Arquivo ‘SATÉLITE’

sábado, 15 abril, 2017 – 11:41 am

PROMESSA DE DIMINUIR CARGOS COMISSIONADOS NÃO FOI CUMPRIDA

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Do blog do jornalista Carlos Santos.

Em pouco mais de 100 dias de gestão, a prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini (PP) toma nova decisão administrativa que mexe outra vez com a estrutura de cargos comissionados na Prefeitura Municipal de Mossoró. Deve afetar, para cima, os gastos do erário.

É um paradoxo em tempos bicudos choramingados pelo próprio governismo. Ela edita novo dispositivo que altera o decreto de número 5.025/2017, publicado no início do governo em janeiro. Nele, o total de comissionados era limitado “em até 50% dos cargos em comissão previstos em lei”.

Em vez de reduzir despesas em meio à crise, esse novo decreto é um atalho à decisão anterior e amplia espaços para mais e mais contratações sem concurso, privilegiando aliados políticos. A manobra, “legal”, tem razão de ser na política e não nos princípios da administração pública.

Atende às pressões de partidos que a apoiaram na campanha eleitoral do ano passado, além de sua numerosa bancada na Câmara Municipal, que também dá sinais de insatisfação.

O decreto 5.025/2017 de seu governo, editado ainda no início da gestão em janeiro (veja AQUI), já foi burlado pela própria prefeita que nomeou para postos comissionados um número maior de pessoas que essa normatização estabelecia. Enfim, é “letra morta”.

Além da conta – No novo decreto baixado esta semana, “os cargos de diretor e vice-diretor de escolas para as unidades de maior porte, que funcionam em dois turnos, e diretor de Unidades de Saúde” ficam de fora da exigência de nomeação de no máximo 50% dos cargos comissionados previstos em lei.

O art. 11 do Decreto N. 5.025/2017 de janeiro determinava que o secretário municipal de Administração e Finanças fizesse um estudo acerca do quadro de pessoal, e que, durante esse estudo, não fosse nomeado mais de 50% dos cargos em comissão previstos em lei. Esse ‘estudo’ parece infindável.

A Lei Complementar 105/2014, de 4 de julho de 2014 (gestão Francisco José Júnior-PSD) estabeleceu total de 735 cargos para a estrutura administrativa da Prefeitura de Mossoró. A lei foi publicada no Jornal Oficial do Município (JOM), edição 260. Segue em vigor, não foi revogada.

Pelo decreto de janeiro de Rosalba, ela só poderia ter nomeado no máximo 367,5 pessoas à ocupação de cargos comissionados. Porém os números passam até agora de 400 (veja postagem a seguir), que devem ser engordados ainda mais como suas novas medidas, como a recriação da Secretaria Municipal de Cultura.

Enfim, o céu é o limite. Enquanto a “viúva” (apelido sarcástico dado ao cofre público) aguentar.

PITACO DO TIO – Desde o início eu sabia que a promessa não seria cumprida. Em breve estarão preenchidos todos os 735 cargos previstos na legislação. A nomeação de cargos é o “cá” do “toma lá dá cá”.

terça-feira, 24 janeiro, 2017 – 13:15 pm

PREFEITURA RETÉM RECURSOS DO HOSPITAL ALMEIDA CASTRO

Do blog do jornalista Carlos Santos

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A Prefeitura Municipal de Mossoró retém – inexplicavelmente – recursos que deveria repassar ao Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC)/Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR). São numerários advindos do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Governo do Estado.

O HMAC/CSDR está sob intervenção federal desde 27 de setembro de 2014.

O assunto passou a ser tratado na esfera judicial, à manhã de hoje, tamanho o sufoco vivido pelo hospital, que reflete em especial no bolso de seus servidores.

O fato, por outro lado, pode causar problemas até de ordem criminal para os ordenadores de despesas do município, caso se comprove má-fé.

Repetindo passado – Situação dessa natureza não é novidade na relação (política) entre municipalidade e HMAC/CSDR.

