Ontem, tivemos o aniversário de Goreti Bessa, esposa do tricolor de coração José Maria Viana. Nos tempos em que ela mantinha a butique Goreti Modas, sua data natalícia era destaque em todas as colunas sociais, que traziam fotos e longos textos sobre a queridíssima aniversariante. Como Goreti está longe do mundo fashion, nem com lupa se conseguia encontrar uma notinha anunciando o aniversário dela nas colunas sociais de ontem.
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Por falar nisso, notei que o empresário Bastos (ex-Pague Menos, atual Cidade) voltou a fazer aniversário. Aos poucos ele volta a ser lembrado.
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O sujeito acima é Marc Jacobs, criador artístico da Louis Vuitton. Na foto acima, ele estava num evento no Metropolitan Museum. E ai, tem coragem de encarar a night com esse visual? Imagine ai você passeando pela Praça de Convivência com estas vestes, ou no Sélect, quem sabe lá no Boteco do Momom…
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Na história das copas do mundo, só houve uma única vez que a sede foi mudada. Em 1986 a Copa deveria ser na Colômbia, mas como as obras não avançaram, a FIFA passou a bola para o México, que teve três anos para se preparar. Caso o Brasil não consiga se viabilizar, como a Colômbia, as opções possíveis são Rússia (sede da Copa de 2018), EUA, Inglaterra e Alemanha.
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Ícone da música dos anos 70, morreu ontem, aos 63 anos, a cantora Donna Summer, conhecida como a “Rainha do Disco”. Durante sua carreira, ela gravou 17 discos e vendeu mais de 130 milhões de cópias. Influenciou gente como Madonna, Whitney Houston e Janet Jackson.
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Já está valendo a “Lei da Transparência”, que permite a todos ter acesso a informações sobre órgãos públicos. O interessado deve se dirigir ao órgão e solicitar a informação, que deverá ser disponibilizada em até 30 dias. A única ressalva é para os dados considerados sigilosos, que envolvam questão se segurança. Chegou a hora de o cidadão consciente fiscalizar a atuação dos gestores públicos.
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Os supermercados e cardápios estão cheios de queijo tipo “mussarela”. Numa questão de vestibular ou concurso que se perguntasse se o correto é “mussarela” ou “muçarela”, poucos assinalariam essa última opção. Estes poucos, contudo, estariam certos. Até o editor de texto Word aqui está colocando uma linha vermelha sob a palavra “muçarela”. Os dicionários Houaiss, Michaelis e Aurélio registram a forma “muçarela” ou “mozarela”, jamais “mussarela”. NÃO ERRE MAIS, deixe apenas os fabricantes errarem.
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Infelizmente o mundo é assim, somos queridos de acordo com a conta bancária. Qunado se está no topo todo mundo é amigo, infeliz de quem acredita nisso. Por conta do amizade que tem com essa ex socialite Cristian de Saboya colocou uma notinha em seu site, ainda bem que alguem lembrou…
ÊÊÊ Tio colorau, por isso nunca fiz e nem faço questão nenhuma de ser citado em colunas sociais. Não bota comida na mesa daqui de casa.
“Imagine ai você passeando pela Praça de Convivência com estas vestes, ou no Sélect, quem sabe lá no Boteco do Momom…”
O que revela esse enunciado a respeito das pessoas que visitam esses três recintos?? E é porque foi feito pra gente fina.
2012 é apenas uma contagem cronológica, infelizmente.
Não gosto desse estilo de roupas pra mim e também não acho que fique bonito em qualquer outra pessoa, só isso. Nenhum espanto ou indignação me causa.
Meus Caros, o colunismo social é a mais completa e perfeita personicação da dita sociedade em destaque, a qual de amneira dirata e (ou) indireta vivemos, ou seja, ali pululam todos os dias o cinismo, a hipocrisia, a deamgogia, o despeito, a corrupção de valores e o que de mais podre os humanos possam expressar através do que denominam de infomação e comunicação tendo com pano de fundo os escusos interesses escusos.
A esse resepto, oportuna a transcrição da musica…
No google encontrarás letra e vídeo desse Samba…pagode.
Coluna Social
Pedro Miranda
O Cinismo casou com Dona Hipocrisia
Teve uma grande festança no apartamento da Demagogia (2x)
Lá na cozinha estava o Cinismo comendo escondido
Foram perguntar pra ele:
“Cadê o salgadinho?” que tinha sumido.
