Tio Colorau

Por Erasmo Firmino

5 de outubro de 2011
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A Praça Rodolfo Fernandes, conhecida como Praça do Pax, será reaberta na próxima sexta-feira. O logradouro passou por reformas em sua fonte luminosa, no piso, luminárias e bancos. As melhorias custaram R$ 110 mil.

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De uns meses para cá a palavra bullying foi integrada ao vocabulário do brasileiro. Trata-se de prática costumeira em nossas escolas, onde colegas apelidam outros de “quatro olhos”, “pintor de rodapé”, “baleia”, etc. Tudo isso agora é bullying. Nos Estados Unidos, um aluno foi expulso do colégio porque atribuiu notas de 1 a 10 para as colegas de sala, o fez baseado no seu conceito de beleza. Até pouco tempo especialistas condenavam totalmente quem praticasse bullying, mas já surge uma corrente que não trata a questão com tanto rigor (continua).

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As chateações, adversidades e ameaças pelas quais passam os adolescentes em fase escolar os ajudarão a enfrentar os desafios que a vida adulta lhes trará. Desde a escola, a criança e o adolescente precisam saber que o mundo é feito de pessoas boas, más, perseguidoras e acolhedoras. É preciso aprender a se proteger, e não reclamar ao diretor ou ao pai quando lhe colocarem um apelido. Só merece intervenção de adultos quando houver violência ou perseguição sistemática.

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“O amor por princípio e a ordem por base; O progresso por fim”. Foi esta frase do positivista francês Auguste Comte que inspirou o lema “Ordem e Progresso”, escrito em nossa bandeira. 

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Os vereadores Flávio Tácito e Maria das Malhas deixaram o PSL e se filiaram ao DEM. O mesmo fez o ex-vereador Sgt. Osnildo. Com certeza tiveram alguma razão ideológica para isso.

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Vem de Luís Gomes (RN) o maior exemplo de como nossa política é pequena, voltada apenas para o umbigo dos detentores do poder. O então prefeito da cidade, Dedezinho Fernandes, renunciou ao cargo no último dia 30 de setembro, após desentendimento com seu tio e mentor político, o ex-prefeito Pio X. Ambos queriam indicar pessoas suas para disputar a prefeitura do município vizinho, Major Sales, onde Dedezinho já fora prefeito. Como não chegaram a um consenso, Dedezinho preferiu renunciar a prefeitura de Luiz Gomes para então ele mesmo disputar a prefeitura de Major Sales, e assim ter maiores chances de vitória. Tudo dentro do cronograma eleitoral. Quem lucrou com a desavença familiar foi o vice-prefeito, Tadeu Nunes, que assumiu a prefeitura e pode fortalecer seu grupo para as eleições de 2012.

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cedrotopdenim

A cena é comum e já deve ter acontecido com você. Ao pesquisar numa vitrine, você encontra uma calça jeans a R$ 699 e outra bem semelhante por R$ 299, ambas da mesma etiqueta. Você pensa um pouco e então compra a de R$ 299, ante a semelhança. Ao sair da loja, você está convicto de que fez um excelente negócio. Não fez. Você caiu na manjada tática chamada de ancoragem. A calça de R$ 699 não está ali necessariamente para ser vendida . A função dela é apenas criar a falsa sensação de que você está comprando um item quase igual ao outro por menos da metade do preço. Liguem-se. Há muitos truques como esse no comércio.

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 317. Queen - Sheer Heart Attack

Escrevi este post ao som de Sheer Heart Attack, do Queen. Gravado em 1974, este disco traz os sucessos Killer Queen e Now I’m Here. É o 317º disco da lista dos “1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer”.

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Respostas de 5

  1. Mesmo assim, muita gente que compra a peça de vestuário de valor superior, a de 699,00 que não é mais 600,00, é 700. Isso é uma outra ilusão, dois coelhos numa cajadada só.

    Dos pontos de vista moral, ético e psicológico, o que dizer de um profissional comerciante que usa de tal artimanha para com o “caro” cliente?

