Tio Colorau

Por Erasmo Firmino

29 de setembro de 2010
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rosalba-ciarlini

Na longínqua década de 80, o grupo político liderado pelo ex-deputado Carlos Augusto estava reunido, na casa dele, para decidir quem seria lançado como candidato a prefeito de Mossoró. Na época, o candidato do outro grupo, Laíre Rosado, era tido como imbatível e por isso ninguém queria enfrentá-lo.

No meio da reunião, chega do trabalho a esposa de Carlos Augusto, a então pediatra Rosalba Ciarlini. Ele então tem um lampejo e diz: “será ela a candidata”, para surpresa da própria e do grupo. Assim começou a trajetória política de Rosalba Ciarlini, esposa de Carlos Augusto, que é filho do ex-governador Jerônimo Dix-sept Rosado Maia e irmão do deputado federal Betinho Rosado e da educadora Isaura Amélia Rosado.

Carlos Augusto é o maior mentor intelectual da política mossoroense. Um homem discreto, que não aparece na imprensa, não dá entrevistas e que pouco é visto em público. Em razão deste seu modo de agir recebeu o apelido de Ravengar (personagem da novela Que Rei Sou Eu?). Quem o conhece de perto diz que ele vive política 24h por dia. Sempre envolto em calculadoras, resultados de eleições passadas, pesquisas, projeções, enfim, cálculos e mais cálculos.

O sonho de Carlos Augusto sempre foi ocupar a cadeira de governador do Estado, que – como dito acima – já pertenceu a seu pai. Passou toda a vida trabalhando para isso, e agora seu sonho está bem próximo de ser realizado, pois Rosalba Ciarlini, segundo as pesquisas, vencerá no primeiro turno.

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Respostas de 2

  1. Caro Erasmo…Tio Colorau, dizem fidedignas fontes fontes sabedoras dos bastidores da história da “política” mossoroense, que, o mentor intelectual quanto a transfomar ROSALBA candidata de então, a prefeita, foi indicutivelmete o Jornalista CANINDÉ QUEIROZ.
    Para esses “historiadores” CARLOS AUGUSTO, apenas e tão somente avalizou…autorizou…como em tudo que a “independente” politica-candidata fez(az) e (ou) realiza(ou) ao longo de sua trajetória política ultra conservadora e pragmáticamente monarquista.

    FRANSUÊLDO VIEIRA DE ARAÚJO.
    OAB/RN. 7318.

  2. Caro Erasmo,

    Quem lhe contou essa história está um pouco equivocado. Na verdade, essa reunião não aconteceu na casa do casal Carlos Augusto – Rosalba, mas sim na residência de um dos apoiadores do grupo. Foi realizada uma pesquisa de intenção de votos na cidade, figurando Carlos Augusto e Rosalba praticamente no mesmo patamar de votos. Entretanto, o índice de rejeição de Rosalba era zero ou quase isso, sendo proposto pelo grupo que ela fosse a candidata, com o que concordou o marido.

    Saudações,

    Daniel Victor

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