Tio Colorau

Por Erasmo Firmino

28 de maio de 2011
4

alunos

Durante o dia de ontem (sexta), alunos do curso de Direito da UNP visitaram a Escola Estadual Maria Stella Pinheiro, localizada no bairro Dom Jaime Câmara.

 O intuito da visita foi levar informações para alunos do ensino fundamental e médio sobre a Constituição Federal (artigo 5°, Direitos e Garantias Fundamentais), bem como, decisões recentes do Supremo Tribunal Federal – STF, como a união estável entre casais homoafetivos, a sempre polêmica questão do aborto e a Lei Maria da Penha (quem é Maria da Penha? Quem a lei protege? O porquê do surgimento da lei etc.). Mencionado trabalho de esclarecimento adveio de uma proposta do professor Ítalo Rebouças.

Abaixo, trechos do trabalho apresentado:

Direitos e Garantias Fundamentais: A intenção de abordar este tema seria mostrar alguns direitos que muitas vezes os jovens não sabem que têm, como lazer, segurança, alimentação, educação e principalmente à vida (digna, o que seria?). Por fim, apresentar a Constituição de uma forma geral para os estudantes.

União Estável entre casais Homoafetivos: foi esclarecido que, primeiramente não é uma lei, e sim, uma decisão judicial (um alargamento na abrangência do código). Esclarecer aquela visão que tinha de um casamento na igreja, uma coisa seria a lei aceitar, com relação à igreja não existe nenhum entendimento quanto isso. Passar para os alunos que o casamento é na esfera civil, e que, com essa decisão, dará plenos direitos aos homoafetivos para viverem em condições iguais aos heterossexuais em direitos e deveres.

Aborto: abordar a questão de quando o aborto é permito na lei, que seria: em caso de estupro, ou quando a gravidez colocasse à vida da mãe em risco.

Lei Maria da Penha: relato feito sobre quem é Maria da Penha, onde vive etc,. A questão da violência doméstica no Brasil e onde denunciar tal violência.

Por fim, o grupo que apresentou o trabalho cedeu uma Constituição Federal atualizada para o acervo da biblioteca da escola.

P.S – A escola visitada, ao contrário do que estamos acostumados a ver e ouvir falar, vive uma realidade bastante diferente, pois conta com bom material didático, merenda de boa qualidade, algumas salas climatizadas, estrutura física do prédio em boas condições e um corpo docente qualificado. Foi uma surpresa agradabilíssima para o grupo de alunos ter encontrado uma escola pública nestas condições.

Foi uma grande experiência vivida pelo grupo, tanto é que existe a ideia de eles voltarem à escola e até abranger o trabalho para outras instituições de ensino. Fica, por enquanto, a dica para que outras turmas do curso de Direito também abraçarem a causa.

Os alunos frisam, por fim, a importância do professor Ítalo Rebouças neste projeto, pois ele foi o idealizador e orientador da visita.

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Respostas de 4

  1. Pena sabermos que o professor Italo Rebouças ganha tao pouco, para algo tao valioso que exerce na educação desses jovens. Parabens Professor. Grande capacidade esse cara.

  2. HOMOFOBIA EM MOSSORÓ

    Veja o excerto abaixo de um texto que redigi há algum tempo intitulado: Imperiosa Patota Noctívaga do Imperial. Se refere a uma patota de jovens que costumeiramente patuscava aos finais de semana no pátio do Posto de Combustível Imperial. Leiamo-lo:

    … O outro incidente foi de natureza de extrema abjeção: apedrejamento por acometimento homofóbico. Há cerca de uns cinco anos pretéritos, um jovem e sua amiga passavam em frente ao Posto Imperial à noite quando, aquele primeiro, foi atingido por objetos lançados de uma patota que dançava e gritava em frente ao referido Posto. Os objetos pareciam ser rebotalhos de suas bebidas que foram lançados por dois jovens de amizade suspeita pelos colegas. Parecia, aos demais, uma amizade colorida. Esses dois encenaram uma ação homofóbica contra o transeunte como uma forma desesperada de esconderem dos demais colegas sua predileções homoeróticas. Freud explica isso bem direityn: mecanismo de defesa chamado PROJEÇÃO.

    O pai da vítima teve uma conversa com o pai de um dos homófobos que pediu desculpas e justificou que o outro era depressivo. A vítima foi macho e HOMEM o suficiente para perdoá-los e nunca mais tocar no assunto.

    Infelizmente as coisas são assim: uma lição disciplinar é descartada e os malandros ficam quase sempre no lucro. Mas tenho certeza de que 99% das pessoas não deixaria essa situação passar assim sem maiores conseqüências. Pois o apedrejamento é a maior forma de desrespeito que uma pessoa possa demonstrar contra o próximo. É, na verdade, um assassinato simbólico e moralmente fatal.

    A vítima que me contou esse incidente é um rapaz de bem, muito bem educado e sem qualquer maneirismo que denote sua orientação sexual. Infelizmente os agressores o conheciam por morarem no mesmo conjunto habitacional – O Liberdade.

    Tivesse o agressor sido desmascarado na ocasião, hoje, não estaria por aí na internet redigindo e copiando textos moral e politicamente corretos como um tentativa incessante, compulsiva e paranóica de ofuscar intentos e fazendo (como não é de se esperar o contrário) com quem achar que possa, bodes expiatórios para redimir sua má fama e enganar leitores que não sabem interpretar discursos, apenas estilos redacionais, herdados de sistemas escolares que prezam pela gramática tradicional atomista e abstrativa.

    É homofóbico e joga no time desses radicais religiosos.

  3. Numa tentativa de desmistificar “CERTAS” concepções ilusórias e historicamente herdadas redigi, há algum tempo, o seguinte texto como comentário num blogue:

    HOMOFOBIA:uma formação reativa e outros mecanismos de defesa em ação. – perspectivas psicodinâmicas, ideológicas e lingüísticas. Por Gilmar Henrique.

    Texto disponível @(em) nacoruja1.blogspot.com página intitulada “Agatonismo” Espaço virtual ainda em construção.

  4. Gilmar não chamo isso de homofobia é pilantragem mesmo, baderneiros e moleques. São bullies covardes. Quer dizer que a depressão do moleque aí é só para desafiar os fracos. Quero ver homem a homem. Eu não uso palavras difíceis para canalhas. Comigo a conversa é diferente. Acho também que você está errado em não citar os nomes dos canalhas.

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