Em 2012, por exemplo, gestão Fafá Rosado (PMDB) segurava recursos da União há nove meses, quando o Blog do jornalista Carlos Santos denunciou a canalhice. A estratégia era asfixiá-lo financeiramente.

O resultado de nossa pressão foi que horas depois (veja AQUI) aconteceu de considerável soma para o HMAC/CSDR.

Na época (como hoje), Fafá era adversária política da então deputada federal Sandra Rosado (PSB), que através de seu grupo político controlava a HMAC/CSDR.

NOTA DO TIO – Há aproximadamente três semanas estive no Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), onde, por três horas, acompanhei o trabalho dos seus profissionais e conheci a estrutura do local. Saí fascinado com tanto empenho. A notícia acima reproduzida me entristece. Não quero acreditar que estamos diante de uma picuinha política. Mossoró precisar evoluir nesta seara.

OBS. Nos próximos dias publicarei post narrando a visita que fiz ao HMAC.

OBS.2. Para ler a matéria em sua versão original clique no link a seguir: http://blogdocarlossantos.com.br/hospital-sob-intervencao-sofre-com-retencao-de-recursos/

domingo, 4 dezembro, 2016 – 03:37 am

A PATRICINHA DA NOVA BETÂNIA*

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Como toda moça da parte chique da Nova Betânia, Fernanda Tanízio falava inglês e espanhol. Era bilíngue – beijava duas línguas ao mesmo tempo… – e criava um animal exótico trazido de uma de suas viagens feitas, por puro filantropismo, a um país subdesenvolvido. Como toda patricinha que se preze, Fernanda acordava tarde e gostava de se sentar com as pernas atrepadas em algum de seus móveis planejados. E, como já foi dito, mesmo falando Inglês e Espanhol, Fernanda, em verdade, não falava mesmo era com ninguém. Exceto com seus amigos da mesma estirpe. Aliás, patricinha é que nem Gafanhoto, só ataca de bando. À noite, com sua turma, Fernanda, com looks trazidos, no mínimo, de Natal e Fortaleza – já que patricinha nenhuma da Nova Betânia compra roupa nas lojas “malhadas” de Mossoró… – saia à caça de rapazes de sobrenome no Sélect Nouveau, Tenda Music Club etc. 

A coisa que mais irrita Fernanda Tanízio é esse hábito que os pobres de Mossoró possuem de se misturarem com os ricos nas

áreas vips das festas… Por só sair de casa no período da noite, e só tomar sol no veraneio em Tibau, Fernanda Tanízio adquiriu uma pela de barroca palidez. Seus olhos verdes e cabelos que imploram para serem puxados deixavam embasbacados os colegas de classe do curso de Fisioterapia da UNP, sobretudo os bolsistas do interior do estado que não estão acostumados com essa “raça de gado”…

Ê boi! Ira! – dizia, aos risos, um aluno de Messias Targino ao ver Fernanda cruzando os corredores da universidade quase à levitar.

É bom que se diga que, antigamente, toda patricinha da Nova Betânia estudava Direito. Só que depois que elas descobriram mais ou menos o que era o Direito, largaram mão. Agora toda patricinha da Nova Betânia estuda Fisioterapia, por três motivos: Lembra Medicina, “Não é ela, mas é mesmo que ser ela” para trabalhar dentro de piscina e vestir branco. A patricinha sabe que cor fechada é artifício de pobre para esconder sujo…

Fernanda Tanízio é do tipo de patricinha que não se preocupa em dissimular. Seu sonho, chegou a dizer a uma de suas amigas mais íntimas, era ser sequestrada duas vezes que nem a filha de Silvio Santos. Seu pai, enólogo e dono de empresa prestadora de serviço à Petrobras, há cinco anos que já separara o dinheiro do resgate.

