perdeu o medo de se expor. As redes sociais estão cheias de pessoas que chamam o deputado acima mencionado de Bolsomito. Além disso, o defendem de forma canina. Bem semelhante aos petistas dos anos 80/90 em relação a Lula. É a roda gigante da política.

O deputado fluminense já se apresenta como candidato à presidência em 2018, com aval do presidente do PSC, pastor Everaldo. Apesar da euforia, Bolsonaro ainda não tem apoio do grosso da população. Seus admiradores estão concentrados entre os que ganham mais de 10 salários mínimos por mês, jovens idealistas e integrantes das Forças Armadas e polícias.

 Quanto aos jovens idealistas, a idade se caracteriza pela necessidade de sempre contestar o sistema, e atualmente quem mais faz isso é o deputado Jair Bolsonaro. Nos anos 80/90 era Lula e o PT.

As ideias de Bolsonaro atraem os nichos acima, mas a população em geral não aceita o fim das cotas raciais em universidades, a diminuição drástica dos beneficiários do Bolsa-Família, a liberdade para qualquer um andar armado, entre outras medidas que o deputado defende.

Assim como Lula, o mito dos anos 80/90, Bolsonaro vai ter que diminuir o radicalismo caso queira assumir a cadeira presidencial, e se isso vir a acontecer, espero que não decepcione, como ocorreu com Luís Inácio.