“A falta de açúcar na dieta aumenta a quantidade de toxinas no sangue, como a acetona e a amônia”.
Acabei de ler uma matéria de oito páginas sobre as novas descobertas da medicina quanto à alimentação. A reportagem, contudo, foi publicada na edição de 24 de janeiro de 1990 da revista Veja. A frase de abertura desta postagem foi retirada da matéria.
Impressiona como as orientações destoam totalmente das atuais, especialmente sobre açúcar, sal, chocolate, colesterol e percentagem de macronutrientes na dieta.
Não vou me estender muito, mas direi o que mais me chamou a atenção no texto, que pode ser resumido por uma de suas frases: “Da mesma forma que só os míopes usam óculos para corrigir miopia, apenas os doentes devem comer comida de doentes”.
Assim, a matéria libera sal, açúcar, chocolate, ovo, carnes etc. para pessoas que não têm problemas com esses alimentos, e vai além, diz que açúcar só é prejudicial para o diabético se consumido puro.
A reportagem também diz que a alimentação pouco interfere nos níveis de colesterol: e também que a dieta deve ter 60% de carboidratos e apenas 10% de proteínas, pois “o excesso de proteínas danifica estruturas esponjosas dos rins”.
Outra frase também me despertou: “Comer sem prazer é uma forma de mortificação e é por si só doentia”.
Ao longo de toda a reportagem são citados estudos, pesquisas etc., isso mostra como a ciência, quando se trata de alimentação, é uma roda gigante. Particularmente acredito que nada deve ser considerado veneno, basta consumir com moderação.
Quer comer salsicha? coma, mas não sempre. Ora, se nosso organismo se livra de uma doença, por que não consegue se livrar das substâncias nocivas da salsicha? Assim penso.
Fim de papo. Agora vou botar a cerveja pra gelar e a carne pra descongelar. Afinal, hoje é sábado.