Tio Colorau

Por Erasmo Firmino

8 de maio de 2012
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Ontem à noite, o deputado federal Henrique Alves (PMDB) escreveu um tweet confuso, que dava a entender que o partido havia indicado a ex-vereadora Izabel Montenegro para ser a candidata a vice-prefeito na chapa encabeçada pela vereadora Cláudia Regina. Escreveu o deputado: “Acabamos de indicar, eu e Garibaldi, apoio Izabel e PMDB ,nome p vice” (sic). Instantes depois, contudo, foi anunciado para a vaga o nome do advogado Wellington Filho, um total desconhecido.

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Quem primeiro anunciou que o indicado a vice seria um filho da ex-vereadora Gilvanda Peixoto foi a colunista Christianne Alves, no seu www.twitter.com/colunadachris. Por volta do meio-dia ela escreveu “Na chapa ancabeçada pela vereadora Cláudia Regina, o vice deverá ser um filho da médica e ex-vereadora drª. Gilvanda”. Foi muito elogiada pelo “furo”. 

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A confirmação do nome do advogado Wellington Filho como candidato a vice-prefeito na chapa situacionista pegou a todos de surpresa. Primeiro porque ele não é um nome muito conhecido na sociedade, segundo, porque ele já defendeu os interesses do PSB em algumas ações judiciais movidas em desfavor de órgãos de imprensa locais. De qualquer forma, quem somos nós para duvidarmos do feeling político de Henrique Alves, que é deputado federal desde “Deodoro da Fonseca”.

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I – A luta contra o tabagismo pode encontrar mais um aliado no Projeto de Lei do Senado (PLS), proposto pelo senador Paulo Davim (PV-RN) que proíbe a venda de cigarros em bancas de jornais, lojas de conveniência em postos de gasolina, supermercados, armazéns e mercados, ambientes esses que comercializam também alimentos.

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II – O PLS foi apresentado na quinta-feira passada, 3 de maio, e defendido em Plenário, em discurso no qual o senador pediu apoio aos colegas senadores para que aprovem a matéria, aumentando a restrição aos locais de venda de produtos derivados do tabaco. Segundo informou, a venda de cigarros atualmente é proibida em estabelecimentos de ensino e de saúde, órgãos e entidades administrativas. E ele quer ampliar essas restrições. O PLS acrescenta à já existente Lei 9.294, de 1996 que regulamenta a venda de cigarros os estabelecimentos acima citados.

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A primeira reunião do COPÃO da temporada 2012 reuniu muita gente boa no Sport Beer, na última sexta-feira. A confraria continua forte e congregando pessoas das mais variadas profissões, todas a fim de conversar sobre os temais atuais de Mossoró, tudo com muita amenidade e respeito às diferenças. Nesta temporada, as reuniões serão quinzenais.

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Encerra-se amanhã (09) o prazo para alistamento e transferência de título eleitoral. Em Mossoró, os cartórios eleitorais funcionarão hoje das 08h às 17h e amanhã das 08h às 18h.

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I – Dia desses, eu conversava com o engenheiro e construtor Weber Siqueira e este me dizia não entender o porquê de os políticos locais, quando da formação de chapas majoritárias, não incluírem alguém do ramo empresarial, assim como Lula teve como vice o empresário José de Alencar. Na oportunidade, Weber enumerou as vantagens de se ter um empresário como vice, entre elas a possibilidade de agregar num só bloco uma categoria que possui muita influência e importância social.

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II – Recordei-me dessa conversa quando vi ontem que o empresário Benedito Alves, do Grupo Maranata, deverá ser o candidato a vice-prefeito na chapa oposicionista, encabeçada pela deputada estadual Larissa Rosado (PSB). Por certo, o grupo da deputada também despertou para a questão, reconhecendo a importância do ramo empresarial. O grupo Maranata, formado por cinco irmãos, é um dos mais sólidos da cidade, possuindo, inclusive, um helicóptero para locomoção de seus membros.

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Para quem quer ficar bem informado sobre os acontecimentos políticos da cidade, sobretudo quando se trata de “furos”, o canal é o endereço da advogada e militante política Christianne Alves no Twitter, o www.twitter.com/colunadachris. Também é dela a informação da nota anterior, de que o vice da deputada estadual Larissa Rosado deverá ser o empresário Benedito Alves. Aguardemos a confirmação.

