UM DIA ANTES – Paul McCartney chegou em Fortaleza por volta das 22h30 da quarta-feira. Desde às 17h já havia movimento intenso de fãs em frente ao hotel Gran Marquise, onde ele e a equipe ficaram hospedados. Apesar da esperança dos fãs, o ídolo entrou pelos fundos do hotel, despistando a todos. O alento foi os músicos da banda, que entraram pela porta principal, no entanto, não pararam para fotos nem autógrafos.
NO DIA DO SHOW
Pela manhã – Desde as primeiras horas da manhã os fãs começaram a formar filas no estádio para trocar os comprovantes de compra pelos ingressos. Num enorme desrespeito aos compradores, a empresa ingresso.com só abriu a bilheteria às 11h, e mesmo assim com apenas quatro guichês. A revolta era geral. O tempo de espera na fila era de aproximadamente TRÊS HORAS, sob um sol inclemente. A situação só se normalizou por volta das 15h, quando outros guichês começaram a funcionar.
Pela tarde – Por volta das 16h os seguranças do hotel fizeram um cordão de isolamento no rol do hotel e interditaram um dos elevadores, deixando claro que Paul McCartney estava para sair. Começou então a aglomeração de fãs no saguão de entrada (os hóspedes) e na parte de fora do hotel.
O ex-beatle saiu por volta das 16h30. Muito simpático, fez poses para fotos e saiu tocando os fãs, que estavam atrás do cordão de isolamento. Na área externa, acenou para os fãs que se aglomeravam na rua.
Pela noite – A queixa geral dos fãs foi o acesso ao local do show, a Arena Castelão. O tempo médio de percurso era de três horas. Muitos fãs saíram dos táxis e vans e concluíram o trajeto a pé. Há relatos de fãs que caminharam/correram SEIS quilômetros. Se o show foi um teste para analisar a mobilidade urbana, a cidade foi REPROVADA, nota zero, zero. (a foto acima mostra o congestionamento ainda longe do estádio, que aparece ao fundo)
Quanto aos locais de entrada, por volta das 21h, hora marcada para o show começar, não havia filas.
O show – Começou por volta das 21h30, justamente por causa das dificuldades de acesso. A produção do show frisou que às 21h a banda já estava pronta, isentando assim Paul McCartney e equipe da culpa pelo atraso.
Quando subiu ao palco, o ex-beatle sapecou um “Boa noite, Fortaleza. VAMOS BOTAR BONECO”, levando a galera ao delírio. Ele interagiu bastante com o público, muitas vezes em português e até usando expressões regionais. Ao final, disse: “O show está terminando. VAMOS VAZAR”.
Quanto ao espetáculo em si, foram quase três horas animando o público com grandes sucessos, destaque para o show pirotécnico na música “Live And Let Die”. Destaque também para a impressionante qualidade de imagem dos dois telões. A tevê moderna que você tem no quarto não chega nem perto quando se trata de qualidade de imagem, e olhe que os telões mediam 6m de altura.
O DIA SEGUINTE – Paul McCartney saiu do show direto para o aeroporto, mas os músicos retornaram para o hotel e na manhã seguinte estavam transitando tranquilamente nas dependências do Gran Marquise. Todos muito simpáticos, mostravam-se sempre solícitos quando um fã pedia para tirar um foto ou autografar.
Apesar da desorganização e desrespeito da empresa ingresso.com, bem como da dificuldade de acesso à Arena Castelão, o show valeu muito a pena para os fãs. Que venham outros, mas que os problemas sejam contornados.