O geólogo Gutemberg Dias entra na discussão e traz suas ponderações sobre o crescimento/desenvolvimento de Mossoró. Leiam:
Caro Erasmo Firmino, nosso amigo Tio Colorau, muito pertinente e democrático a abertura do espaço no blog para que um membro do governo municipal pudesse fazer o contraponto a tese defendida, por você, na postagem “Mossoró cresce, apesar de Fafá”.
Há tempo que estudo sobre o desenvolvimento de nossa cidade e não consigo identificar no governo da prefeita Fafá Rosado esse tino desenvolvimentista. Como você pontuou na sua postagem, as cidades de médio e grande porte estão em franco crescimento e isso se deve, em parte, ao momento que o Brasil vem vivenciando nos últimos 12 anos.
Quando o secretário Francisco Carlos elenca alguns itens, começando pela implantação do plano diretor, ele se esquece de dizer que a elaboração do mesmo ocorreu pela necessidade constitucional que obrigava os governos municipais, com população acima de 20 mil habitantes, a desenvolverem essa peça jurídica para ordenamento urbano.
Depois o secretário apresenta alguns projetos como o Complexo Viário da Abolição, humanização e urbanização da av. Rio Branco e afirma que a expansão da malha viária permitiu a realização de investimentos privados. Nesse item gostaria de lembrar ao secretário que pelo menos nesses dois projetos apresentados, a prefeitura foi apenas coadjuvante no processo, ou seja, o primeiro tem investimento maciço do governo federal e o segundo foi feito em parceria com o governo do estado na proporção de investimento de 3 para 1. Ainda, devo lembrar que o poder público deve investir para melhorar as condições de seus munícipes e não, simplesmente, criar condições para o desenvolvimento do capital privado, como é notório em relação ao prolongamento da João da Escóssia e Frei Miguelinho, que atendeu e atende a especulação imobiliária em nosso município. Enquanto isso, a periferia sofre com a falta de pavimentação e saneamento ambiental.
Quanto ao pólo cerâmico, eu concordo em gênero e grau com o webleitor Paulo Melo, é um pólo de uma empresa só. Dizer que Mossoró já tem um pólo ceramista é um grande devaneio.
Quando o secretário diz que a cidade investiu no saneamento básico através de investimentos federais, ele deixa claro que foi graças as emendas do deputado federal Betinho Rosado, não fez mais do que a obrigação!. Não tenho dúvidas que ouve um significado investimento nesse setor, mas o que me preocupa é que efetivamente são poucas as residências ligadas à rede. Muitas casas, principalmente, nos bairros de baixa renda, os moradores não tiveram condições financeiras de efetuar a ligação na rede e tudo fica como era antigamente, fossa séptica como solução. Ainda, nesse ponto o secretário justifica que o saneamento ofereceu uma infraestrutura para o setor imobiliário crescer, novamente a administração mostra para quem realmente o poder público muninipal administra.
No texto o secretário Francisco Carlos fala da saúde, educação e dos prêmios que o município ganhou. Nesse ponto gostaria de fazer uma ressalva positiva a administração municipal quanto ao investimento na construção de equipamentos de saúde, e outra negativa, quanto à falta de mão-de-obra especializada para funcionar esses mesmas estruturas. Para constatar isso basta o cidadão precisar de uma das UPA,s que saberá o que estou dizendo. Lembro, também, que investimento em saúde e educação é constitucional, logo um dever do município para com o povo.
Por fim, gostaria de contribuir com esse debate lembrando que a cidade é um organismo vivo. A expansão urbana e o desenvolvimento econômico precisam ser traçados de acordo com um planejamento sistemático e participativo. Quando vejo o grande número de loteamentos sendo construídos em Mossoró, me pergunto, e a infraestrutura de saneamento, transporte, abastecimento como fica? A cada dia a classe de mais baixa renda é empurrada para periferia em função do poder especulador do capital e a essa massa de gente o município não dá as condições de bem estar social.
Mossoró precisa urgente de investimento em transporte público urbano. Precisa de uma ordenação quanto a ocupação do espaço urbano, ainda não ouvi falar que o IPTU progressivo esteja funcionando. Precisa desenvolver um plano diretor do distrito industrial, o que dizem ser o distrito industrial não passa de um amotoado de empresas sem um direcionamento quanto a seguimentação espacial.
É isso, meu caro, espero ter contribuído para o debate.
Gutemberg Dias – Geólogo e presidente municipal do PC do B.
Respostas de 5
Caro Gutemberg,
Não lhe conheço, mais ao ler seu texto noto sinais de descontrole de argumentos. Está bem claro. Não tenho declaração para defender o secretário Francisco Carlos mais sua contestação é absurda. Vejamos quando fala do Plano Diretor usa o argumento de que é responsabilidade do município fazê-lo em atenção a constituição para o ordenamento urbano. Ora tudo bem e daí? Mossoró fez. Isso é bom? Parece que sim, mais você não diz.Também não diz que várias outras cidades que também deveriam ter feito não o fizeram. Ou seja a importância não foi medida. Se o plano não presta diga, critique, agora foi feito e você critica pois era obrigação. Isso é absurdo.
