Tio Colorau

Por Erasmo Firmino

1 de outubro de 2009
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O Ministério da Educação cancelou na madrugada desta quinta-feira a realização do Exame Nacional do Ensino Médio, que seria aplicado neste final de semana para mais de 4 milhões de pessoas em todo o País. O cancelamento teria ocorrido em virtude do vazamento da prova, segundo afirma o jornal Estado de S. Paulo, desta quinta-feira.

 

A decisão teria sido tomada pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, após tomar conhecimento do vazamento. De acordo com o Estado de S. Paulo, por telefone, um homem procurou o jornal na tarde dessa quarta-feira e disse que tinha duas das provas que seriam aplicadas no sábado. Em troca da informação, teria cobrado R$ 500 mil.

 

O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Reynaldo Fernandes, disse ao jornal que “há fortes indícios de que houve vazamento, 99% de chance”.

 

Haddad disse ao jornal que não teve acesso ao material da prova e confirmou o vazamento após consultar técnicos do Inep, com base em informações que teriam sido passadas pelo jornal ao ministro.

 

FONTE: Portal Terra.

 

Nota do blog: Mais uma vez, a ineficiência causa um prejuízo incalculável.

 

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Uma resposta

  1. Depois da denúncia feita pelo jornal O Estado de S. Paulo, a Folha publica reportagem dizendo que também recebeu proposta indecente de venda de caderno com questões do Enem; aponta a Folha, inclusive, o agenciador da negociação, dono de uma famosa pizzaria paulista. Diante dos fatos últimos a que tomamos conhecimento, sobrevêm algumas questões. Que interesse teria alguém em vender uma prova a um veículo de comunicação que, como manda o bom senso jornalístico, muito provavelmente denunciaria a fraude? A quem interessa o adiamento da prova ou, sendo mais claro, quem lucra com ele? São questões a serem esclarecidas na investigação, se forem realmente descobertas as pessoas que estão por trás da fraude. O evento imoral desmascarado na madrugada desta quinta, dia 1º, mostra o que afirmávamos há meses, quando da divulgação das novas regras do Exame e da possibilidade dele substituir o processo seletivo das universidades: o Brasil não está preparado para o vestibular unificado, como deseja que seja o MEC. Como exemplo, um detalhe elementar a que não atentaram os organizadores do Exame: o do acesso aos locais de prova; há duas semanas, mais ou menos, a imprensa mostrava a dificuldade que alguns estudantes teriam de vencer, pois moravam distante do local de aplicação das provas, muitos deles já tinham reservado já haviam se deslocado ao local de aplicação das provas, hospedando-=se em hotéis, pousadas etc. A confiança nesse processo, que já era frágil, foi completamente destruída.

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