O livro A professora, de Freida McFadden (pseudônimo de uma médica que não revela o verdadeiro nome), é um daqueles livros que amarram o leitor, que faz a gente passar o dia esperando o próximo horário livre para poder ler mais e mais e mais. Particularmente venci as mais de 330 páginas em três noites.
Trata-se de um suspense psicológico e carnal – definição minha. Quanto ao “carnal”, tem situações de adultério, sedução e, talvez, pedofilia (cala-te boca).
A trama se passa numa escola de ensino médio, tendo como personagens nucleares o professor Nate; a professora Eve, sua mulher; e a aluna Addie; mas há outros personagens muito importantes, que dão recheio ao suspense.
O professor Nate é apresentado como um homem bonito, inteligente, de meia-idade, sedutor; já a professora Eve é de poucos amigos, caracterizada pelo seu vício em comprar sapatos, e que tem um segredinho. O casamento dos dois é monótono, frio, a ponto de só transarem no primeiro sábado de cada mês. Já Addie é uma aluna detestada por todos, pois foi a pivô da saída da escola de um professor muito querido, por supostamente ter tido um caso com ela, o que ambos negam.
É um livro cheio de plot twists (reviravoltas na trama), que já começam a acontecer nos primeiros capítulos e seguem até o final. Deve ter uns dez no total, talvez por isso nos amarre do início ao fim. A linguagem simples e direta também ajuda.
Pena que não pude rabiscar, sublinhar e nem usar marca-textos, como gosto de fazer, vez que o livro não pertence a mim, mas a Mariana Castro, amiga que “sofre” comigo no CT 786. Inclusive, aproveito para agradecê-la por me instigar a lê-lo.
Agora vou atrás dos outros livros da autora, especialmente “A Empregada”, sua obra mais famosa, atualmente ocupando o segundo lugar do Ranking da Veja, onde já está há 86 semanas.