O padre milanês Gianpaolo Salvini (77)(foto) foi o entrevistado da semana passada da revista Veja. Ele, que exerce o importante cargo de conselheiro do Pontifício Conselho da Justiça e da Paz, também integra a Companhia de Jesus, sendo então um jesuíta.
Na entrevista, ele falou das atribuições dos jesuítas e que, em razão destas, seria pouco provável termos, um dia, um papa jesuíta. Textualmente:
“Os jesuítas, de acordo com o desejo do fundador da ordem, santo Inácio de Loyola, sempre procuraram evitar o caminho dos bispos e, principalmente, dos cardeais. Nosso trabalho é missionário. Como o papa é escolhido somente pelos cardeais, a probabilidade de que um jesuíta seja eleito é remota”.
O trecho mais surpreendente:
“No próximo conclave, haverá somente um integrante da Companhia de Jesus: o arcebispo de Buenos Aires”.
Vê-se que o teólogo Gianpaolo Salvini ERROU na mosca. O papa escolhido foi um jesuíta e exatamente o que ele mencionou.
Tal mostra o que todos vêm comentando, a escolha de Jorge Mario Bergoglio foi uma grande surpresa.