Tio Colorau

Por Erasmo Firmino

3 de outubro de 2011
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A juíza Marina Melo celebrava um casamento coletivo em Extremoz quando foi surpreendida com a atitude de seu noivo, Tiago Luiz Araújo, que pegou o microfone e a pediu em casamento, diante de todos os presentes. “O amor tem que ser verdadeiro. Tem que ser sentido e o que eu sinto não encontro palavras para expressá-lo. Assim, peço inspiração a Santo Antônio para te pedir em casamento: Marina, quer casar comigo?” disparou o noivo inspirado. O que se seguiu foi um sorridente SIM, com direito a trocas de alianças.

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Amanhã o Senado Federal voltará a discutir a Proposta de Emenda Constitucional n.º 37, que altera o art. 46 da Constituição Federal para dispor que cada Senador será eleito com um suplente e para vedar a eleição de suplente de Senador que seja cônjuge ou parente consangüíneo ou afim do titular, até segundo grau ou por adoção. O projeto, que já foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça, está inserida na Reforma Política.

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A PEC 37 estipula ainda que se a vaga ocorrer no período anterior aos 120 dias que antecedem as eleições, o novo titular será eleito em pleito simultâneo a estas eleições; caso a vaga ocorra dentro dos 120 dias, o novo titular será escolhido na eleição subseqüente. O autor da proposta é o senador José Sarney.

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Também está em discussão a Proposta de Emenda Constitucional n.º 38, a qual determina que os mandatos de prefeito, governador e presidente serão de CINCO anos, sem possibilidade de reeleição, com posse no dia 10 de janeiro (prefeito e governador) e 15 de janeiro (presidente) do ano seguinte ao da eleição. Esse projeto também está inserido dentro da chamada Reforma Política.

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O presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, é um defensor intransigente da liberdade de imprensa. Para ele, os governantes têm que se acostumar a serem fiscalizados pela imprensa em nome da sociedade.

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Louvo o posicionamento da autoridade máxima da OAB. Um órgão que representa uma classe tão importante, como a dos advogados, jamais deveria coadunar com práticas de perseguição a jornalistas e blogueiros.

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Respostas de 5

  1. Sou defensor intransigente da liberdade de imprensa, porém, há que ser dito para certos jornalistas e blogueiros que nenhum deles está acima da lei e que todos estão sujeitos a eventuais processos e condenações por calúnias, injúrias e difamações que venham a proferir, pois tem jornalista e blogueiro que ao serem acionados na justiça logo falam em perseguição, em atentado à democracia, que a imprensa tá sendo atacada, etc etc etc, esquecendo-se que a mesma constituição que assegura a liberdade de imprensa, assegura proteção à honra.

    E só lembrando, não há instrumento mais degradante para a honra de alguém que uma mentira divulgada pela mídia, mormente pelos grandes meios de comunicação. Foi essa imprensa que acabou com a honra de um promotor paulista, que matou em legítima defesa um “pit boy”, tudo provado nos autos e na mídia, e de um casal de imigrantes japoneses, proprietários de uma escola, acusados injustamente por abuso sexual de crianças por 4 oportunistas que inventaram uma história para extorqui-los, o que foi um “prato cheio” para programas sensacionalistas policiais, cujos apresentadores, pseudo defensores da sociedade (infelizmente muitas vezes eleitos pela população), faziam a “festa” em busca da audiência fácil.

    Para estes, que assim agem, com ma fé ou no mínimo com irresponsabilidade, há que haver uma reparação à altura do mal que causaram. Censura à imprensa jamais, responsabilização cível e criminal pelos abusos, sempre.

  2. Essa questão da liberdade de imprensa Em Mossoro é muito dúbia. Atualmente a oposição classifica assim: Qualquer um que vir algum mérito na administração é bajulador ou vendido, e eles, podem sempre falar o que quiserem, chamar de psicopata, achincalhar, tripudiar, mas se alguém, por meios legais, procura se defender, é perseguição. Os jornalistas e bloqueios daqui que se dizem perseguidos são todos, SEM EXCESSAO, no mínimo irresponsáveis ao fazer uso do direito a expressão. A crítica leviana impera. A liberdade de imprensa sempre deve vir acompanhado de responsabilidade, e preferencialmente de respeito e imparcialidade. Infelizmente isso aqui inexiste. A imprensa politiqueira mossoroense é pautada por paixão e partidarismo.

  3. Concordo com o comentário de Saraiva, pois a imprensa precisa ter limites. Liberdade de expressão não significa que jornalista ou blogueiro tenha o direito de macular a honra de ninguém, coisa que acontece com frequência no meio jornalístico, aqui e em todo o Brasil.
    Uma câmera, um microfone, um computador ou uma caneta são armas tão perigosas como qualquer outra e ferem muito mais, pois atingem a honra do cidadão e o condena muitas vezes sem o devido julgamento, e o pior: deixam marcas irreparáveis. Portanto, é preciso saber o limite entre liberdade de expressão e o direito do cidadão. Uma bala fere e na maioria das vezes mata. Uma palavra fere e não mata, mas deixa seqüelas as vezes piores do que a morte.

  4. Eu só gostaria que quem ataca a proposta de regulação da imprensa brasileira, lesse a proposta de lei antes. EUA, Inglaterra, França, Austrália… Todos possuem regulação da imprensa e nem por isso a imprensa deixou de criticar seus respectivos governos. Aliás, o Brasil é um dos últimos países do mundo a não ter a imprensa regulada.
    Essa confusão toda foi criada nada mais nada menos do que pela “desinformante” Veja, que tenta criar crises onde não há com seus objetivos excusos.
    Lorota da Veja só compra quem quer.

  5. Concordo Pedro, a grande imprensa esconde a verdade sobre a regulamentação da mídia pra que ela continua à vontade: acusando, julgando e punindo sob seus critérios altamente tendenciosos e maliciosos.

    Acessem o link abaixo e vejam o que diz Mino Carta, um dos idealizadores e criadores da revista Veja e saibam o que ele pensa hoje de sua criação: “Criei um monstro”.

    http://oblogdochico.blogspot.com/2011/10/ensinamentos-de-mino-carta-sobre.html

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