Não basta criticar as ações de Lula, tem que odiá-lo com sangue nos olhos?

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Hoje, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará em Mossoró. Ele ascendeu ao posto máximo do executivo nacional em 2003, após vencer as eleições em 2002. Foi a primeira vez que o PT chegou ao poder. Sua posse foi um evento grandioso, com milhares de pessoas “invadindo” Brasília. À época, ecoava no Brasil o slogan “A esperança venceu o medo”.

Em sua gestão, ele deu continuidade e AMPLIOU bastante os programas sociais criados na gestão anterior, do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). O número de beneficiados elevou-se exponencialmente, sobretudo no Nordeste, a região mais pobre e necessitada do país.

Foi um governo que seguiu, de certo modo, os ideais esquerdistas, voltando-se para a inclusão social dos menos favorecidos, como pobres e negros. O investimento em educação foi um dos marcos da gestão Lula, com ampliação e criação de vários Institutos Federais, os IFs, o mesmo ocorrendo com as universidades federais. Mossoró é um exemplo. Nunca a Ufersa cresceu tanto como no período em que Lula governou o país.

O equívoco maior de sua gestão foi o adesismo, ou seja, juntar-se a políticos tradicionais, os quais o Partido dos Trabalhadores passou a vida criticando, como Fernando Collor, Antônio Carlos Magalhães, José Sarney e Paulo Maluf. Como o adesismo vieram os conchavos com empresários e daí em diante você sabe a história. Nada diferente, contudo, do que sempre foi feito na política brasileira, desde Dom João VI.

Lula conseguiu eleger sua sucessora, Dilma Rousseff, a qual conseguiu se reeleger numa disputa acirradíssima com o tucano Aécio Neves. Com o país dividido, a pressão sobre Dilma Rousseff passou a ser enorme. Inábil para as negociatas políticas, Dilma foi apeada da cadeira presidencial através de um impeachment, motivado por umas tais de “pedaladas fiscais”. Hoje, é uníssono que ela saiu por não ter conseguido trazer pra si a maioria dos partidos do Congresso.

Dilma, Lula, Fernando Henrique Cardoso, Fernando Collor, José Sarney, todos foram ex-presidentes, todos cometeram erros e acertos. Não vejo, contudo, ninguém destilar ódio contra os não-petistas. Não basta discordar da gestão, tem que querer estrangular e matar? Tem que nutrir ódio, a ponto de brigar com vizinhos, amigos, familiares?

Particularmente, não concordo com as medidas que vêm sendo tomadas pelo presidente Michel Temer (PMDB), mas nem por isso alimento ódio pela pessoa dele. Quero mais é vê-lo com saúde para dar assistência à linda esposa Marcela e ao filho Miguelzinho. Minha crítica é a gestão.

Por isso não entendo tanto ódio, tanto ressentimento, tanta vontade de destruir o ex-presidente Lula. Agem como se o ex-presidente tivesse matado alguém da família, em alguns casos até pior, pois conheço gente que perdoou homicidas de familiares, mas não “perdoam” Lula.

O ódio, inclusive, é estendido para os demais petistas e até para quem apoia o presidente, como mostra a imagem acima, que circula nas redes sociais. Isso não serve para somar, mas apenas para dividir pessoas. Uma lástima.

É claro que isso tem um motivo, mas não quero discorrer sobre o mesmo nesta postagem. Só acho que esse discurso de ódio não levará a lugar algum. O PT, que um dia foi assim como regra, mudou. Não fosse o Lulinha Paz e Amor, o partido jamais teria ascendido ao poder. A Direita assumiu o discurso órfão do “nós contra eles”.

O ódio, bem como todos os sentimentos ruins, não levam a lugar algum. É bíblico. Faço um desafio: será que você consegue criticar as gestões de Lula e de Dilma de forma racional e com argumentos, sem apelar para o ódio e para frases feitas? Comece por aí.

2 Comentários

  1. ”Sua posse foi um evento grandioso, com milhares de pessoas “invadindo” Brasília. À época, ecoava no Brasil o slogan “A esperança venceu o medo”.

    É verdade, Tio. O povo ”invadiu” Brasilia e festejou em todo o país, porque tinha ouvido o ex operário prometer centenas de vezes, que o partido dele (PT) não ia roubar e não ia deixar ninguém roubar durante o seu governo.

    Essa promessa foi suficiente para todos os brasileiros despertarem e encher os molhos de esperanças, pois um novo país, segundo o ex operário, estava prestes a nascer.

    Passados 13 anos no comando do governo, ele foi o presidente que mais roubou e deixou roubar. Chegou inclusive a pré falir o país. ISSO É FATO.

    Hoje, só acredita nele os burros que ele encantou. ISSO (TAMBÉM) É FATO.

  2. Todo castigo para ladrão é pouco.

    Como a justiça brasileira em alguns casos é nada vezes nada, só resta ao povo achincalhar ladrão de cofre publico, juiz lalau, politico safado e ex presidentes corruptos (depois das Diretas Já, não escapou um, todos foram ou são desonestos até a bosta).

    E haja vaia….Uh-huuuuuuuuuuuuuuuuuuuu. Xô ladrão.

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