Tio Colorau

Por Erasmo Firmino

13 de setembro de 2011
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 “Depressão e Síndrome do Pânico: uma visão humanístico-cristã”. Este será o tema do III Congresso Shalom, evento agendado para os dias 24 e 25 de setembro, na quadra do Colégio Sagrado Coração de Maria, em Mossoró.

As atividades serão iniciadas sábado, às 14h, e no domingo, às 8h. A condução dos trabalhos caberá à psicóloga Daniele Cajazeiras, mestre em Psicologia, consagrada da Comunidade Shalom de Fortaleza-CE. No programa, momentos de formação e oração acerca do tema escolhido para o congresso.

Mais informações no sítio http://pjshalommossoro.blogspot.com ou pelos telefones (84) 3314-1453 e 9647-7587, falar com Uelton Daltro.

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Respostas de 2

  1. Depressão é um transtorno de humor e pode ser definida, a grosso modo, como um estado emocional de tristeza patológica que pode ser provocado por fatores exógenos, endógenos ou pela combinação entre ambos. Os fatores endógenos ou fisiológicos são aqueles relacionados a baixos níveis de neurotransmissores que resultam em comportamentos anormais, tais como processo de pensamentos mais lentos, agitação psicomotora, distúrbios do sono e motivação reduzida. Os fatores exógenos são os psicológicos – acarretados por conflitos e estresses.

    Embora haja diferentes tipos de depressão, os fatores subjacentes são os mesmos: estresse e desequilíbrios bioquímicos, ou seja, desequilíbrios dos neurotransmisores (serotonina, norepinefrina e dopamina. Esta em altos níveis de transmissão geram esquizofrenia e em baixos níveis estão associados à doença de Parkinson).

    Qualquer um de nós em algum momento da vida se depara com alguns (ou todos) dos seguintes sentimentos: tristeza, decepção, desesperança, pessimismo e baixo autoestima. É normal se não durar muito tempo. A profundidade e a duração são os dois fatores que devem ser considerados para estabelecer a diferença entre um estado espiritual normal e outro patológico, uma vez que esses sentimentos fazem parte da condição humana e são inevitáveis em nossas relações sociais.

    Há também outros transtornos de humor como o bipolar – que oscila entre depressão e mania – e o transtorno ciclotímico, mas a depressão unipolar é o transtorno de humor que afeta cada vez mais uma quantidade maior de pessoas. Por essa razão, acredita-se que a depressão seja a ‘virose’ na vida pós-‘moderna’.

    Mas o que caracteriza, em perspectivas interacionistas, nossa condição de vida numa sociedade pós-‘moderna’? Bem a contrassenso a nossa natureza ecológica e primordial de seres gregários, a pós-modernidade nos convoca a adotarmos uma perspectiva neoindividualista.

    O poeta, ensaísta e ficcionista Jair Ferrreira dos Santos em sua publicação “O que é pós-moderno”, elenca os elementos que povoam a galáxia cotidiana pós-moderna e que giram em torno de um só eixo: o indivíduo em suas três apoteoses – consumista, hedonista e narcisista.

    Continuando, ele afirma que “o hedonismo – moral do prazer (não de valores) buscada na satisfação aqui e agora – é sua filosofia portátil. E a paixão por si mesmo, a glamourização da sua autoimagem pelo cuidado com a aparência e a informação pessoal, o entregam a um narcisismo militante. É o neoindividualismo decorado pelo narcisismo.”

    A esse respeito, um texto publicado há mais de dois mil anos pretéritos me chama à atenção quanto aos problemas sociais causados por essa filosofia portátil de paixão por si e somente por si mesmo:

    Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis. Pois, os homens serão amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos,

    Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons,

    Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus,

    Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.

    Que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade.

    E, como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim também estes resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé.

    Não irão, porém, avante; porque a todos será manifesto o seu desvario, como também o foi o daqueles. (2 Timótio, cap. 3)

    São palavras que dou fé e pobres de nós ao adotarmos, sem qualquer senso crítico e de responsabilidade social, tal filosofia portátil.

    Infelizmente, o próprio sistema ‘educacional’ legitima e fomenta essa triste realidade.

    Parabéns à Comunidade Shalom
    Parabéns ao Erasmo pela abordagem de temas relevantes no blogue
    E parabéns aos leitores, homens e mulheres de boa vontade.