Ele disse: “Não lembro, não sei, não conheço, não vi nada não”.
E foi todo sorridente dançar com Madame de Simulação
O Cinismo casou com Dona Hipocrisia
Teve uma grande festança no apartamento da Demagogia (2x)
A Hipocrisia que sempre dizia que era uma santa
Tomou sete caipirinhas, caiu na cozinha e quase não levanta.
Foi embora mais cedo morrendo de medo da Reputação
E saiu de braços dados com a Incoerência e a Contradição
O Cinismo casou…
A dona Inveja amiga da Raiva e mulher do Despeito
Ofendeu dona Elegância esposa pacata do nobre Respeito
Foi ai que a purgância chamou o casal com ciência e bom senso
Que saíram porta fora porque o ambiente já estava bem tenso
O Cinismo casou com Dona Hipocrisia
Teve uma grande festança no apartamento da Demagogia (2x)
Mais ainda, sobre esta faceta que é a hipocrisia humana, cabe igualmente transcrever bela crônica de Paulo Santana….Gaucho de Porto alegre.
A hipocrisia
13 de junho de 2011 0
Uma das características mais freqüentes no comportamento humano é a hipocrisia. Muita gente é exatamente o que não deixa transparecer. É clássico que por trás de quase todo o moralista existe um cafajeste. E não raro o mais modesto homem de um grupo esconde dentro de si um refinado narcisista e megalomaníaco.
Essas pessoas são as mais sofridas. Porque residem nos seus peitos demônios que rugem e que elas mantêm aprisionados e amordaçados, escondidos sob o esmalte do fingimento. Passam a vida inteira sem se darem a conhecer, não deixam escapar uma só frase ou gesto que acusem a sua verdadeira personalidade e vão até o túmulo ocultando a sua legitimidade ideológica.
Na política, essa distorção de conduta é quase que invariável. Já se disse que o político é um ator, nada mais verdadeiro. Há políticos que desempenham durante toda a sua vida um papel completamente desligado de sua idéia e objetivo.
Os mais potencialmente sanguinários fascistas que conheci na política eram notáveis homens de esquerda. Dos seus lábios e do seu currículo só brotavam palavras e pensamentos que exaltavam a democracia, o respeito aos direitos individuais, o protesto veemente contra as práticas totalitárias da direita e da ditadura instalada. Se algum dia viessem a assumir o poder, as noites de seu país ficariam povoadas das prisões, da tortura, dos assassinatos, talvez até do genocídio.
Usavam a liberdade como mero e falso estandarte para suas intenções sinistras de vilipêndio e arrasamento do Estado de Direito. Eram intrinsecamente mais verdugos que seus pretensos ou reais carrascos. Condenavam e lutavam contra o que idealizavam se de súditos se tornassem soberanos. E em muitas ocasiões, na atividade política rotineira, deixavam transparecer, em ímpetos incontroláveis, amostras dessa sua tendência despótica e cruel.
Eram verdadeiramente de esquerda mas falsamente democratas os mais torpes e implacáveis políticos que conheci. Superavam ou se igualavam aos piores exemplares da direita, demonstrando que maldade e arbitrariedade não têm cor nem lado político. Hitler e Stalin podiam divergir visceralmente em torno a conteúdos ideológicos, mas em essência eram duas feras insaciáveis do sangue humano para a realização de suas doentias ambições.
Por trás de uma mulher recatada à luz do dia, pode estar uma incendiada messalina na escuridão da noite e na indevassável intimidade. O marido que nunca trai, esse pode ser o mais promíscuo dos machos nos labirintos de uma cidade. O mais honesto dos profissionais pode estar esperando o momento propício para dar o golpe do século. Um terno libera-se num instante para desvelar-se como um assassino. Um permanentemente leal explode de repente no mais repelente traidor.
Porque é do cerne biológico dos humanos fabricar uma aparência indigna e inversa da substância. Porque fingir e mentir são marcas indeléveis do homem e nunca vão desaparecer do seu caráter. Porque o homem é o único animal que pensa, tendo a faculdade de camuflar esse privilégio. Os outros animais não pensam, daí que todos seus gestos são sinceros.
É muito importante o que o homem faz, mas eu daria um doce para saber o que ele pensa. E entre o que faz e pensa quase sempre tropeça num abismo.
(Crônica publicada em 02/03/1997).
Um abraço
FRANSUÊLDO VEIIRA D EARAÚJO.
OAB/RN. 7318.