PÍLULAS…PÍLULAS…(13jun)

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Ocorreu no último sábado a 9ª edição do Pingo da Mei Dia, maior evento festivo de Mossoró. As mudanças ocorridas este ano, de forma geral, agradaram aos visitantes. A proibição de tendas e barracas nas praças foi a decisão mais acertada, pois possibilitou o fluxo das pessoas, o que era praticamente impossível nas edições pretéritas.

Vale elogiar também a segurança do evento. Não foi registrada nenhuma ocorrência grave, apenas pequenos furtos, os quais ocorrem em qualquer hora e lugar. Várias equipes dos setores de segurança municipal e estadual se fizeram presentes durante toda a duração da festa.

Quanto aos camarotes, ouvi algumas queixas de superlotação, com grandes filas para pegar bebidas e para ir aos banheiros. Neste sentido ouvi reclamações em relação aos camarotes “N1”, “Matuto” e “Tchê”. No geral, todavia, os camarotes atenderam muito bem aos clientes. Particularmente posso citar o camarote “Thermas/Papo de Buteco”, que proporcionou um ambiente e serviços irretorquíveis. Sem filas no bar e nem nos banheiros, além de amplo espaço para transitar, tudo animado com uma banda tocando forró de raiz. Perfeito.

Por fim, as críticas residem sobretudo na demora dos trios em passar e no estilo musical tocado pelos cantores e bandas que os comandavam. Eu mesmo não ouvi nenhum trio tocar forró. Só ouvi sertanejo universitário e demais músicas que fazem sucesso no momento. Nada de raiz, nada de tradição, o que descaracteriza sobremodo o evento.

É preciso repensar isso, afinal, o que atrai o turista é nossa cultura.

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Nesta data, há 90 anos, o bando do cangaceiro Lampião invadia Mossoró. A empreitada não logrou êxito. Dois homens fortes do grupo de Lampião foram mortos na infrutífera invasão: Colchete e Jararaca. Este último, aliás, foi enterrado vivo. Curiosamente é o túmulo mais vistado no cemitério São Sebastião.

Aproveito a nota para informar que o Memorial da Resistência, localizado no Corredor Cultural, nos induz a um erro. Nele há uma imagem imensa de Maria Bonita. Na realidade, Lampião nem ao menos a conhecia quando passou por Mossoró.

A invasão, apesar de muito explorada pelos mossoroenses, é pouco citada nas obras que tratam de Lampião e do cangaço, a não ser naquelas de maior fôlego.

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O presidente Michel Temer está usando seu poder para prejudicar a J&F, holding dos irmãos Batistas. Primeiramente, a Caixa Econômica Federal resolveu antecipar o vencimento de todos os empréstimos de duas empresas do grupo, a JBS e a Flora, isso sem nenhum motivo aparente.

Depois, cortou o fornecimento de gás da Petrobras para uma usina termelétrica do grupo, o que prejudica inclusive a distribuição de anergia no país.

Não satisfeito, ordenou que órgãos federais como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) procurem formas de prejudicar o grupo empresarial.

Mostra-se assim um grande perseguidor, que usa a estrutura do poder para tentar abater seus desafetos. Deveria atentar para o fato de a J&F ter mais de 230 mil empregados. Isso é o que eu chamo de fazer política com o fígado.

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Se a velocidade máxima permitida nas rodovias do Brasil é de 120km/h, por que autorizam a fabricação de veículos que atingem uma velocidade bem superior a esta? É difícil encontrar um automóvel com velocímetro máximo inferior a 220 km/h. Mais uma lei de faz de conta.

2 Comentários

  1. 1) O brasil não é fabricante de carros. Portanto, não tem nada a ver e nem dar pitaco a quem os fabrica.

    2) Joesley Batista é tão bandido quanto o presidente. Ambos são farinha do mesmo saco. O Mordomo está apenas descontando o que o seu ”colega de profissão” aprontou.

    3) A foto acima mostra que o dinheiro do meu IPTU está sendo gasto ali.

  2. Erasmo, é pertinente tua observação quanto à presença, no Memorial, do cartaz de Maria Bonita; quanto às baixas em ambos os bandos, de meu conhecimento os munícipes não sofreram nenhuma, porém foram três do outro lado: além das citadas, também o bandido “Menino de Ouro”, pelo que sei, tomou tiro o suficiente para entrar em delírios em algum ponto da fuga e, sem receber tratamento adequado, ter encontrado o inimigo invencível.

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