Tio Colorau

Por Erasmo Firmino

21 de agosto de 2026
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* Começou no domingo a campanha eleitoral 2026. O que percebo é uma queda da empolgação do eleitorado quando comparado com 2022. Reflexo de um povo desiludido, desesperançado, descrente. Como já cantou Renato Russo: “O futuro não é mais como era antigamente”.

* I – Jornalismo – Em 1969 o Brasil era governado por uma Junta Militar formada pelos ministros Augusto Rademarker, Lira Tavares e Márcio de Sousa Melo, após doença incapacitante do presidente Costa e Silva. Essa junta criou a obrigatoriedade de diploma para exercício do jornalismo.

* II – A regra vigorou até 2009, quando o STF a revogou alegando que a proibição de exercer a atividade violava a liberdade de expressão e de informação. O assunto voltou à tona nos últimos dias, com possibilidade de a exigência ser retomada.

* III – Não há como a obrigatoriedade voltar a valer, simplesmente pela impossibilidade prática de ser fiscalizada. Como proibir milhares de pessoas de se manifestarem em blogs pessoais, por exemplo? Seria um esforço muito grande para combater um “mal” pequeno. Não vale à pena.

 * I – Um estudo do Itaú BBA revelou que entre maio de 2025 e maio deste ano, aproximadamente 3 milhões de caixas com ampolas contendo a substância tirzepatida, a mesma do Mounjaro, fabricadas no Paraguai, entraram no Brasil ilegalmente.

* II – Ainda segundo o estudo, o Brasil consome aproximadamente 90% da tirzepatida fabricada no país vizinho. A Receita Federal tem intensificado a fiscalização, mesmo assim estima que apenas 3% da tirzepatida que atravessa a fronteira são apreendidas.

* I – Quem gosta de séries curtas, com apenas uma temporada, ou minisséries, sugiro procurar a aba “Coleção Harlan Coben” na Netflix. São obras baseadas nos livros do autor. Há aproximadamente dez, entre elas “Eu Vou te Encontrar” e “Não Fale com Estranhos”.

* II – Da citada aba, além dessas duas mencionadas, também já vi “Custe o que Custar”, “A Grande Ilusão”, “Desaparecido para Sempre” e “Safe”. O estilo de todas é o mesmo: thriller policial; sempre com reviravoltas, personagens misteriosos, passados obscuros, segredos, desaparecimentos etc. Vale à pena.

* I – Uma resposta ríspida que se transformou num dos maiores clássicos da música brasileira. Dona Zica perguntou ao marido, Cartola, o que estava acontecendo com as roseiras do quintal. Ele sapecou: “Não sei, as rosas não falam”, uma resposta ignorante que a entristeceu.

* II – Ante a cara feia da mulher, Cartola quis se redimir e começou a transformar aquela grosseria em declaração de amor, e assim nasceu “As Rosas não Falam”, dos versos: “Que bobagem, as rosas não falam, simplesmente as rosas exalam o perfume que roubam de ti”.

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