Fernanda é espírita. Embora confunda Allan Kardec com Mahatma Gandhi…

Mas o que importa narrar é o fato de que Fernanda Tanízio, a “chefinha”, como lhe chama carinhosamente suas amigas, encontrou o amor de sua vida – patricinhas acreditam piamente no amor romântico -, o homem capaz de fazê-la miar sem dar a mordida da gata, Lucas Tomásio, o uquinhas Red Bull, herdeiro de uma famosa concessionária de veículos da cidade.

Fernanda Tanízio conheceu Lucas Tomásio numa festinha privê dada no Garbos Trade Hotel em louvor do aniversário de sua amiga Ellen Damasco. Fernanda, sabendo que o rapaz tinha sobrenome, tratou logo de investir – quase literalmente… -. Para ela, não importava se ao rapaz faltava um membro, o tronco ou era uma mula sem cabeça. Bastava ter um sobrenome. E isso Luquinhas Red Bull possuía.

Como a Alemanha Hitlerista que queria dominar céu, terra e mar, o pai de Lucas Tomásio, tal qual os demais ricos de Mossoró, possui uma casa de praia em Tibau, uma chácara no caminho de Governador de Dix-Sept Rosado, além, também, claro, de uma mansão na mesma Nova Betânia – só não tem casa na árvore… -.

A mãe de Lucas gerencia uma butique no Partage Shopping.

À tardinha em Tibau, no veraneio, Fernanda e Luquinhas passeavam agarrados de quadriciclo, e gravavam seus nomes no interior de um coração nas areias da praia… Logo uniram suas contas no Facebook

Noivaram mês passado.

A notícia, junto a uma poesia de Mário Quintana, saiu na coluna social de “O Mossoroense” com a legenda: “Os Pombinhos da Vez”.

O casamento está marcado para o final do ano. O casal ainda está a procura de um lugar espaçoso para o evento: Mossoró é tão carente de boas opções… – suspira Fernandinha.
Assim que concluir seu curso de Fisioterapia na UNP, 
Fernanda e Lucas irão morar na Bélgica. Lucas pretende expandir o negócio do pai. Fernanda não pretende exercer a profissão: A casa vai consumir todo meu tempo… – diz ela, que levará duas empregadas domésticas de Upanema para lhe ajudar na Bélgica.

Fernanda sonha em ter gêmeos. Um branco e um negro.

Aqui vão meus sinceros votos de felicidade ao casal!

*

*Samuel de Oliveira Paiva nasceu em 14/12/1992, é natural de Rafael Godeiro/RN. Bacharelando em Direito pela UERN, aprovado no XV Exame da OAB. Participou da coletânea “Poesia Clandestina Vol. I (2012)”, foi selecionado em concurso de contos promovido pela Big Time Editora, além de já ter contribuído com poesias, resenhas e contos para os jornais Clandestino, Gazeta do Oeste, O Mossoroense e revista Cruviana.

*

OBS. No próximo domingo traremos outro conto do mesmo autor.

segunda-feira, 28 novembro, 2016 – 14:14 pm

TRÊS VEREADORES ELEITOS ENCONTRAM DIFICULDADES PARA APROVAR CONTAS

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Leio no blog do jornalista Carlos Santos (clique aqui) que três vereadores eleitos estão encontrando dificuldades para que suas contas sejam aprovadas junto à Justiça Eleitoral: Didi de Arnor (PRB), Zé Peixeiro (PTC) e Manoel Bezerra (PRTB).

Eles não são os únicos com problemas nas prestações de contas, mas são os que possuem os problemas mais difíceis de serem sanados.

Caso não consigam juntar os documentos exigidos pela Justiça Eleitoral, não poderão ser diplomados e consequentemente não tomarão posse. Em seus lugares entrarão os suplentes: Gilson Cardoso (PRB), Mimiu (PSC) e Celso Lanches (PSC).

A cada eleição a Justiça Eleitoral fica mais rigorosa, desde a pré-campanha até a análise da prestação de contas. Muitos candidatos, contudo, ainda não atentaram para esta questão. Pensam que a campanha ainda é um vale-tudo.

