Apostas: o mundo incerto dos BETS.

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Apostar em jogos esportivos é algo relativamente novo no Brasil, apesar de os europeus fazerem isso há décadas. Podemos dizer que a mania chegou ao Brasil durante a Copa do Mundo de 2014. Inicialmente de forma muito tímida.

De lá pra cá o mercado só tem crescido, com uma verdadeira proliferação de sites de apostas, geralmente usando o termo “bets” no final: SportingBets, FutebolBets, ZebraBets etc. Num mesmo jogo pode ter mais de duzentas opções de apostas, como vencedor, número de gols no primeiro tempo, placar exato, margem de vitória etc. Além disso, o apostador pode fazer uma combinação de vários jogos num bilhete só.

Para ganhar dinheiro, o apostador tem que prever as zebras, o que não é uma tarefa fácil, a não ser que você seja um Valter Mercado ou uma Mãe Dinah. Apostar em resultados favoritos rende muito pouco, a não ser que o valor investido seja alto. Apostar R$ 1.000 no Barcelona, desde que não seja clássico, rende uns R$ 200, no máximo, ou seja, arrisca-se R$ 1.000 para ganhar R$ 200,00. É uma atividade de risco, vez que a figura da zebra sempre pode aparecer.

No ano passado, mais precisamente na 13ª rodada do Campeonato Brasileiro, houve uma combinação de várias zebras. Na oportunidade, muitos bilhetes de valor baixo renderam um grande lucro para os apostadores. Conheço o caso de um bilhete de R$ 10 que rendeu um lucro de R$ 15 mil. Na época, muitos sites de jogos não conseguiram pagar aos apostadores. Em Mossoró, há muitos relatos de quem ganhou, mas não levou.

No geral, os apostadores perdem bem mais do que ganham. Estimativas apontam que há uma zebra para cada três resultados esperados. Assim, não é raro que o apostador caia em tal zebra. Certa vez, um apostador me confidenciou que perdeu R$ 3 mil numa semana. Fez seis apostas de R$ 500, cada uma com três jogos. Perdeu todas.

Juridicamente, as apostas não são crimes, mas também não são resguardadas por lei. Assim, se um site não lhe pagar uma aposta, as chances de você conseguir tal pagamento via Procon ou Judiciário são quase nulas.

O governo federal, contudo, está de olho nesse nicho. Estima-se que, em sendo legalizado, gerará R$ 1,3 bilhão em receita por ano. O projeto de lei mais adiantado é o 186/2014, de autoria do senador Ciro Nogueira (PP-PI). Ele tramita atualmente na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

O Ministério Público Federal é contra a medida. Acredita que a legalização trará vício, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal, e que o estado não tem estrutura para fiscalizar o setor.

O fato é que os sites de apostas vieram para ficar. É crescente o número de apostadores. Falando nisso, hoje tem o primeiro jogo da final do Campeonato Paulista: Corinthians x Palmeiras. Já fez sua fezinha?

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