O clima na Câmara Municipal de Mossoró não está nada natalino. Papai Noel e suas renas estão bem longe da Rua Idalino de Oliveira. Tudo começou quando vereadores questionaram as ações orçamentárias e financeiras do presidente da Casa, vereador Jório Nogueira (PSD)(foto).
Surgiu a informação de que o presidente exoneraria seis dos sete assessores de cada parlamentar. A intenção era poupar para poder encerrar a legislatura com as contas saneadas.
Alguns vereadores chiaram. Disseram estranhar que a Câmara esteja em dificuldade, vez que vários cortes foram feitos nos últimos meses e que vários compromissos financeiros não foram cumpridos, entre os quais as verbas com publicidade.
Numa reunião, um grupo sugeriu uma contraproposta que implicava no pagamento do mês de dezembro apenas no mês de janeiro. Jório logo rechaçou: “Não sou menino. Isso dá improbidade administrativa”, disse.
Ontem, em encontro casual com o presidente da Casa, este me disse que está se reunindo com sua assessoria para preparar uma nota rebatendo tudo o que foi dito por alguns de seus pares. “Tenho a consciência tranquila que fiz tudo que estava ao meu alcance para organizar as finanças da Câmara Municipal”, desabafou.
O presidente se mostrou magoado com alguns colegas de Casa, entre estes ex-presidentes. Disse que alguns erros orçamentários vêm de muito longe, e que um dos causadores desses erros posa hoje de bom moço. “A nota vai explicar bem direitinho”, finalizou.
Na ocasião, Jório estava acompanhado do assessor Licanor Salvador, que confirmou todas as informações e acrescentou outras, entre as quais o fato de o orçamento mensal da Câmara já ser quase todo comprometido, não permitindo manobras, “nem que quisesse”, disse.