Em outro ponto você comete o mesmo (ou parecido) pecado. Você critica Complexo da Abolição, Avenida Rio Branco dizendo que a prefeitura não fez sozinha. Essa foi boa. E qual o problema de parcerias. As esferas menores de menos abastadas de recursos (prefeituras) devem procurar estado e governo federal para realizar obras em benefício da cidade e até onde me consta (se tiver enganado alguém me corrija), o projeto da Rio Branco é iniciativa da prefeitura e também do Complexo da Abolição. Quer dizer que não vale é. Tenha dó. Assim é demais.´
Em outro ponto você elogia os investimentos em saúde e educação e parece que isso não pode aí você termina dizendo que é obrigação constitucional. Engraçado. E depois reclama das UPAs. Eu tenho quase certeza que você nunca foi a uma UPA, tem plano de saúde, ou seja faz fofoca.
Em sintese vou acabar por aqui pois até o fato de o saneamento ter emendas de Betinho você destacou. Pelo amor de Deus. Brincadeira. Fui
“As vezes ficar calado é melhor”
Daqui a pouco vão dizer que Mossoró parou.
Fala sério pessoal.
Ei meu povo Mossoró de 10 anos atrás era assim:
Maior prédio: 4 andares (Banco Mossoró)
Opção de lazer: praças em frente as Igrejas (Catedral, Alto da Conceição e Abolição)
Gastronomia: Laçador, Flávios, Big Burg e Skate Lanche e, e, e… juro que não lembrei de mais nada;
Teatro: Não
Ginásio: Não
Shopping: Não (só me lembro do gingle do Porcino Shopping “… passe horas agradáveis visitando o Porcino Shopping”, brincadeira né não)
Supermercado Grande: Pague Menos centro
Avenidas com iluminação central: não
Títulos Estaduais: não
Industria: Salinas, Cimento e Ortal
Transporte Coletivo: Não (é sério aquelas lata-velhas não eram ônibus, quem reclama hoje é porque não lembra mais. Obs: hoje também né 100% não)
UPA: não (era todo mundo se ferrando no HRTM. É sério)
Praia: não (é eu sei ainda não tem né, mais num ia perder a piada não… hoje nós temos beira-mar)
Pensem nisso… ou lembrem disso. Isso é só uma amostra. Vamos lembrar mais.
Acho que esse assunto tem dois lados importantes. O crescimento econômico de Mossoró ocorre devido a uma série de fatores: crescimento econômico do Brasil, maior crescimento econômico do nordeste; o crescimento das cidades de médio porte…
MOSSORÓ CRESCE, COM SEM OU APESAR DE FAFÁ. MAS, A PREFEITA FAFÁ, QUERENDO NÓS OU NÃO, TEM PARTICIPAÇÃO NO CRESCIMENTO DA CIDADE.
Cheguei em Mossoró em 1978 e lembro dos prédios baixos, dos limites (café do povo – Igreja do Alto da Conceição – trevo de Areia Branca). Disse várias vezes, a cidade era feinha, mas não tinha miséria. Lembro que o único local para levar amigos em visita à cidade era o hotel Thermas. Antes do Porcino shopping, teve o MECA, tempos bons…
Hoje, adoro fazer tour pela cidade de Mossoró com os amigos e familiares que vem nos visitar. A cidade está bonita e faz gosto, é verdade.
O crescimento para o lado do shopping, serviu a interesses de José Agripino, mas realmente teve o apoio da prefeitura e foi por ela viabilizado.
Minha crítica ao atual modelo de administração, iniciado pela ex-prefeita e atual governadora Rosalba Ciarlini, é a preocupação na maquiagem da cidade. É ótimo morar numa cidade bonita. Moramos numa cidade RIQUÍSSIMA, mas a prefeitura prioriza ações desenvolvimentistas para os ricos e para a classe média. ACESSO AO SHOPPING, VALORIZAÇÃO DAQUELAS TERRAS, COMPLEXO DA AVENIDA RIO BRANCO.
A POBREZA TÁ CADA VEZ MAIS POBRE E MISERÁVEL.
O que sei é que a cidade tá BONITA, e apesar das UPAs, continua COMIDA de HANSENÍASE, CALAZAR, TUBERCULOSE, DENGUE, PANO BRANCO, IMPINGEM, PEREBA, ESGOTO, BUEIRA…
Então ficamos assim: A PREFEITURA É RESPONSÁVEL PELO CRESCIMENTO E PELA MISÉRIA DA CIDADE.
Tb não sou de Mossoró mas vejo o quanto existe pessoas como vc caro Gutemberg que só sabem criticar e torcer para que o pior esteja sempre adiante,vc deveria se envergonhar e enxergar o quanto a nossa cidade tem crescido,pois apesar de não ser filho daqui eu amo essa cidade e quando chego na minha cidade(Umuarana-PR) falo o quanto essa cidade é boa para se morar e o quanto tem se desenvolvido,por isso meu caro,em vez de tantas criticas,porquê vc não faz um convite a esse secretario para um debate na área de desenvolvimento urbanistico mossoroense,e poder mostar através de dados o que vc tanto tem feito para ajudar essa mossoró guerreira a crescer,chame esse secretario para um debate pulblico que ele com certeza vai estar presente.
Parabéns Márcia Célia, argumentos bem mais organizados. Reconhecimento de causas e efeitos.
Limpou um pouco o que seu Gutemberg disse. Converse mais com ele peça pra ver os textos antes dele enviar.