Tio Colorau

Por Erasmo Firmino

9 de abril de 2013
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De uma hora para a outra o preço do tomate foi para as alturas, com o quilo chegando a R$ 9,00. O aumento passou a ser destaque em toda a imprensa e motivo de muitas piadas nas redes sociais (acima). A explicação é simples. As plantações de tomate são muito sensíveis às questões climáticas. Assim, as plantações do Sul não estão produzindo bem em razão do excesso de chuvas e as plantações do Nordeste sofrem com a escassez de água. Com pouca oferta no mercado, o preço se eleva, simples assim.

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I – Ainda sobre as novas regras para a contratação de empregados domésticos, o Brasil apenas segue uma tendência mundial, de valorização destes profissionais. Nos países desenvolvidos apenas as famílias ricas possuem empregadas domésticas diuturnamente. Tal pode ser observado até nos filmes americanos e europeus, onde raramente uma família possui uma empregada. A cena mais comum é a mãe preparando o café dos filhos, com um deles no colo, arrumando o outro, e depois levando-os para a escola, tudo num corre-corre grande. A ficção espelha a realidade das famílias americanas e europeias. Empregada doméstica é um luxo dado aos muitos endinheirados.

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II – Também comprova essa valorização as histórias que ouvimos de brasileiras que vão para o exterior trabalhar. Muitos conseguem emprego de jardineiro, por exemplo, e dizem o quanto ganham bem por isso. Particularmente, sei de uma jovem de classe média de Mossoró que recentemente foi morar na Suíça e lá trabalha como babá, ganhando muito bem. Com o detalhe de que o trabalho dos empregados domésticos em países já desenvolvidos é pago por hora.

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III – No Brasil, qualquer família busca-pé tinha uma empregada dia e noite, isso porque a profissão não era valorizada. Patrões que ditavam as regras, numa relação que tinha resquícios do Brasil escravocrata.

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IV – Nossas novelas, ao contrário dos filmes americanos, sempre mostram as famílias com uma empregada, e muitas vezes até mais. As famílias ricas retratadas possuem babá, cozinheira, governanta, jardineiro, todos devidamente fardados e sempre à disposição. É o retrato de uma regra que está prestes a se acabar, em razão da valorização dada pela nova legislação a estes profissionais.

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A prefeita Cláudia Regina (DEM) iniciou ontem um programa diário veiculado em diversas rádios de Mossoró. Na primeira edição ela anunciou a instalação de leitos de UTI-pediátrica, uma grande reivindicação dos mossoroenses. Os leitos já estarão disponíveis a partir de amanhã, no hospital Wilson Rosado.

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O hotel Thermas sediará, entre os dias 03 e 05 de maio, o 14º encontro de carros antigos de Mossoró. Uma boa oportunidade para quem é fissurado por automóveis. Um programa para toda a família.  

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Na década de 50, na gestão do presidente Juscelino Kubitschek, Brasília foi construída em menos de cinco anos, uma obra complexa e de arquitetura moderna erguida no meio do nada. No Brasil de hoje, nenhuma obra, até as medianas, não saem do papel em menos de cinco anos. O que aconteceu? Pela lógica, considerando os avanços tecnológicos, as obras deveriam ficar prontas em bem menos tempo. A questão, claro, é a burocracia, aliada a ação dos vários órgãos fiscalizadores. Mas, apesar de toda a fiscalização, ainda há muito desvio de recursos, isso porque o foco dos órgãos é propositadamente equivocado. Em suma, mais atrapalham do que ajudam.

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No próximo dia 05 de maio, um domingo, será realizado no Porcino Park Center a 6ª Feijoada da Apae, um evento beneficente que reunirá várias bandas locais (Giannini & Tábata, Pegada de Luxo, Samba Nobre, Deivyd Almeida, André Luvi, Forró dos 3, Radiola Club e Samba Nobre). Uma tarde para se divertir e ao mesmo tempo ajudar as pessoas assistidas por esta instituição tão respeitada. Senhas antecipadas pelo telefone 3315-2660.

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Uma resposta

  1. Caro amigo Erasmo. Não só os órgãos públicos desviam grana nas construções de obras arquitetônicas como, também, a iniciativa privada. Em Mossoró, há edifícios entregues com prazo de, pelo menos, um ano de atraso. No centro da cidade, uma construção prometida para ser entregue em dezembro de 2011, ainda está em fase de acabamento. Por isso que muitos ‘dotores’ metidos a ricos, têm mais de uma empregada doméstica. Veremos, a partir de agora, quando eles perderem a pose, quem irá cuidar das crianças.

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