NEM CLAUDIONOR, NEM O PROMOTOR. ATÉ RIMOU…

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Nas últimas 72 horas, o assunto mais comentado em Mossoró é um quiproquó entre o vereador Claudionor dos Santos e o promotor de Justiça Eduardo Medeiros. A causa da querela é a danada da Operação Sal Grosso, que deveria se chamar Operação Óleo Grosso, tamanha a nebulosidade que acarretou.

Será que Claudionor representa o mal e o promotor representa o bem? Ou vice-versa? Nada disso. A vida não é uma novela, onde as pessoas ou são 100% más ou 100% boas. Claudionor tem suas razões e o promotor Eduardo Medeiros tem as dele.

Ao investigar irregularidades no serviço público, o Ministério Público está cumprindo seu papel. Cabe aos cidadãos torcer para que o órgão seja cada vez mais valorizado e ampliado, e que assim possa investigar sempre mais. Entretanto, o abuso relatado pelo ex-vereador Claudionor dos Santos realmente existiu. Não havia necessidade de arrombar dezenas de portas da Câmara Municipal, se havia um vigilante com todas as chaves do local. O promotor de Defesa do Patrimônio Público, ironicamente, causou um grande prejuízo ao patrimônio público.

Outros dois pontos que merecem ser esclarecidos: Quando da operação, o Ministério Público divulgou que foram encontrados dois carros com chassis adulterados na casa do ex-vereador Júnior Escóssia, e que este havia negociado um apartamento em Natal. Após perícia restou provado que os dois carros estavam totalmente legalizados (um pertencia ao pai do ex-vereador e o outro a seu irmão). Quanto ao imóvel, certidões de cartórios de Natal mostraram que o ex-vereador, bem como sua esposa, nunca tiveram apartamento na capital do Estado. Como não houve esclarecimento, ficou valendo apenas a primeira versão.

Por outro lado, não acredito que o promotor tenha agido por motivos outros que não o exercício regular de sua função, como chega a insinuar o ex-vereador Claudionor dos Santos. Os abusos do Ministério Público têm mais a ver com Narciso do que com Lord Acton.

4 Comentários

  1. Tio, o vereador tem prova de que o Promotor sabia que as chaves estavam na câmara e mesmo assim arrombou as portas? Se tem não só é lamentável como deveria o vereador ter representado o promotor, pois isso aí é crime. Então por que o vereador não acionou a justiça contra o promotor? Como aparentemente não o fez, e como acho que ninguém também fez, fico na dúvida com relação ao que ele disse.

    O vereador não se mostrou tão “macho” para atacar o promotor, então por que não saiu do discurso e representou contra o mesmo? Não basta só ouvir as pessoas, elas tem que ter prova do que dizem. E você como oficial de justiça deve saber que ao se executar um mandado judicial pode-se usar a força para se ter acesso aos locais. Outro detalhe, o promotor estava acompanhado de delegados, teriam estes também arrombado as portas ou algumas delas? será que o promotor arrombou todas? E por que o vereador também não acusou os delegados?

    Vi aqui uma postagem sua sobre Junior Escóssia, quando ele afirmava que tinha pago os empréstimos junto à caixa. Pelo teor do que você comentou, acho que você entrou na dele, dizendo que viu os recibos. Taí depois a condenação nele na justiça para provar o contrário. Ele pode até ter pago, mas só o fez quando soube que tava sendo investigado, pois passou anos para pagar e não pagou.

    Vi a entrevista do vereador na TV, achei muita coisa ilógica. Ele insinuou que o promotor veio de natal pra mossoro por que estaria sendo processado lá, como se o fato do promotor sair de um local para outro impedisse o processo. É muito desconhecimento insinuar isso. Insinuou também que o promotor poderia ter vindo pra mossoro só para prejudicá-lo. Essa aí de tão ridícula nem merece ser comentado. Ele não tá com essa bola toda não, para motivas a vinda de um promotor para cá para persegui-lo.

    Agora diz o vereador que o promotor mandou recomendação para a câmara para cassá-lo, se for verdade, se ocorreu da forma como o vereador falou, aí claudionor tem toda razão, o promotor não tem nada a ver com isso.