Boas assessorias contábil e jurídica são imprescindíveis em qualquer campanha.

domingo, 2 outubro, 2016 – 06:45 am

OS MALEFÍCIOS DA VENDA DE VOTOS*

Desde 2000 venho atuando como Juiz Eleitoral nas últimas eleições, mas nestas assumi um papel diferente e que nos dignifica muito, pois penso que o cidadão é o ator mais importante de nossa sociedade e como tal tem um destaque, não só na hora de escolher seus representantes, dentre seus pares, mas principalmente de cumprir as suas demais obrigações cívicas.

Ah, temos que lembrar que quem iremos escolher é um cidadão como nós. Às vezes nos esquecemos disso e não damos importância a nós mesmos, por isso que eu tenho orgulho de me despir da qualidade de Juiz, que me orgulho muito, para verdadeiramente me postar como um cidadão indignado com a corrupção.

E é justamente com essa corrupção que temos, mais uma vez de nos preocuparmos, pois os corruptos desse país têm muitas artimanhas e tudo começa justamente em suas eleições, que são totalmente corrompidas, deixando-os sem qualquer tipo de compromisso com o cidadão.

Entretanto, o pior de tudo isso é ver que o cidadão participa diretamente dessa corrupção ao vender o seu voto e achar que isso é normal, porque os políticos teriam obrigação de lhe darem as coisas individualmente para poderem receber os seus votos.

Ora cidadão, o político ao fazer isso comete um crime e você também, recebendo inclusive a mesma punição, senão vejamos o que diz a lei sobre a situação:

Art. 299. Dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, dádiva, ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto e para conseguir ou prometer abstenção, ainda que a oferta não seja aceita:

Pena – reclusão até quatro anos e pagamento de cinco a quinze dias-multa.

Não podemos confundir a previsão do Código Eleitoral acima com a da lei das Eleições para o candidato:

Art. 41-A. Ressalvado o disposto no art. 26 e seus incisos, constitui captação de sufrágio, vedada por esta Lei, o candidato doar, oferecer, prometer, ou entregar, ao eleitor, com o fim de obter-lhe o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou função pública, desde o registro da candidatura até o dia da eleição, inclusive, sob pena de multa de mil a cinquenta mil Ufir, e cassação do registro ou do diploma, observado o procedimento previsto no art. 22 da Lei Complementar nº 64, de 18 de maio de 1990.

A prescrição supra é a questão meramente eleitoral, já a que falamos primeiro é criminal e essa o cidadão ao receber qualquer tipo de vantagem pode se complicar com a Justiça, como muito bem chamou a atenção o colega Patrício Lobo em seu Facebook, e que aqui reproduzimos por entender mais do que pertinente, pois comparou a compra de drogas ao tráfico de drogas pela troca mútua que infelizmente acontece:

“O ato ilícito de compra de voto se assemelha em alguns pontos ao tráfico de drogas. Primeiro: só se vende porque se tem quem compre. Segundo: o eleitor tem que deixar de ser tratado como vítima e coitadinho, pois já é bem esclarecido, com uma diferença, porque o usuário pode ser tratado e curar-se. Terceiro: solicitar ou receber vantagem também é um ato criminoso. Quarto: a maior pena para o ‘viciado’-eleitoral, além de um bom processo-crime, é uma futura gestão pública sem interesse público prioritário”.

Sei da profundidade dessa relação em nossa atuação como Juiz, pois os políticos que se elegem dessa forma não tem qualquer zelo com os princípios da administração pública e a moralidade e honestidade passam longe de suas atuações e você cidadão tem tudo a ver com isso e sinceramente tem que começar a também ser responsabilizado para ver se as coisas melhoram.

