Continua a polêmica envolvendo o repasse de verbas do SUS da prefeitura para a Casa de Saúde Dix-sept Rosado. Segue abaixo esclarecimentos do diretor geral da Apamim, André Néo, em contraditório às declarações do secretário Chico Carlos:
Gostaria de esclarecer que o fato da paralização dos serviços da Casa de Saúde Dix-sept Rosado se deu por falta do repasse da prefeitura “sim”, pois a mesma usou o recurso repassado pelo Governo Federal competência 11/2010, para pagar aos prestadores de saúde do SUS a competência 10/2010.
Se o que estou dizendo é mentira então prove em forma de documentos reais. Pois eu tenho como provar o que estou informando, com documentos, datas e tudo que for necessário. Abraço.
André Néo – Diretor Geral Apamim
NOTA DO TIO – O blog está à disposição de todos os envolvidos.
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Lendo o que foi dito por ambos os lados (APAMIM e Prefeitura Municipal) sobre essa polêmica envolvendo o repasse de verbas do SUS da prefeitura para a Casa de Saúde Dix-sept Rosado, percebe-se que as duas instituições possuem uma certa razão em seus argumentos. Vejam o que está publicado no blog do Thurbay: “… foi noticiado há algum tempo que em reunião do Ministério Público, Prefeitura Municipal de Mossoró e Prestadores de Serviços (Saúde) ficou estabelecido, acordado a unanimidade, que os pagamentos dos recursos aos prestadores, seriam feitos a cada dia 10 do mes subsequente ao serviço prestado ou seja, os serviços prestados em um mês seriam medidos e processados até o 20 e seriam pagos no dia 10 do próximo. Vou exemplificar para ficar bem claro: os serviços prestados em janeiro são medidos e processados até o dia 20 de fevereiro e pagos em 10 de março. Foi isso o que foi acordado e é isso o que vem sendo feito, daí aonde está o atraso alegado pela APAMIN?” Ou seja, o Dr André está certo em afirmar que houve atrazo no pagamento (o serviço de outubro/2010 foi pago com dinheiro de novembro/2010), e a Prefeitura Municipal de Mossoró está certa em afirmar que não houve atrazo no pagamento, uma vez que ficou acordado (combinado inclusive com a anuência da Promotoria) que os pagamentos seriam feitos dessa forma: com o dinheiro de um mês se paga os serviços do mês anterior. É assim que vem sendo feito já a algum tempo. Todos estão com a razão. No entanto, quando a Apamim questiona publicamente este “atrazo” em razão de dificuldades financeiras para honrar os seus compromissos como os seus funcionários, ela (Apamim) esquece que concordou (na presença da Promotoria) anteriormente com esse “atrazo”. Esta é a leitura que fasso dessa terrível “queda de braço política” entre as instituições. O lastimável é que pessoas humildes e necessitadas paguem com dor e o próprio sangue por disputas de poder político que irão ser travadas em 2012. E o que ainda é mais desalador, é saber que essa prática de combate entre os grupos políticos é a regra da nossa pobre e ignorante política.
feliz natal