    Gilmar Henrique.
    Ah, lembro que animais sofrem também de depressão. “Graças” às ações humanas encontramos aves e animais encorujadas e abichornados, respectivamente.
    Por isso,
    Denuncie violência contra os animais. Eles também têm seus direitos.
    Toda vida quer viver e viver bem. Vamos ser amigos da fauna e flora. A existência é única e a vida é o maior espetáculo de tudo que se conhece. É inefável. É um miragre!!!!
    Infelizmente somos tão hostis que até pássaros inofensivos e que inspiram poetas nos evitam com medo de uma pedrada.
    Não tolere! Ao ver alguém maltratando um animal (principalmente aqueles à venda nas feiras) ligue imediatamente para:
    3321 -1676 (IBAMA)
    190 ou 9631 – 2016 (Polícia Ambiental)
    Aviso: Os malfeitores são criminosos. Proteja-se!
    Se for o caso, denuncie ANONIMAMENTE, mas denuncie !!!!!!!!!!
    Covardia é massacrar aquele que não pode se defender.
    Covardia é também não concordar com a violência e deixar o mal acontecer e prevalecer (levar vantagem).

  2. Medo…

    Vontade de dar um grito,
    ou calar-se para sempre
    De ficar parado, ou correr
    De não ter existido
    ou deixar de existir (morrer)
    Não há razão quando a mente não funciona
    (redundante, não?)
    Vão extinguindo-se as questões
    mesmo sem respostas
    Perde-se, neste estágio,
    a vontade de saber.
    O futuro é como o presente:
    É coisa nenhuma, é lugar nenhum.
    Morreu a curiosidade
    Morreu o sabor
    Morreu o paladar
    parece que a vida está vencida
    Tenho medo de não ter mais medo.
    Queria encontrar minhas convicções…
    Deus está em um lugar firme, inabalável,
    não pode ser tocado pela nossa falta de confiança
    Até porque, na verdade, confio nele
    O problema é que já não confio em mim mesmo
    Não existe equilíbrio para mentes sem governo
    A química disfarça, retarda a degradação
    mas não cura a mente completamente
    E não existem, em Deus, obrigações:
    já nos deu a vida, o que não é pouco,
    a chuva, o ar, os dias e noites
    Curar está nele, mas, apenas retardaria a morte
    já que seremos vencidos pelo tempo
    (este é o destino dos homens)
    e seremos ceifados num dia que não sabemos
    num instante que mira nossa vida
    e corre rápido ao nosso encontro lentamente
    (ou rasteja lento ao nosso encontro rapidamente?)
    Sei lá…
    Mas não sei se quero estar aqui
    para assistir o meu fim
    Queria estar enclausurado, escondido…
    As amizades que restam vão se extinguindo
    e os que insistem na proximidade
    são os mesmos que insistirão na distância,
    o máximo de distância possível.
    A vida continua o seu ciclo
    É necessário bom senso
    não caia uma árvore velha, podre, sobre as que ainda estão nascendo.
    Os que querem morrer deixem em paz os que vão vivendo
    Os que querem viver deixem em paz os que vão morrendo
    Eu disse bom senso?
    Ora, em estado de pânico não se encontra bom senso
    nem princípios, nem razão, nem discernimento,
    nem força alguma
    Torna-se um alvo fácil
    condenável pelos que estão em são juízo
    E questionam: onde está sua fé?
    e respondo: ela estava aqui agora mesmo…
    ela não se extingui, mas parece que as vezes se esconde de mim…
    o problema é que, quando a mente está sem governo
    (falo de um homem enfermo)
    é como um caminhão que perde o freio
    descendo a serra do mar…
    perde-se o contato com a fé e com tudo o que há…
    e por alguns instantes (angustiantes)
    não encontramos apoio, nem arrimo, nem chão, nem parede, nem mão…
    ah… quem dera, quem dera…
    que a mão de Deus me sustente neste instante…
    em que viver é tão ou mais difícil que conjulgar todos os verbos…
    porque sou, neste momento
    a pessoa menos confiável para cuidar de mim mesmo…
    tenho medo, medo…
    medo de perder o medo
    de sair da vida pela porta de saída…
    medo de perder o medo
    de apertar o botão “Desliga”…

    http://progcomdoisneuronios.blogspot.com

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