Depois do amazônico sucesso de “Tropa de Elite 2”, o próximo filme nacional a chamar a atenção do público será “Bruna Surfistinha”, com estréia nacional marcada para o dia 25 de fevereiro. A película conta a história de Raquel Pacheco, uma moça de classe média alta que decide se prostituir. O filme é dirigido pelo iniciante Marcus Baldini, e traz uma despudorada Deborah Secco no papel principal.
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O colunista social Paulo Pinto se rendeu ao Twitter. Seu endereço no microblog é @paulo_pp_pinto.
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Foi solto ontem o empacotador Adenilson Ferreira. Ele passou mais de dois meses preso injustamente, acusado de ter cometido um crime em Minas Gerais. Cobertura completa deste revoltante caso no blog de Evânio Araújo (evanioaraujo.zip.net).
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Começou o período chuvoso em Mossoró e região. Alegria para o homem campesino.
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Encerrou-se ontem, em Governador Dix-sept Rosado, o período de festas alusivas ao padroeiro da cidade, São Sebastião. Nestes dias, a polícia não registrou nenhum fato criminoso que merecesse atenção maior. A paz reinou.
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Logo mais à noite teremos a confraria do COPÃO em Tibau, lá no Picanha Grill (antigo Emanuela Brava). Uma penca de gente boa deverá se juntar à mesa. Muitos já estão por lá, fazendo as prévias.
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Já está no blog Calangotango (calangotango.com.br) a entrevista que concedi ao publicitário Sávio Hackradt. Pelas regras do blog, as respostas não deviam exceder 140 caracteres. Legal a idéia e agradeço a oportunidade dada.
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Se vivo fosse, seu Miro – meu pai – completaria hoje 70 anos de vida. Fica a saudade e as lembranças boas do velho. “Naquela mesa está faltando ele / E a saudade dele está doendo em mim”.
Respostas de 8
Vou deixar de comentar no seu site. Você só reproduz o que quer. Tá igual a aos venais da imprensa local. Tá certo mesmo. Inclusive, caso esse tb não seja publicado, deixarei de lhe acessar. #Falei
Ambrosio menino o que é isso???
ta menstruado é????
imagino esse copão no picanha grill, kkkkk, aqui ja era do jeito que era, imagine lá.
vou so pra conferir, kkkkkkkkkkkkkkkkkk
meu saquinho de urucum em pó, hoje vou te dar um abraço, mas que fique em off, aff.
Tio, em mim deu náuseas e em você?
MÁRCIO CUSTÓDIO
VERÃO ROSA
O Hotel Casa do Mar foi cenário, sexta-feira, da festa que o colunista comemorou 15 anos de colunismo social em homenagem à governadora do Estado, Rosalba Ciarlini. A classe e o bom gosto predominaram em todos os detalhes da elegante festa. Decoração belíssima da Master Produções & Eventos deu um toque de nobreza aos ambientes. O serviço de bar do Hotel Thermas foi alvo de muitos elogios. Tudo, tudo bem acompanhando pela linha Chandom, whisky e outros vinhos de uma carta nobre. A voz masculina e educada de Paulo José Benevides foi outro destaque, repaginando o poder do romantismo pela animação da pista de dança colocando-a no salão. Após foi a vez da Banda Salsalada chegou sem fazer muito barulho, mas logo deu um pancadão com seu grupo, atacando com músicas animadíssimas fazendo a alegria de quem gosta de rebolar até o chão, que prolongaram a euforia chegando a incendiar o sol que nascia no sábado. Até 2012.
Apenas uma contribuição ao uso do termo Presidenta.
Pequenos e diferentes textos sobre a questão “presidente / presidenta”, especialmente alguns “raciocínios” completamente inesperados, me levam a redigir as pequenas notas que seguem, começando pelas questões mais óbvias. Algumas palavras têm formas masculinas e femininas. Outras, não. Nos casos em que existem as duas, pode-se falar de flexão. Por exemplo, menina é a forma feminina de menino.
Há certa correspondência entre as palavras e as coisas (há, no mundo, meninos e meninas etc.). Mesmo assim, é bom separar a questão da realidade da questão gramatical. É que há casos em que a correspondência no mundo com palavras masculinas e femininas não é representada na gramática. Casos como homem / mulher, boi / vaca etc. representam esse subconjunto. Isto é, as palavras femininas dessas duplas referem-se a seres femininos, mas não são flexões gramaticais das formas masculinas; são completamente diferentes delas.
Mas isso não significa que todas as palavras masculinas e femininas tenham correlatos machos e fêmeas. Essa hipótese ingênua é logo desmentida por palavras como muro, tijolo (masculinas) e porta, chave (femininas), entre milhares de outras, sem contar as abstratas, como pensamento e intuição.
A existência ou não de correspondentes femininos gramaticais de formas masculinas é um efeito, mas não uniforme, da existência de alguma correspondência no mundo. Por exemplo, certamente não haveria a forma parenta se só houvesse parentes masculinos. Por outro lado, o fato de haver algum tipo de distinção no mundo não cria necessariamente formas gramaticais específicas que lhes correspondam. Usamos parenta, mas não usamos tenenta. E pouco se usa sargenta. É possível que essas flexões passem a ser cada vez mais usadas, em decorrência de haver cada vez mais mulheres executando essas funções. O caso presidenta está neste bolo: pode ser que muitos estranhem a forma feminina simplesmente porque nunca foi usada, ou porque sempre foi muito pouco usada, por não haver mulheres exercendo a função.