    Há de se considerar que @ cliente que foi recebido com palavras calorosas e bastante cordiais sai da loja com o mérito de um simples objeto com o mesmo valor comercial do objeto adquirido – é a reificação do sujeito nessa “filosofia” do, primeiro, TER para depois SER “digno” de algum valor enquanto pessoa. Quanto às palavras calorosas e cordiais, tem que ser por meio delas mesmo (com um ósculo de saudação cordial calorosa Judas tenta mascarar seu intento de mostrar aos soldados quem é o Nazareno – são esses os meios verbais utilizados por vigaristas desde que o mundo foi feito, ou seja, desde que o mundo existe).

    Também, sob essas mesmas óticas, o que dizer de pessoas que fazem questão de exibir marcas de alto “valor” comercial? O que dizer do cidadão que se orgulha de ter condições financeiras para custear um ensino e plano de saúde particulares? Ora, isso só é possível em comparação àqueles que não têm tais condições. Esses alienados ignoram os próprios impostos que pagam ao governo e que este não os aplica como deveria naqueles setores de prioridades.

    Bom, isso tudo se resume em relação social alienada: situação em que o indivíduo perde o contato com seu verdadeiro eu, e sente-se como coisa, mercadoria no mercado das personalidades.

    Como o homem moderno se sente ao mesmo tempo como o vendedor e mercadoria a ser vendida no mercado, sua autoestima depende de condições que escapam a seu controle. Se ele tiver sucesso, será “valioso”; se não, imprestável. O grau de insegurança daí resultante dificilmente poderá ser exagerado. (Fromm)

    Sucesso é a palavra-chave. Uma vez mercador e mercadoria ao mesmo tempo, o que importa é o êxito que dependerá também de circunstâncias específicas – as oportunidades – e das habilidades naturais e/ou promocionais que o “sujeito” tiver a sua disposição para conseguir se vender nas salas VIP’s do mercado das personalidades. O “sujeito” almeja, a todo custo, vender socialmente sua imagem por meio do sucesso profissional e, com isso, ter sucesso financeiro. Incluem-se , como exemplo de sucesso profissional, as seguintes especificidades: sucesso político; sucesso esportivo e, bem a contrassenso, sucesso “””””intelectual”””. É, de fato, um verdadeiro contrassenso, ou, mais enfaticamente, um absurdo, a alienação do conhecimento científico.

  2. Sugestão de leitura para ontem ou para logo que for possível:

    Mentes perigosas – o psicopata mora ao lado.

    Por Ana Beatriz Barbosa Silva

    Que livro importante e como precisamos tomar conhecimentos desses fatos!!!
    A autora discorre sobre o assunto em linguagem simples, totalmente desprovida de tecnoletos.

    Alguns excertos do livro:
    PARTE I

    “A palavra psicopata literalmente significa doença da mente ( do grego, psyche = mente; e pathos = doença). No entanto, em termos médico-psiquiátricos, a psicopatia não se encaixa na visão tradicional das doenças mentais.

    Porque “Esses indivíduos têm total consciência dos seus atos. São indivíduos frios, calculistas, dissimulados, sedutores, inescrupulosos e mentirosos e que visam apenas o próprio benefício.”
    Para isso: “Utilizam-se de seu charme e de sua inteligência para impressionar, seduzir e enganar quem atravessar seu caminho, estão camuflados de empresários bem-sucedidos, bons políticos, bons amigos, pais e mães de família e não costuma levantar suspeitas sobre quem realmente são.”

    Reforçando: “Por serem charmosos, eloquentes, ‘inteligentes’, envolventes e sedutores, não costumam levantar a menor suspeita de quem realmente são. Podemos encontrá-los disfarçados de religiosos, bons políticos, bons amantes, bons amigos, amantes das artes, da literatura, das poesias etc.

    O jogo deles se baseia no poder e na autopromoção às custas dos outros, e eles são capazes de atropelar tudo e todos com total egocentrismo e indiferença .

    Esses indivíduos “estão infiltrados em todos os meios sociais e profissionais, camuflados de executivos bem-sucedidos, líderes religiosos, trabalhadores, ‘pais e mães de família’, políticos etc.
    Infelizmente, nosso sistema educacional favorece bastante a esses tipos de indivíduo – “vivemos numa sociedade com valores distorcidos, competitiva, de poucas referências, que nos leva a tirar vantagens aqui e acolá.”

