Tio Colorau

Por Erasmo Firmino

17 de junho de 2012
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4g

I – O Brasil se prepara para entrar na quarta geração de tecnologia de acesso móvel à Internet, a 4G, que é até dez vezes mais rápida que a 3G, a tecnologia atual. Nesta semana houve o leilão para a distribuição da cobertura, sendo vencedoras as operadoras OI, Vivo, Tim e Claro. A notícia boa para nós é que uma cláusula do contrato a ser assinado obriga as operadoras a investir nas regiões onde não há nem ao menos tecnologia 3G, como é o caso das cidades de pequeno porte aqui do Rio Grande do Norte.  

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II – O contrato prevê ainda que a tecnologia 4G deverá ser implantada até 30 de abril de 2013 nas cidades-sede da Copa das Confederações e até 31 de dezembro de 2013 nas cidades-sede da Copa do Mundo, como é o caso de Natal.

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III – Quem quiser ser um dos pioneiros a ter Internet móvel com tecnologia 4G é bom ir se programando financeiramente desde já. Os especialistas em informática acreditam que os primeiros planos e aparelhos serão bem caros, com previsão de barateamento em três anos.

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IV – Uma das vantagens de o Brasil sediar a Copa do Mundo é justamente a necessidade de investir em tecnologia e tentar prestar um serviço ao menos próximo do que é oferecido nos países de primeiro mundo. Atualmente estamos na idade da pedra quando se trata de conexão à internet.

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Respostas de 2

  1. A disputa entre Cláudia Rosado e Larissa Regina pelo troféu da mediocridade legislativa e cultural:

    O doloroso ver um começo de campanha como esse. Larissa e Cláudia Regina, duas senhoras alfabetizadas e boas discurseiras, abrindo um debate acalorado sobre o reconhecimento do Mossoró Cidade Junina como Patrimônio Cultural do Município ou do Estado. E as duas claques reverberando na imprensa e na blogosfera. Cláudia, alegam seus defensores, já tem projeto aprovado na Câmara Municipal com este fim; Larissa, dizem, mandou requerimento ao secretário de Turismo, Renato Fernandes, pedindo para ampliar o besteirol ao âmbito estadual. Do ponto de vista legal, as duas legisladoras estão disputando incompetência, pois o tal reconhecimento municipal de Cláudia é absolutamente inóquo, nulo de pleno direito, pois esqueceram de criar primeiro uma Lei Municipal sobre Patrimônio Cultural. Isabel da Caixa até que falou uma vez nisto, mas se chegou a encaminhar, desconheço a regulamentação. Portanto, a tal “Lei” de Cláudia Regina tem tanta validade quanto a patente de “capitão” e a coroa “Rei”, de Lampião. Legislativamente, vale tanto quanto a “Lei da gravidade”. Aliás, não sei o que é pior, neste caso, se a “lei da gravidade” ou a “gravidade da lei”. Achando pouco, Larissa, deputada de três mandatos, portanto com a obrigação de ser versada em leis, envia um requerimento ao secretário de turismo, quando o reconhecimento de patrimônios históricos e culturais, materiais ou imateriais no RN, são da alçada da Secretaria de Educação e Cultura, sob a responsabilidade da Fundação José Augusto, ouvido o Conselho Estadual de Cultura. Nada a ver com a Secretaria de Turismo. Renato chegou agora e tem muito com que se preocupar. Vale o slogan: Deixe o homem trabalhar. Não bastasse a lambança legislativa das duas legisladoras, vale a pena analisar, ainda que superficialmente, a gravidade da proposta. Não resta dúvidas de que o evento Mossoró Cidade Junina é de grande importância. Especialmente nos aspectos do entretenimento e, podemos arriscar, até mesmo do turismo. Mas, do ponto de vista cultural, com todo o respeito por aspectos verdadeiramente culturais de espetáculos, shows, seminários e mostras que perpassam a programação, no mais e no grosso, podemos afirmar que cultura passa longe do evento. Se não bastassem a prioridade às quadrilhas estilizadas que são lindas, mas em nada representam a nossa cultura, especialmente no que diz respeito ao respeito às tradições, ainda temos as bandalheiras das bandas. Uma opção preferencial pelo “forruim” que agride os ouvidos, brutaliza as novas gerações com mensagens que oscilam entre a idiotice e a imbecilidade e desviam o papel civilizador do poder público e que, por isto mesmo, seu erário não pode financiar bandas que difundem mensagens, como estas: “Eu quero ver tu balançar/ Na dança do bota bota/ Bota, bota, bota, bota/ Bota, bota, bota, bota”; Eu vou pegar você e tan e tan e tan e tan/ Eu vou morder você todinha/ Eu vou pegar você e tan e tan e tan e tan/ Vou dá tapinha na bundinha… Carro parado com vidro embaçado/ Cuidado, cuidado, é motel disfarçado/ Carro parado, carro balançando/ Subindo e descendo, tem gente ficando. Como se não basta o “ficar” tem o “enfincar”; Vou te pegar de jeito/ Te levar pro meu “apê”/ Te fazer o enfinca/ Até o dia amanhecer/ O enfinca é muito bom/ E é fácil de aprender/ Quer ir comigo, vamos/ Que eu ensino pra você/ Enfinca, Enfinca, Enfinca… Amor de rapariga, Caloteiros do Forró, “Beber, cair, se levantar”, “eu quero tchu, eu quero tchá”. Extraia-se daí todo e qualquer resquício de falso moralismo, veja-se o péssimo gosto poético e musical e constate-se que de cultural aí não tem nem cheiro. Que lição educativa ou cultural pode ficar de um investimento de 3,5 milhões ao ano para difundir o lixo cultural? Com que cara Mossoró vai se apresentar para o resto do Estado, para o resto do Nordeste e do Brasil transformando esta tralha em patrimônio cultural? Deixemos mesmo como entretenimento e sonho de turismo. Mantenha-se a ilusão de que é um fator gerador de emprego, quando se sabe que só gera oportunidades eventuais de ocupação, o velho quebra-galho. Mas… Cuidado. Mossoró vem superando a imagem de galhofa que tinha no passado. Que a cidade dê-se a respeito. Começando pelas mulheres e homens que querem governá-la. Do contrário, vamos voltar a servir de gozação em Natal e alhures.(Crispiniano Neto)

  2. Vão dizer que a culpa deste tal evento ainda não ser
    Patrimônio Cultural (quase ninguém sabe o que é) do Município ou do Estado,
    ou qualquer besteira parecida ou é culpa da oposição ( e nós temos??) ou se não do PT ou de Lula.

    Ome, faça me o favor! tão brigando pra ver quem faz transforma aquela bagunça organizada em patrimonio cultural? vão trabalhar!!!

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