Há femininos resultantes de flexão cuja natureza esquecemos: por exemplo, horta é (seria) o feminino de horto (Mattoso acha que sim, mas Houaiss não registra): horta é um tipo de horto. Observe-se que não há, nesse caso, nenhuma relação entre gênero e sexo (casos mais claros são barco / barca e jarro / jarra). O que faz lembrar outro fenômeno: muitos femininos em -a são marcados apenas pela flexão da forma dita masculina. A única mudança (perceptível) está no final da palavra (o / a). Mas há um grupo de femininos (de fato, também de plurais) que é marcado também pela mudança da vogal do radical: horto / horta, porco / porca, sogro / sogra (para os distraídos, uma ajuda: dizemos sôgro e sógra etc.).
Diversos raciocínios estranhos circulam na mídia. Há quem pense que, se dizemos presidenta, deveríamos flexionar segundo os mesmos critérios todas as palavras que terminam em -nte. Ou seja, deveríamos dizer também contenta, exigenta etc. Que as formas são gramaticalmente possíveis – e seriam regulares – fica provado pelo fato de que são sempre as mesmas e resultam de flexões regulares. Mas o léxico das línguas é bastante irregular: muitas formas – e flexões – possíveis nunca ocorrem. Os casos mais claros são certas derivações: por que dizemos jogo e não *jogamento nem *jogação? Por que dizemos julgamento e não *julgação? por que dizemos ameaça e não *ameaçamento ou *ameaçação? Por que dizemos filiação e não *filiamento? Em vez de esposa, poderíamos dizer marida, se as gramáticas funcionassem no vácuo. Acontece que funcionam em sociedades vivas, que interferem nelas.
Talvez valha a pena inserir umas poucas observações de Evanildo Bechara (Moderna Gramática Portuguesa, p. 135). Diz ele, entre outras coisas, que, no caso de palavras terminadas em -e, algumas ficam invariáveis, e a outras se acrescenta o morfema -a (provocando a queda da vogal temática). Seu exemplo para formas variáveis é alfaiate – alfaiat(e) + a – alfaiata. Entre as invariáveis, cita amante, cliente, constituinte, habitante. Na lista das que são usadas com, mas também sem flexão, cita infante – infanta, presidente – presidenta, parente – parenta, governante – governanta.
Em relação ao apelo a gramáticas e dicionários, as atitudes dos “expertos” são bastante engraçadas. O comportamento típico é o seguinte: quando não gostam das formas que os dicionários e gramáticas abonam, dizem que gramáticas e dicionários não são as únicas autoridades. Mas, quando as gramáticas e dicionários concordam com seu gosto, esses documentos são santificados.
Uma variante desse comportamento foi o de Alberto Dines (Observatório da Imprensa) em relação a Sarney. Em resumo: Dilma Rousseff usou a forma presidenta em seu discurso de posse. Falando no final da cerimônia, Sarney usou várias vezes a forma presidente (Dines brincou: Sarney está na oposição pela primeira vez). Claramente, Dines não gosta de presidenta. Mas também não gosta de Sarney. Exceto quando seus gostos coincidem, é claro. Ora: é razoável considerar Sarney um político mais prejudicial do que útil. Mas ele não é melhor como escritor, nem como autoridade em relação a padrões gramaticais.
E há dois raciocínios ainda mais estranhos. Aliás, dificilmente poderiam merecer esta qualificação. O mesmo Dines, sofisticado jornalista, escreveu, com a maior cara de pau: “Agora, esquecidas as lutas das sufragistas e feministas, finalmente alcançada a igualdade dos gêneros, a presidenta da República deixa de ter um sucessor – Michel Temer jamais poderá ser designado como vice-presidenta”. Como se o sucessor de um cargo designado passageiramente por uma forma feminina devesse ser também designado no feminino. Esquece o elementar: que a forma feminina corresponde, no caso, ao sexo da ocupante!
Mas houve coisa pior do que esta, se isso é possível: comentando o texto de Dines, um leitor alegou que a forma presidenta só faria sentido se fosse o feminino de presidento (pasmem!!). Ora, a tese só faria sentido se todas as masculinas que têm flexão feminina terminassem em -o. Mas existem, e estão muito firmes, palavras como ele, aquele, este, autor etc. Segundo o dito “raciocínio”, as palavras femininas ela, aquela, esta e autora, para ficar nestes exemplos, só poderiam ser usadas se os masculinos correspondentes fossem elo, aquelo, esto, autoro. Que ridículo!
Sírio Possenti é professor associado do Departamento de Linguística da Unicamp e autor de Por que (não) ensinar gramática na escola, Os humores da língua, Os limites do discurso, Questões para analistas de discurso e Língua na Mídia.
ô lôco eu num entendi nada do que ele escreveu
ô JB se isso ai é apenas uma contribuição sobre a terminação A ou E de uma palavra, imagine se vc fosse dar uma aula sobre o inicio do universo. Ai que beleza….
Erasmo, por favor faça um comentário sobre a falta de sinalização em Mossoró, pois quem não é da cidade sofre pra chegar em algum lugar, pois a sinalização é quase nula.
Grato!
CARO FRANCISCO, A SINALIZAÇÃO DE MOSSORÓ, ESTÁ ÓTIMA, É SÓ IR PERGUNTANDO QUE CHEGA ATÉ EM ROMA, ALIÁS QUEM TEM BOCA VAI A ROMA…