  3. PARTE II

    1- Pessoas no mínimo suspeitas

    Nesse tópico a autora relata fatos reais como exemplos de comportamentos que devemos analisá-los.

    2- Identificando os suspeitos:

    A escala Hare (psiquiatra canadense) constitui no método mais confiável na identificação de psicopatas:

    a) Superficialidade e eloqüência;
    b) Egocentrismo e megalomania; (Devido a essas características se acham muito bem resolvidos porque não importa os meios para conseguir o que querem. Por isso são vistos como arrogantes e autoconfiantes).
    c) Ausência de empatia;
    d) Ausência de sentimento de culpa
    e) Manipulação
    f) Pobreza de emoções (Eles sabem que são frios, por isso aprendem, desde sedo, a teatralizar falsas emoções).
    3 – Segundo Robert Hare, o número de psicopatas burocratas ou de “colarinho branco” é significativo em cargos de liderança e chefias.

    Vejam como agem os psicopatas em ambientes empresariais:
    Segundo Babiak, os psicopatas em ambientes empresariais costumam adotar um plano tático que pode ser resumido em cinco fases:

    Fase 1 – Ingresso na empresa

    Esta fase corresponde basicamente à entrevista de emprego. Nessa ocasião o candidato psicopata mostra-se cativante, seguro e charmoso. Utiliza-se de todo seu arsenal sedutor com o objetivo cla¬ro de impressionar o entrevistador da forma mais positiva possível.

    Fase 2 – Estudo do território (avaliação)

    Nessa etapa o psicopata já se encontra empregado. Pro¬cura então descobrir, da forma mais rápida possível, quem são as pessoas que possuem voz ativa na empresa. Logo em seguida trata de construir relações pessoais, de preferência íntimas, com esses funcionários influentes.

    Fase 3 – Manipulação de pessoas e fatos

    De forma maquiavélica (intencional), espalha falsas informa¬ções para que seja visto de forma positiva e os outros de maneira negativa perante as chefias. Semeia desconfiança entre os funcionários, jogando-os uns contra os outros. Disfarça-se de “amigo’ contando aos colegas sobre outros que o difamaram. Estabelece contato individual com as pessoas, mas evita reuniões ou situações nas quais precise se posicionar perante todo o grupo. Mantém-se “camuflado” para levar adiante a estratégia de ascensão ao poder

    Fase 4 – Confrontação

    Nessa fase os psicopatas “de terno e gravata” abandonam as pessoas que havia cortejado anteriormente e que não são mais úteis à sua ascensão profissional. Num requinte de maldade, eles utilizam a humilhação como arma para manterem suas vítimas em silêncio. Dessa forma, as pessoas que mais foram exploradas são aquelas que menos se dispõem a falar sobre suas experiências.

    Fase 5 – Ascensão

    ‘Tal qual um jogo de xadrez, essa é a hora do xeque-mate. e a hora do golpe fatal. Após colocar líderes e chefias uns contra os outros, o psicopata “de terno e gravata” toma o lugar do seu supe¬rior, que geralmente é demitido ou rebaixado de cargo e função.’

  4. PARTE III (final)

    Nota: Ana Beatriz, a autora, relata e enfatiza, como resultado de seu exercício profissional que o “jogo da pena” foi identificado em todos os casos. Quando são desmascarados, eles se fazem de vítimas e procuram qualquer situação que possa, por ventura, se adequar a sua condição de vítima. Culpam o destino, os colegas e amigos. A culpa está SEMPRE nos outros – menos neles. Fazem de Bode Expiatório” o primeiro desavisado que encontrarem em sem caminho.

    Diz a autora:

    “Tudo varia muito de caso para caso, no entanto, em todos, precisamente em todos, pude identificar “o jogo da pena”. A meu ver, esse é um dos recursos mais comuns e constantes das pessoas inescrupu¬losas. Muito mais que apelar para o nosso sentimento de medo, os psicopatas, de forma extremamente perversa, apelam para a nossa capacidade de sermos solidários. Eles se utilizam de nossos sentimentos mais nobres para nos dominar e controlar. Os psico¬patas se alimentam e se tornam poderosos quando conseguem nos despertar piedade.”