E por mais que existam hoje políticos que já não aguentam mais o eleitor “pidão”, na realidade criminoso, foram eles que mal acostumaram o eleitor nesse círculo vicioso e pernicioso a toda sociedade, logo agora não podem querer se passar como anjinhos e achar que tudo é culpa do eleitor. Não há diferença, a culpa é de ambos e devem ser punidos em todas as esferas de responsabilidades.

Enquanto continuarmos com eleições corruptas teremos cada vez mais corruptos entre nós, justamente porque corrupta é a sociedade.

Não me canso de perguntar, até quando vamos aguentar essa marmota, que é crime, e a gente acha a coisa mais natural do mundo?

Talvez, comece a melhorar quando alguns eleitores forem para a cadeia por venderem os seus votos e rasgarem a cidadania.

Meus amigos e amigas que sabem de nossa luta pessoa contra tudo isso, peço encarecidamente que amanhã não votem por interesse pessoal algum, não aceitem qualquer tipo de vantagem, não se deixem enganar por políticos que não tem qualquer compromisso com o povo e que estão enrolados com a Justiça, votem com muito amor e esperança que as coisas realmente possam mudar, pois o verdadeiro voto deve ser naqueles que nos trazem perspectivas de dias melhores, pois ninguém aguenta mais sofrer, em especial a classe mais pobre, com falta de tudo em termos de serviço público, que na prática se constitui como falta de dignidade.

Termino esse pequeno texto com uma fala de um advogado eleitoralista e cidadão também preocupado como eu com a corrupção, Marcos Araújo, com uma pequena edição, porque o mesmo expressou a sua posição pessoal, que evidentemente não cabe nesse texto, contudo representa a esperança de que saíamos, enfim, desse buraco em que nos metemos se votarmos pensando dessa maneira:

Não VENDO meu VOTO!

Eu TROCO…

Em uma cidade limpa,

Bonita, arborizada

Sem buraco em calçamento

De preferência asfaltada

Eu quero é dirigir

Pilotar a minha moto

Por isso aviso logo

Não vendo meu VOTO eu TROCO.

Troco pelas ruas claras

Todas bem iluminadas

Que os meninos possam brincar

Toda hora nas calçadas

Que tenha segurança

Pro medo não ser meu foco

Por isso quero avisar

Não vendo meu VOTO eu TROCO

Troco numa cidade

Que ofereça educação

Que o ensino seja dado

Pra formar um cidadão

Que o aluno tenha valor

No lugar dele me coloco

Aí vou logo dizendo

Não vendo meu VOTO eu TROCO

Troco por um lugar

Aonde o homem do campo tenha valor

Que ele possa trabalhar, estudar e escolher

Que tenha semente, água e terra

Pra o pequeno agricultor

Só quero essas coisinhas

Nada demais pelo meu voto

Pode afirmar por aí

Que eu não vendo meu VOTO eu TROCO…

Vou TROCAR O MEU VOTO, com esperança, sem sedição.

Não há mais o que falar, agora é agir com consciência de nossas obrigações de cidadãos!

*Autor: José Herval Sampaio Junior (juiz de Direito)

sexta-feira, 24 julho, 2015 – 11:12 am

MERECEMOS OS POLÍTICOS QUE TEMOS?

Sob o título, “Será que o Brasil Merece os Políticos que Têm?”, o juiz de Direito Herval Sampaio Júnior se debruça num tema espinhoso, nossa formação ética e política. Antecipando-me, Herval diz que merecemos sim os políticos que temos, pois eles representam o que nossa sociedade de fato é. Um texto forte, que certamente ensejará vozes dissonantes. Vale a pena ler.

Sei que a resposta que darei não agradará a ninguém, contudo, direi o que penso, sem receio de nada, mesmo ciente das críticas que virão, desta feita não somente dos políticos, pois a população, em sua maioria, não gostará de ouvir a realidade.

Mas, ciente do meu papel de cidadão, não posso me furtar em dizer o que penso, especialmente quando objetivando despertar uma consciência coletiva que, quase sempre, somente vem com o choque das ideias contrapostas.

