PEI E BUFO – 231ª edição.

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* O Tribunal de Contas do Estado (TCE) recomendou ao governo do Estado que se abstenha de comprar as 300 mil doses da vacina Sputinik V, da Rússia, atualmente em negociação com a empresa Human Vaccine. O órgão alegou que o imunizante não consta no PNI.

* O maior perigo de fraude nas eleições não está na seção eleitoral, mas fora dela, com compra de votos, transporte de eleitores no dia das eleições, difusão de fake news em massa etc. O TSE, sempre diligente, tem protocolos rígidos para todas essas situações.

* A CPI da Covid-19 desistiu de colocar em votação o requerimento para a quebra do sigilo bancário da rádio Jovem Pan, apresentado pelo relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL). A decisão se deu após uma enxurrada de notas de repúdio feitas por associações de jornalistas etc.

* A Pfizer já lucrou US$ 33,5 bilhões com a venda de vacinas contra a Covid-19. Em toda situação, por mais catastrófica que seja, sempre haverá alguém que conseguirá obter vantagens.

* O senador Marcos do Val (Podemos-ES) anunciou que contraiu a Covid-19 pela segunda vez, mesmo após ter tomado as duas doses da Pfizer. Aproveitou para criticar as vacinas, não esclarecendo que os imunizantes impedem a forma grave da doença, não a (re)infecção.

* As apostas para a Lotofácil da Independência já podem ser feitas. O prêmio estimado é de R$ 150 milhões. A aposta mínima é de R$ 2,50. O sorteio do concurso, o de nº 2320, ocorrerá no dia 11 de setembro. No ano passado foram 50 bilhetes premiados.

* Está sob análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a compra da Extrafarma pela rede Pague Menos, um negócio de R$ 700 milhões. A decisão deverá sair até o fim do primeiro trimestre do ano que vem.

* Impressionante como por trás de cada medalha olímpica conquistada por um brasileiro há uma história de dificuldade, de quase desistência, de fé apenas dos pais (às vezes nem isso), de muito suor, de horas a pé até o local de treinos etc.

* Quando vejo os depoimentos dos medalhistas brasileiros, quase todos ao estilo “Dois Filhos de Francisco”, fico imaginando os que ficaram pela metade do caminho. Para cada história de êxito devemos ter milhares de outras com fins tristes.

* No último dia 30 a cantora Maria Bethânia lançou seu mais novo disco, Noturno. Entre as canções destaco Dois de Junho, composição de Adriana Calcanhoto sobre a morte do menino Miguel Otávio, que caiu de um prédio em Recife quando estava sob os cuidados da patroa.

2 Comentários

  1. O maior perigo de fraude nas eleições não está na seção eleitoral, mas fora dela, com compra de votos, transporte de eleitores no dia das eleições, difusão de fake news em massa etc. O TSE, sempre diligente, tem protocolos rígidos para todas essas situações.

    A verdade é que muita gente não vai votar, principalmente com esse ex-presidiário espreitando o país de novo. Estão loucos pra voltarem a dominar o país e a fazerem o que fizeram de melhor: pilhar cofres públicos.

    Estamos perdidos.

    Não irei votar. Pagarei a multa e só. O Brasil acabou.

  2. Coluna no Estadão destaca “Ataque à liberdade de imprensa” de Renan Calheiros “sob a indiferença quase completa dos órgãos de comunicação”

    04/08/2021 17h10

    FOTO: JEFFERSON RUDY/AGÊNCIA SENADO

    Processa-se praticamente em segredo, e sob a indiferença quase completa dos órgãos de comunicação, a pior agressão à liberdade de imprensa feita no Brasil por uma entidade oficial desde o fim da censura no governo militar. O autor do ataque é o senador Renan Calheiros, político com nove processos penais nas costas e hoje o herói da mídia nacional, desde que armou a “CPI da Covid” com o duplo propósito de fazer guerra ao governo Bolsonaro e, juntando o agradável ao útil, ocultar os verdadeiros crimes de corrupção cometidos durante o combate à epidemia.

    O senador, como se noticiou, fez um requerimento para quebrar o sigilo bancário da Rádio Jovem Pan, desde o ano de 2018, sob a alegação de que a emissora publica “fake news” e, supostamente, se beneficia financeiramente disso – daí, pelo que deu para entender, o pedido de quebra do sigilo. Na verdade, trata-se de um ataque direto, grosseiro e mal-intencionado a um veículo de imprensa que não fez absolutamente nada contra a lei; seu único crime é recusar-se a aceitar a situação de submissão que a CPI de Renan e de seus associados exige hoje da imprensa e dos jornalistas brasileiros.

    De que forma a Jovem Pan poderia ter publicado notícias falsas sobre a covid em 2018, quando não havia covid nenhuma em 2018? Mais ainda: quais são exatamente, uma por uma, essas notícias? E que raios as contas bancárias da rádio teriam a ver com “fake news”? A verdade é que nada disso tem qualquer contato, mesmo remoto, com a realidade dos fatos. É vingança pura e simples de um político descontente com o noticiário publicado pela rádio sobre a CPI – uma voz quase isolada no oceano de obediência a Renan que a mídia brasileira adotou como regra de conduta desde a subida do senador ao papel de líder da esquerda e da oposição brasileiras. Renan e seu grupo são hoje os principais editores do noticiário político deste país.

    Imagine-se, por um minuto, o escândalo desesperado que estaria havendo no Brasil e no mundo se o presidente Bolsonaro pedisse, por exemplo, a quebra do sigilo bancário da Rede Globo, ou qualquer outro dos seus inimigos na mídia. Desde que está no Palácio do Planalto, e até agora, o presidente não quis quebrar o sigilo bancário de ninguém, e muito menos de um órgão de imprensa. Mas Bolsonaro é acusado por uma entidade de monitoramento de liberdades, em denúncia publicada recentemente com o completo aval da mídia brasileira, de ter cometido “464” atos de agressão à imprensa e aos jornalistas desde que tomou posse. Quais? Nenhum que se compare ao ataque do senador contra a Radio Jovem Pan, com certeza? Não há o menor risco de que essa pergunta seja respondida um dia.

    Coluna J.R. Guzzo (Estadão)

    https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,ataque-a-liberdade-de-imprensa,70003800235

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