“As Pequenas Chances” – Natália Timerman – (204 páginas).
Neste livro, a escritora e médica psiquiatra Natália Timerman revive os últimos dias de vida do seu pai, o médico Artur Timerman.
Tudo começa quando ela se encontra com Felipe num aeroporto, médico que cuidou do seu pai nas últimas semanas de vida. A partir daquele encontro casual ela passa a rememorar tudo o que o pai e a família viveram desde que ele descobriu a doença (câncer) até a despedida final.
Na segunda parte, ela relata a saga de sua irmã, uma engenheira naval, para voltar da África, onde estava embarcada, para o Brasil, a fim de ainda encontrar o pai com vida, após a constatação que ele estava vivendo seus últimos dias. Essa parte é a mais desinteressante da obra.
Por fim, Timerman fala das tradições judaicas, assunto que ela já tinha falado nas partes anteriores, mas aqui ela se aprofunda mais, inclusive faz uma viagem à Ucrânia para aprender mais sobre seus ascendentes. É a parte mais triste da obra, pois ela a todo tempo lamenta o fato de não ter se ligado muito no Judaísmo, na ancestralidade e nas tradições familiares quando o pai era vivo.
Numa das passagens mais fortes, ela conta que na sua casa havia vários quadros na parede de pessoas não identificadas, mas nunca perguntou ao pai quem eram. E agora, sem o pai, não há mais como saber.
Um belo livro sobre finitude.
Está custando R$ 58,47 na Amazon (aqui), o preço de quatro cervejas, e não prejudica o fígado etc.
Ele também pode ser lido gratuitamente no aplicativo MEC Livros.