O momento é de muita tristeza e, sinceramente, não pensei que chegássemos a esse ponto. Não adianta querer culpar somente os políticos pela patente crise ética que estamos vivendo e, por conseguinte a própria banalização da roubalheira que se vê de “cabo a rabo” como se diz em todos os setores da vida pública em nosso país.

É oportuno que de plano se registre que tal situação de longe pode ser atribuída somente aos nossos políticos, sendo óbvio que por muito tempo escondemos por debaixo do tapete a poeira da corrupção e da inversão ética dos valores de um homem público e a própria concepção da palavra política, banalizando tudo isso ao ponto de há muito tempo nossos políticos terem se esquecido do principal papel de um político, qual seja, servir ao bem comum do povo.

Ou seja, não se pode buscar na política nada, repito, nada de interesse pessoal, além dos próprios benefícios do cargo, que sinceramente são discutíveis pela quantidade exagerada de privilégios que a maioria dos cargos políticos nesse país trazem, o que leva ao ponto de as pessoas quererem chegar ao poder, justamente pelo o que ele lhe beneficia, quando na realidade esse poder deveria ser tido tão somente como meio para realização das necessidades públicas. (continua)

Para lerem o restante do artigo cliquem aqui.

terça-feira, 16 setembro, 2014 – 06:26 am

JORNALISTA SUGERE QUE DONA IRENE SUBSTITUA PATRÍCIA POETA NO JN

O afamado jornalista Paulo Henrique Amorim sugeriu em seu blog que Dona Irene, mãe de Keké, substituísse Patrícia Poeta na bancada do Jornal Nacional. A postagem rendeu dezenas de comentários.

A mossoroense Dona Irene já apareceu em diversos programas de humor do Brasil. Sua espontaneidade rende boas gargalhadas.

Vejam a postagem clicando aqui.

quinta-feira, 28 agosto, 2014 – 06:29 am

JUIZ HERVAL JÚNIOR LANÇARÁ LIVRO AMANHÃ

O juiz José Herval Sampaio Júnior, convocado pelo Tribunal de Justiça do RN e outrora titular da 33ª Zona Eleitoral, com sede em Mossoró, lançará o livro “Abuso do poder nas eleições – Triste realidade da política (agem) brasileira, Ensaios”, pela Editora Juspodivm. O lançamento acontece durante o 1º Encontro Mossoroense de Estudos Jurídicos, nos dias 28 e 29 de agosto, no Garbos Recepções e Eventos, em Mossoró.

O livro aborda o problema do abuso de poder em três esferas: econômico, político e midiático e a importância da Justiça Eleitoral nesse contexto. Herval Sampaio tem uma experiência judicante de 15 anos como juiz eleitoral, já tendo participado de nove eleições consecutivas, incluindo as eleições suplementares de Mossoró.

“A classe política e o povo insistem em tratar o processo eleitoral como um negócio, quando segundo a nossa Constituição e leis eleitorais, as eleições se constituem como o momento mais importante de consagração da democracia no sentido mais amplo possível”, afirma o magistrado.

No livro, ele relata alguns casos de crimes eleitorais ocorridos no RN, numa linguagem didática e acessível, e traz ainda explicações de temas como a compra de voto, uso da máquina administrativa, nomeação de parentes de candidatos, da propaganda irregular e troca de favores por interesse eleitoreiro. O prefácio da obra ficou por conta de um dos maiores especialistas em direito eleitoral do Brasil, Djalma Pinto.

Em Natal, o lançamento deve ocorrer no dia 26 de setembro, às 17h, na Escola da Magistratura do Estado do Rio Grande Do Norte (ESMARN).

