Tio Colorau

Por Erasmo Firmino

27 de março de 2012
7

construcao

I – O setor de construção civil de nossa cidade vive momentos de apreensão, mas não por que o mercado está saturado ou coisa parecida. O problema tem cinco letras: COMAR. Sediado em Recife, o Comando Aéreo Regional passou a fazer exigências que impedem a prefeitura de liberar os alvarás para futuras construções e empreendimentos.

*

II – Uma mudança recente na legislação ampliou as exigências para a construção de elevações nas cidades que possuem aeroportos em funcionamento. Em inspeção feita na cidade, os técnicos do COMAR encontraram 44 construções em desacordo com as novas regras. Assim, enquanto se decide o que fazer com esses 44 “obstáculos”, novos empreendimentos verticais não podem ser erguidos em todo o território municipal.

*

III – A situação é muito preocupante, pois o setor de construção civil é uma das molas-mestras da economia local. Além de empregar engenheiros e operários, o setor também movimenta as áreas de prestação de serviço, de material de construção, de alimentação, entre tantas outras. É grande a cadeia produtiva do setor. A paralisação das obras já está deixando pais de famílias apreensivos.

*

weber

IV – O engenheiro Weber Siqueira Chaves, presidente do Sindicato da Construção Civil, está visitando os órgãos de imprensa e buscando contatos com as autoridades competentes. Nos próximos dias será anunciada uma audiência pública para debater esse problema que já começou a atingir várias famílias mossoroenses.

Compartilhe

Respostas de 7

  1. Pois é, quem disse que o “natural” crescimento vertical de uma cidade não acarretará “naturais” consequências? Esse preço é relativo ao bem estar do todo. Não acredito que haja falta de percepção sobre esse fato, pois, aeroportos e principalmente cemitérios são perfeitamente dispensáveis de existência em localização privilegiadamente central. Está passando da hora do aeroporto da terra dos Monxotós mudar de endereço, de preferência para local adequado e planejadamente afastado do perímetro urbano de forma a demorar o máximo possível mudar novamente de endereço. Obs: Sem a sintonia entre o interesse publico e o privado, e principalmente sem a exigência da sociedade a coisa não funciona.

  2. Será que a manutenção do aeroporto no local onde está é uma decisão política motivada por interesses econômicos personalistas dos governantes? Será que o impedimento das construções naquele perímetro favorece economicamente proprietários de terras que estão fora do mesmo? Acho que merecia uma investigação.

  3. É hora de agir. É muito mais interessante para as autoridades e políticos a manutenção e ampliação dos setores da economia que mais empregam e geram riquezas, como a construção civil, do que investir em novos nixos para gerar “milhões” de empregos. Vamos investir no que está dando certo. Parabéns ao blog por abordar o assunto com clareza e precisão.

  4. É lamentável que Mossoró em pleno desenvolvimento na área de contrução civil, tenha que parar por causa de um aeroporto que basicamente não funciona, como é que fica tanta gente envolvida nesse processo, proprietários e funcionários de construtores, incorporadoras, imobiliárias etc e as pessoas que já fecharam negócios com imóveis na planta. Esse assunto já é antigo apenas agora que o COMAR resolveu agir é que está vindo a tona, sabemos que é um problema tecnico e político sendo mais politico, pois os governantes dessa cidade e do estado já tinhão conhecimento do problema a anos e nunca tomarão nenhuma providencia, resta agora em vez de discutir politicágem em torno de nomes para prefeitura é hora de resolver esse problema de uma vêz, que é a retirada desse aeroporto desse local e enquanto isso usar a pista de aterrizagem que existe na antiga fazenda Maisa e liberar os projetos que estão parados e assim não comprometer uma área que está em pleno desenvolvimento.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *