O CASO F. GOMES E A ESTRUTURA DA POLÍCIA POTIGUAR

0
55

Ontem, ao acessar a internet, me surpreendi com a notícia do assassinato do jornalista e blogueiro F. Gomes, de Caicó (RN). Segundo os relatos colhidos até agora, ele estava à calçada, com seu filho, quando dois homens numa moto chegaram e efetuaram vários disparos de arma de fogo.

A notícia repercutiu em todo o país, além de mobilizar governador, secretários, sindicatos etc.

 Os primeiros gritos de revolta neste caso, assim como em outros, são contra a falta de segurança nas ruas. Na realidade, crimes assim ocorrem porque os autores se valem da falta de estrutura da polícia para investigar, o que deixa o crime impune.

Não tenho dados exatos, mas acredito que o percentual de crimes solucionados no Rio Grande do Norte não chega a 10% do total. Em Mossoró, todo dia ouvimos a notícia de que mataram um na Favela do Fio, mataram outro no Tranquilim etc. O sujeito (autor) do crime sempre é, literalmente, indeterminado.

O assassinato de F. Gomes foi bem parecido com o de Toinho da Casa do Construtor, ocorrido em maio deste ano, na cidade de Governador Dix-sept Rosado. Neste último caso, os executores continuam com suas identidades desconhecidas, apesar de a polícia já ter identificado os mandantes do crime.

 É cedo para afirmar conclusivamente que o assassinato de F. Gomes teve um mentor intelectual, mas torço para que a nossa polícia consiga receber investimentos em material para investigar os crimes que ocorrem em nosso estado.

 É a certeza da impunidade que alicerça muitos crimes.

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Seu nome