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Respostas de 3

  1. Começo a escrever imaginando algo que deveria ser o lógico, coerente e o mais sensato, mas verdadeiramente não é. Como compreender a realidade do PAÍS DE MOSSORÓ em períodos que antecedem o pleito, a disputa eleitoral? Obviamente a resposta e as preocupações deveriam centralizadas na cidade, nas questões relacionadas a ela, no direito e no dever nosso de pensar num espaço digno para todos os seus habitantes. Mas não é isso que ocorre, pois a sociedade do século 21, sobretudo a mossoenre que cresceu tecnologicamente, não evoluiu do ponto de vista humano, é que segundo Gabler: “vivemos em uma sociedade na qual ter informações, tornou-se mais importante do que pensar; uma era pós-ideias”. E aí é que pensar pode doer, mas gera algo novo, conhecimento, reflexões.

    Voltando a realidade do nosso maltratado e vilipendiado município, refletiremos o que vivenciamos em Mossoró e na análise poderemos verificar que esta se estende aos demais municípios, respeitando claro, suas especificidades. A Política como sabemos é a arte de governar, de gerir o destino da cidade e trata das relações de poder. Distantes estão às formas de como a nossa sociedade exerce seus direitos e deveres de cidadão politizado. Vejamos como o nosso povo quer fazer política: colocam um adesivo no carro e aí encontramos as seguintes frases: EDUQUE / NEM REI, NEM RAINHA, NEM
    DUQUE SOU DO POVO/RENOVE/ O DOUTOR É DO POVO… Com todo respeito ao que o processo democrático exige: liberdade de expressão, levantar bandeiras…

    Pensemos: Que cidade temos? Que cidade queremos?. De quase todos os setores sociais constatamos uma letargia ou ausência de debates, que fazem da política aquela com o P maiúsculo que tanto desejamos: um espaço para o diálogo, as divergências, os conflitos, os embates, com fóruns, seminários, discursões nos bairros, propostas… Independentemente de partido ou candidato o centro das atenções deveria ser a população que vive nos seus espaços em especial nas periferias, com seus problemas, suas lutas e anseios, é ela que precisa ser consultada, ouvida, pois são mesmas a apontar possíveis soluções ou alternativas para um viver melhor. Convenhamos, não é isto que vêm ocorrendo, estamos muito distantes de uma cidadania ativa, a população no geral despolitizada, com uma mídia venal, sensacionalista e arregimentada em favor de poucos, geralmente ligada aos grupos políticos partidários, a exemplo das rádios, aplaudem o jogo da politicagem, com o mais baixo nível de difamações, intrigas que em nada ajuda ao processo democrático.

    Infelizmente nada mais nada menos que isso, é o que constatamos…

    Mas uma vez, tudo como Dantes no Quartel de Abrantes….!!!

    A escolha não só da candidata a Pefeitura do pais de Mossoró, assim como do seu vice, foi, como sempre, realizada “DEMOCRATICAMENTE” por meia dúzia de coroneis, todos eles direta (ou) indiretamnte vinculados aos poderes da Monarquia ROSADUS.

    Não se trata de pessoalizar os predicados políticos (Se é que eles existem) e pessoais dos candidatos em questão, mas sim constatar claramente, que, os coroneis fizeram a escolha na exata medida, e na exata certeza de que nada mudará, ou seja o comando político, econômico e cultural independentemente dos candidatos possuirem ou não, o nome ROSADUS, repise-se o comando continuará de maneira intacta com estes últimos.

    A sociedade e a população de mossoró, continuará manietada e engessada no que diz respeito a qualquer medida de cunho político e administrativo, que de fato, possibilite alguma mudança nos rumos e na forma de compreender e implementar reais mudanças no país de mossoró.

    No caso, é simplesmente desalentador constatar da real incapacidade de grande parte do eleitorado mossoroense em se desgarrar do processo de alienação a que vem sendo submetido de há muito por meia dúzia de coroneis e caciques, daqui e de fora…vide Garibaldes, Henriques Alves Fisiologismos.

    Um abraços senhores Web-leitores, e, torçamos prá que grande parte da cidadania mossoroense desperte da letargia política que os afetam há décadas.

    FRANSUÊLDO VIEIRA DE ARAÚJO.
    OAB/RN. 7318.

  2. Leia-se: O vice de Cláudia Regina é filho de uma vereadora cassada por corrupção. Atenção ao detalhe.

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