    “Qualquer que seja o motivo que o fez se envolver com um psicopata, é muito importante que você não esqueça o seguinte: nunca aceite que ele culpe você pelas atitudes dele. Tenha a plena convicção de que a vítima é você e não ele. Os psicopatas são habilidosos em inverter papéis e fingem sofrer. De algozes passam-se por vítimas com a maior tranqüilidade.”

    No contexto político essas pessoas se aproveitam de todos os privilégio e vantagens indevidas que possam usufruir, mas quando desmascaradas, imediatamente se fazem de vítimas e alegam que estão sendo perseguidas. É a primeira coisa que dizem, embora os fatos sejam demasiadamente INCONTESTÁVEIS.

    Por essas razões: Mentes Perigosas – o psicopata mora ao lado, para muitos era uma leitura para ontem. Portanto, faço a recomendação da leitura desse livro ainda para HOJE!!!!!

    ADVERTÊNCIA: Os psicopatas odeiam aqueles que sabem quem eles são. Se você conhece algum e ele sabe disso, aguarde só! Há tempos que ele vem maquinando uma maneira de fazer você desaparecer do mapa como se por um toque de mágica. A essas alturas já terão vasculhado toda sua vida particular procurando um detalhe especial que porventura possa se encaixar em uma de suas criações maquiavélicas que ele tenciona usar de qualquer forma e a qualquer nível de dano moral ou físico em seu desfavor.

  5. PARTE IV Acréscimo e retificação de um signo linguístico.

    Acréscimo: Segundo a psicóloga Ana Beatriz: “Os psicopatas não amam seus cônjuges, isso não existe! Eles os possuem como uma mercadoria ou um troféu com os quais reforçam seus desejos de manipulação, controle e poder.” Em outras palavras, o cônjuge não passa de uma marionete que entra na onda do “jogo da pena” do coitadinho e sofre com isso, mas se mantém no jogo com pena de desamparar o “bichim”. Geralmente são pessoas que, inconscientemente, sentem necessidades patológicas de serem maltratadas e humilhadas. Ademais, a camuflagem também faz parte desse ingrediente.

    Aproveitando o ensejo desse adendo, retifico um grafema no item 2, letra f, na expressão desde sedo, na qual este último signo que se inicia com o fonema [s] foi representado pelo grafema em vez do que é usado arbitrariamente para representar aquele fonema. De uma forma ou de outra, isso não altera os dois objetivos básicos da linguagem. Por isso não costumo reler meus textos com esse objetivo. O único problema é que um lapso no registro visual da linguagem (escrita) pode ofender os analfabetos funcionais. Estes são geralmente aqueles professores de línguas que adotam uma abordagem atomista e mecanizada em relação ao seu objeto de estudo e que, por isso, assumem uma perspectiva formal e prescritiva em relação à linguagem em detrimento da competência comunicativa do falante nativo.

    Mas faço essa retificação tão-somente porque, devido a uma grande habilidade de manipulação adquirida pela prática, os psicopatas mudam de assunto com total mestria. Se o discurso do texto não lhes agrada, eles procuram, de imediato e no próprio texto, um elemento de desvio que será, doravante, o assunto a ser tratado e discutido pelos leitores-comentaristas pobres em análise do discurso – suas marionetes.

    O motivo maior que me fez fazer essa sugestão de leitura foi o fato de que, dia a dia, somos surpreendidos com notícias chocantes: patricídios, matricídios, filhos denunciando os próprios pais e vice-versa, traição, queima de arquivos, pedofilia, denúncias caluniosas etc. É importante saber que os psicopatas sabem da seriedade desses crimes e que, por isso, chantageiam fazer denúncias falsas contra os pais, “amigos” e colegas caso esses não façam o que eles querem. Portanto, sinal de alerta quando nos depararmos com tais denúncias – pode ser um psicopata querendo pegar carona com a “justiça”. O maior dos crimes é ver uma vítima denunciada pelo seu agressor e depois punida pela “””JUSTIÇA”””. É simplesmente um dano IRREPARÁVEL.. E, lamentavelmente, a história da humanidade está repleta de fatos dessa natureza … O conhecimento é o mecanismo de defesa perfeito.

    Gilmar Henrique

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