    Tio, o que me parece é que claudinor segue aquela velha cartilha de todo aquele que é pego com a “boca na botija”, se passar por vítima, falar que tá sendo perseguido e obviamente procurar desqualificar o acusador. Já vi esse filme muitas vezes.

  2. Muitos pessoas que têm a seus cargos a responsabilidade de administrar bens e serviços públicos usam e abusam das facilidades que esses cargos ensejam para práticas de improbidades administrativas tais como peculato, nepotismo e tráfico de influências. Usufruem de todas as regalias e os benesses que a ocasião possa “oferecer”. Quando “surpreendidas” pelas mãos da justiça, se fazem logo de vítimas e alegam estar sendo perseguidas. Esse é o primeiro argumento: vítima de perseguição. Ora, se fazer de vítima (principalmente de perseguição – conheço essa estratégia desde que o mundo foi feito) é insinuar culpabilidade.

    Contra-atacar com argumentos outros só distrai analfabetos funcionais. Só! O Conselho de Sentença não trabalha com suposições e/ou tergiversações (rodeios, evasivas).

    Na verdade, eu nunca ouvi dizer que há corrupção na política nacional. Nunca! É tudo suposição. Então, acho que o MP emitiu uma sentença ERRADÍSSIMA (sic)!!!!

  3. Tio, Cesar Alves foi muito mais feliz ao comentar as declarações de Claudionor no portal nominuto. Veja a análise de Cesar sobre alguns pontos da entrevista que o vereador concedeu:

    “O vereador Claudionor dos Santos, condenado por corrupção na Câmara Municipal de Mossoró, quer que o promotor Eduardo Medeiros, do Patrimônio Público, preste contas dos recursos que usou para descobrir que ele é corrupto.

    Parece absurdo, mas é verdade. Foi o que Claudionor dos Santos falou em entrevista a Gazeta do Oeste, na edição no dia 2 de março. E esta não é a primeira vez que o Claudionor chamou atenção com suas declarações.

    A primeira vez ele disse que estava sendo perseguido pelo Ministério Público.

    Diante do absurdo, o procurador Geral de Justiça Manoel Onofre, junto com outros 14 promotores de Justiça, divulgou nota tirando o couro das costas de Claudionor dos Santos com um bisturi especial, do tipo que solta sal fino com pimenta na lâmina durante o ‘corte’.

    Daí o Claudionor passou a cobrar honestidade do promotor Eduardo Medeiros, que foi quem o enquadrou na denúncia que foi aceita e sentenciada pelo Juiz Claudio Mendes. O condenado por corrupção desafia o promotor ser mais honesto do que ele. Some este absurdo a outros em sua mais nova sequencia de declarações a mídia.

    Para Claudionor, o promotor Eduardo Medeiros está sendo maldoso com ele. Pode um negócio deste?

    Entre os absurdos dos absurdos, Claudionor dos Santos quer que o promotor preste contas dos recursos usados para descobrir e provar que ele e os demais vereadores e ex-vereadores de Mossoró são corruptos no período de 2007 a 2011, quando foi ingressada a Ação na Justiça.

    Claudionor afirma que o ITEP tem condições de periciar os documentos apreendidos na Operação Sal Grosso e que o promotor contratou especialistas para tal função. O Claudionor, no caso, foi leviano e maldoso, pois ele sabe que o ITEP não perito especialista para fazer perícia. Aliás, isto é público.

    O Claudionor sabe que o ITEP do RN precisa de 500 peritos e só tem 33, sendo que de 3 a 5 em Mossoró, para atender mais de 60 cidades da região Oeste do RN. Sabe também que o MP passou dois anos aguardando peritos do ITEP para analisar os documentos apreendidos e não teve. É consciente que o contrato foi legal e muito necessário, ao contrário do empréstimo que fizeram na Caixa para a Câmara pagar com recursos públicos.”

  4. TIO COLORA.. QUANTOAS PESSOAS ESTÃO PRESAS NESSA OPERAÇÃO E EM OUTRAS MAIS REALIZADAS NESTE PAÍS?

    A TURMA ESTAVA TOMANDO CACHAÇA ALEGRE E FELIZ EM TIBAU NO CARNAVAL. ORA, ORA, POVO TOLO!

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