Fonte: TJ-RN. 

sábado, 26 outubro, 2013 – 20:45 pm

ARENA DAS DUNAS: PETRÓLEO GARANTIRÁ O LUCRO DA OAS

A empreiteira OAS está construindo a Arena das Dunas na cidade de Natal, para receber quatro jogos da Copa do Mundo de 2014. Para tanto, assinou um contrato de PPP (parceria-público privada) com o Governo do Estado do Rio Grande do Norte. O custo atual da obra é de R$ 417 milhões. Depois de pronto, a construtora passará a operar o equipamento por 20 anos, até 2031.

Durante este período, o governo estadual pagará à OAS pela manutenção parcelas mensais de R$ 10 milhões por 11 anos. Depois, por mais três, parcelas de R$ 2,7 milhões. Além disso, há uma garantia mínima de lucro, baseada em um estudo de viabilidade. Se o estádio não der o lucro esperado, o governo estadual garante a diferença.

Durante todo esse tempo, será mantido um fundo garantidor do investimento. Se o governo estadual não honrar seus compromissos contratuais com a empreiteira, o dinheiro deste fundo será utilizado como forma de pagamento.

Tal fundo sempre terá em caixa o valor mínimo de R$ 70 milhões. Este dinheiro, pelo contrato, virá de uma fonte segura de renda: os royalties que o Estado recebe pela exploração de petróleo em seus domínios.

O Rio Grande do Norte recebe da Petrobras cerca de R$ 250 milhões por ano. Então, parte deste valor vai garantir o pagamento da OAS pela Arena das Dunas.

Toda essa modelagem de negócio está preocupando o procurador-geral do Ministério Público de Contas do Rio Grande do Norte, Luciano Ramos.

Ele adverte para os riscos de endividamento a que o Estado está se submetendo. “Os riscos são assumidos em sua quase totalidade pelo poder público, havendo a possibilidade de aumento da contraprestação pecuniária e aumento do prazo do contrato”.

O que o procurador quis dizer com isso? Ele se refere às cláusulas de equilíbrio financeiro do contrato de PPP. Assim como ocorre em outras PPPs, como na da Arena Fonte Nova, ou como na da Arena Pernambuco, o poder estadual está comprometido a bancar uma lucratividade mínima para as empreiteiras que agora passaram a ser administradoras de arenas multiuso.

Então, se os públicos nos jogos não forem os esperados, se o estacionamento não der o resultado financeiro que se prevê, se a loja de souveniers que a empreiteira eventualmente instalar na arena não vender o quanto se acredita, então quem vai pagar o lucro da empreiteira é o contribuinte.

E, conforme disse o procurador Luciano Ramos, no caso do Rio Grande do Norte e da Arena das Dunas, esses eventuais custos extras ao Estado serão pagos aumentando os valores mensais cedidos à empreiteira ou ainda ampliando o período de concessão.

Ficou claro? Então, ou as coisas saem como o previsto e a OAS com seu lucro garantido, ou aumenta-se a mensalidade paga pelo Estado ou o tempo que a empreiteira poderá explorar o equipamento. Ainda bem que o Petróleo é Nosso.

FONTE: Blog do Vinícius Segalla, da UOL.

terça-feira, 13 agosto, 2013 – 15:24 pm

VÁ TOMAR…

“Então, Lindbergh Farias, vai tomar no cu, você e o Collor junto. Aproveitando, então, vai também o Lula e sua política de consumo, o Fernando Henrique e o sorriso amarelo e bem alimentado, e eu quero muito que vá tomar no cu também o José Serra, o homem mais arrogante do Brasil. (…) José Sarney, vai tomar no cu: você é um poeta de merda, um enganador, fisiológico, sem-vergonha. Vai tomar no cu, então, Renan Calheiros, seu filho da puta. (…) Sou louco, mas não covarde”. (Ricardo Lísias, escritor, em artigo na revista Piauí).

OBS. A foto acima – já antiga – mostra um encontro bastante amigável entre Lindbergh Farias e Fernando Collor. Para quem não sabe, o primeiro foi o líder da geração cara-pintada, que foi às ruas pedir o impeachment do segundo. Daí a explicação da primeira frase irada do escritor.