Na semana passada, foi publicada na imprensa e nas redes sociais uma lista com 98 (noventa e oito) supostos servidores fantasmas da prefeitura de Mossoró. Os nomes partiram de um ofício que o Ministério Público enviou para a secretaria de administração, com o seguinte teor:
DETERMINAR a expedição de ofício requisitório à Secretaria Municipal de Administração de Mossoró, para que, no prazo de 10 (dez) dias, informe se foi tomada alguma providência (suspensão de pagamento, instauração de procedimento administrativo disciplinar etc) em desfavor dos seguintes servidores que não compareceram para a realização do recadastramento biométrico e foram apontados como servidores fantasmas pela auditoria realizada pela UERN – Universidade do Estado do Rio Grande do Norte: (…)
Logo após a publicação dos nomes, alguns dos listados começaram a esclarecer que a inclusão de seus nomes era um grande equívoco. E realmente era. Na lista constam pensionistas, aposentados, servidores com licença não remunerada, entre outras situações. Ou seja, se há servidores fantasmas, não são todos. No mínimo uma dezena já esclareceu a situação.
No despacho, o promotor de Justiça diz que os servidores constantes na lista foram apontados como servidores fantasmas pela auditoria da UERN. Se sim, a UERN precisa urgentemente melhorar seus quadros de auditores. O fato de não ter comparecido à biometria não configura, de pronto, que o servidor seja fantasma. É o caso dos que esclareceram suas situações.
A situação é muito chata para quem tem o nome divulgado. Fica sempre a primeira impressão, apesar dos esclarecimentos. Um constrangimento desnecessário, gratuito. A divulgação desta lista foi, inegavelmente, a grande furada do fim de semana. Um pouco mais de cautela não faz mal a ninguém.