Em alguma data entre 1797 e 1800, o pintor espanhol Francisco de Goya y Lucientes pintou o quadro acima, batizado de Maja Desnuda. Segundo o crítico de arte Robert Hughes, foi a primeira vez na história da arte ocidental que uma pintura de mulher mostrou pelos pubianos. Anos depois, sob pressão da igreja, Goya fez um novo quadro, vestindo a modelo, batizando-o como Maja Vestida. Ambos estão no Museu do Prado, Madri.
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O segundo presidente dos EUA, John Adams, e o terceiro, Thomas Jefferson, morreram no mesmo dia, 04 de julho de 1826. Para aumentar a coincidência, a data marcava o décimo quinto ano da independência do país.
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Amanhã, dia 19, o primeiro metrô de Paris, na França, completa 113 anos de existência. Le Métro foi inaugurado em 19 de julho de 1900.
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Ao ver qualquer foto de multidão tirada antes dos anos 50, avistamos um mar de chapéus. Houve um tempo em que era inconcebível a um homem sair de casa sem a indumentária. Aos poucos, o costume foi acabando. Primeiro, os carros ficaram com os tetos mais baixos, depois ficaram conversíveis (duas coisas que não combinam com chapéu). Um divisor de águas foi John Kennedy, o primeiro presidente dos EUA a fazer um discurso inaugural sem chapéu, isso em 20 de janeiro de 1961. Dalí em diante o chapéu passou de quase obrigatório para opcional.
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I – O ser humano atual surgiu no nordeste da África, há 200 mil anos. De lá, espalhou-se para os demais continentes, aproveitando-se de glaciações, acúmulo de gelo que abria pontes nos mares. Quem abriu o Mar Vermelho não foi Moisés, mas uma glaciação. Os arqueólogos já descobriram todos os caminhos que os primeiros homens levaram para chegar à Europa, Ásia e Oceania.
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II – A única dúvida é como chegaram ao continente americano. A teoria mais aceita é que os primeiros habitantes do nosso continente vieram da Ásia, através do Estreito de Bering, isso “HÁ 10 MIL ANOS ATRÁS”.
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Na Revolução de 30, a Aliança Liberal, grupo de oposição, lançou a candidatura de Getúlio Vargas (presidente) e João Pessoa (vice) para concorrer contra Júlio Prestes. Na época, o estado da Paraíba adotou a bandeira vermelha do grupo, incluindo a palavra “Nego”, de negar (a permanência do grupo situacionista). A faixa preta foi introduzida em sinal de luto pela morte de João Pessoa, assassinado pelo jornalista João Dantas em 26 de julho de 1930.
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O Banco Imobiliário é considerado o jogo de tabuleiro com mais tempo de mercado brasileiro sem nunca ter saído de linha. Foi lançado em 1944, inspirado no Monopoly norte-americano. Mais de 30 milhões de unidades já foram vendidas desde então. E por falar em brinquedo, a peteca (pe’teka) é 100% brasileira, uma invenção dos nossos índios, ainda no século 16.
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Abandonada pelo marido em 1822, Domitila de Castro não avistava um futuro promissor. Na época, mulheres separadas eram malvistas pela sociedade. O máximo que ela esperava era um novo casamento com alguém bem mais velho ou com posição social inferior. O destino, contudo, fez com que ela caísse nas graças do homem mais importante da nação, Dom Pedro I, que colocou ela na corte e deu-lhe o título de Marquesa de Santos, em 1826. A trajetória de vida da mais importante amante de D. Pedro I pode ser acompanhada no recém-lançado livro Domitila, do historiador Paulo Rezzutti.
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OBS. Textos próprios com base em dados e informações da edição de julho da revista Aventuras na História.
Respostas de 3
Caro Tio Colorau, Erasmo Carlos Firmino,, caso seja possível peço publicar na integra, carta de um médico cubano a respeito das recentes manifestações da dita classe médica brasileira em seus manifestos anseios de controle e social e político, de aprofundamento da mercantilização e de cartel do que seja assistência médico hospitalar em nosso país.
Se não vejamos:
Juan Carlos Raxach: Carta de um médico cubano
publicado em 18 de julho de 2013 às 11:33
Carta de um médico cubano: Simplesmente respeito, solidariedade e ética
“Meu nome é Juan Carlos Raxach, cubano, que desde 1998 escolhi o Brasil como meu país de residência, e sinto o maior orgulho de ter me formado, em 1986, como médico em Havana, Cuba.
É com tristeza e dor que vejo as notícias publicadas pela mídia e nas redes sociais, a falta de respeito e de solidariedade proveniente de alguns colegas brasileiros, profissionais ou não da área da saúde, que atacam e desvalorizam os médicos formados em Cuba como uma forma de justificar a sua indignação às medidas tomadas pelo governo brasileiro no intuito de melhorar a qualidade dos serviços do SUS.
A qualidade humana e a alta qualificação dos profissionais de saúde cubanos têm permitido que ainda hoje, quando o país continua a enfrentar graves problemas econômicos que se alastram desde os anos 90, após a queda do campo socialista da Europa do leste, os índices de saúde da população cubana seguem colocados como exemplo para o mundo.
São índices de saúde alcançados através do trabalho interdisciplinar e intersetorial desses profissionais.
Por exemplo, em 2012 a mortalidade infantil em Cuba continuava sendo 4,6 por cada mil nascidos vivos, menor que o índice de Canadá e dos Estados Unidos.
A expectativa de vida é de 78 anos para os homens e 80 para as mulheres.
E já em 2011 existia um médico a cada 143 habitantes.
Em 2012, a dra. Margareth Chan, diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), reconheceu e elogiou o modelo sanitário de Cuba e destacou a qualidade do trabalho que realizam os profissionais de saúde e os cientistas cubanos, e felicitou às autoridades cubanas por colocar o ser humano no centro da sua atenção.
Não é desprestigiando nossos colegas de profissão, seja qual for o seu país onde tenha se formado, que vamos colocar em pauta e debater as verdadeiras causas da deterioração da qualidade dos serviços de saúde no Brasil.
Na hora de nos manifestar, o respeito, a solidariedade e a ética são necessários para estabelecer o diálogo e ir ao encontro da solução dos problemas.
Solidariamente,
Juan Carlos Raxach
Juan Carlos Raxach é assessor de projetos da Associação Brasileria Interdisciplicar de AIDS – ABIA
Um baraço
Fransuêldo vieira de araújo.
oab/rn. 7318.
Amigo, o 15° aniversário da independência dos EUA foi em 1791. Em 1826 marcou o 50° aniversário do que eles chamam de “revolução americana”.
Fransueldo,
Comentários sempre muito coerentes em relação aos fatos.
Por isso, são de grande contribuição aos leitores deste blogue.
Muitas vezes, são os comentários dos leitores que dão o significado das postagens. Infelizmente, estas sempre revelam o vínculo ideológico do autor com as oligarquias e plutocracias desse nosso sistema social anômico.