MERECEMOS OS POLÍTICOS QUE TEMOS?

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Sob o título, “Será que o Brasil Merece os Políticos que Têm?”, o juiz de Direito Herval Sampaio Júnior se debruça num tema espinhoso, nossa formação ética e política. Antecipando-me, Herval diz que merecemos sim os políticos que temos, pois eles representam o que nossa sociedade de fato é. Um texto forte, que certamente ensejará vozes dissonantes. Vale a pena ler.

Sei que a resposta que darei não agradará a ninguém, contudo, direi o que penso, sem receio de nada, mesmo ciente das críticas que virão, desta feita não somente dos políticos, pois a população, em sua maioria, não gostará de ouvir a realidade.

Mas, ciente do meu papel de cidadão, não posso me furtar em dizer o que penso, especialmente quando objetivando despertar uma consciência coletiva que, quase sempre, somente vem com o choque das ideias contrapostas.

O momento é de muita tristeza e, sinceramente, não pensei que chegássemos a esse ponto. Não adianta querer culpar somente os políticos pela patente crise ética que estamos vivendo e, por conseguinte a própria banalização da roubalheira que se vê de “cabo a rabo” como se diz em todos os setores da vida pública em nosso país.

É oportuno que de plano se registre que tal situação de longe pode ser atribuída somente aos nossos políticos, sendo óbvio que por muito tempo escondemos por debaixo do tapete a poeira da corrupção e da inversão ética dos valores de um homem público e a própria concepção da palavra política, banalizando tudo isso ao ponto de há muito tempo nossos políticos terem se esquecido do principal papel de um político, qual seja, servir ao bem comum do povo.

Ou seja, não se pode buscar na política nada, repito, nada de interesse pessoal, além dos próprios benefícios do cargo, que sinceramente são discutíveis pela quantidade exagerada de privilégios que a maioria dos cargos políticos nesse país trazem, o que leva ao ponto de as pessoas quererem chegar ao poder, justamente pelo o que ele lhe beneficia, quando na realidade esse poder deveria ser tido tão somente como meio para realização das necessidades públicas. (continua)

Para lerem o restante do artigo cliquem aqui.

2 Comentários

  1. Com todo respeito ao Juiz,o texto trás mais do mesmo. Limita-se a repetir chavões e lugares comuns que nada acrescentam. Quem não acha que o mandato político deve servir ao povo,e não aos interesses privados de políticos? Que duvida que a classe política no Brasil é o retrato da sociedade? Nada de novo. Estranhei apenas uma questão: o juiz criticando os privilégios dos políticos. Ora,quem mais entende de privilégios que juizes?

  2. Caro Tio Colorau, a propósito do tema objeto do artigo do Prof. e Juiz Herval Sampaio, já que aparecem tantos eleitores que sabem como resolver de imediato e num passe de mágica todos os nosso problemas, e, sobretudo se auto proclamam absolutamente honestos.

    Que tal aprovarmos a Lei do Eleitor Ficha Limpa…!!!???

    Um baraço

    FRANSUÊLDO VIEIRA DE ARAÚJO.
    OAB/RN. 7318.

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