
Ontem, almocei com o jornalista e blogueiro Carlos Santos (foto). Na ocasião, ele disse que lançará seu novo blog amanhã à noite (terça-feira), no stand de vendas do Mont Blanc, localizado na rua Antônio Vieira de Sá, 501, Nova Betânia, oportunidade em que ele apresentará sua nova página para anunciantes, imprensa e amigos. Segundo Carlos Santos, o novo formato do blog objetiva transformá-lo em um instrumento colaborativo, onde os leitores possam colaborar com ideias, sugestões, debates, projetos e oportunidades, contribuindo coletivamente para a construção de uma sociedade verdadeiramente viva, solidária e sustentável. O novo blog entrará no ar na quarta-feira à noite.
*
“Uma mulher que não te enche o saco é uma mulher que não te ama”. (Wolinski).
*
No sábado, o Fluminense venceu o Cruzeiro por 2 a 1. Foi o único time carioca a ganhar nesta 3ª rodada do Brasileirão 2011. Botafogo e Flamengo empataram em seus confrontos e o Vasco foi goleado por 5 a 1.
*
“Reconheço que já fiz muitas coisas esquisitas na vida, mas jamais li colunas sociais. Não cheguei a tanto”. (frase dita pelo personagem Professor Avelar, no 5º episódio da série Anos Rebeldes).
*
O radialista George Vagner está ultimando os preparativos para voltar ao rádio mossoroense. Sua reestreia será no próximo dia 20 de junho, onde passará a comandar o horário matinal da Abolição FM (FM 95). Ele concorrerá com um de seus melhores amigos, Gilson Cardoso, que apresenta programa no mesmo horário na FM 93, mas isso de forma alguma afetará a amizade de ambos. Conheço os dois e sei da estima e consideração mútua entre eles. Daqui, desejo sucesso ao amigo George Vagner neste retorno, e também torço para que o amigo Gilson Cardoso continue obtendo sucesso no dial.
*
“Quando você notar as barbas do seu vizinho pegarem fogo, coloque as suas de molho”. (provérbio espanhol que deu origem à expressão colocar as barbas de molho, que significa ficar em alerta).
*
Tantos são os crimes de homicídio ocorridos na cidade neste ano que o clima nas ruas é de tensão. Na sexta-feira à tardinha presenciei uma conversa que mostra bem esse medo. Na calçada do BB – Alberto Maranhão um flanelinha chamou o outro para tomarem umas cachaças. A resposta foi exatamente essa: – Não, amigo, vou para casa. Tenho filhos para criar. Estão matando por brincadeira. Vou sair daqui correndo para casa.
*
O número de homicídios nos primeiros cinco meses de 2011 é quase igual ao número de homicídios havidos em todo o ano de 2009. Alô polícia, mande seu recado.
Respostas de 3
Parabéns ao Carlos Santos. Tenho muita fé no poder da informação. Repito: Se os jornalistas tiverem bom caráter, a sociedade será esse reflexo. Com o advento de novas formas de informar, já podemos percever que muita coisa mudou. O tempo não pára e nesse decorrer a História vai registrando o elenco ( protagonistas e antagonistas) do enredo da vida social.
Meu Caro Gilmar Henrique, inicialmente quero parabenizálo pela forma inteligente e escoreita com que escreve e emite seus comentários, nos quais, se faz e se presta mister assinalar, o brilho com que nos oferta acerca do significado e do significante, da escrita e da lingagem das palavras desse maravilhoso universo-língua chamada portuguesa.
Língua portuguesa a mais nobre e rica herança cultural da nossa principal origem étnica e geográfica….PORTUGAL.
Quanto ao seu seu comentário sobre o ter ou não ter caráter, os personagens e as figuras humans que fazem da vida e da profissão o meio jornalístico, esse, na minha opinião é exatamente o “nó” da questão…
Esse é verdadeira e exatamente o sine qua non do tradicional modus operandi do jornalismo em todas as plagas, especialmente em terras tupiniquins em que a corrupção e a venalidade se faz se prestar mister, num setor que históricamente sempre desinformou, mais, muito mais que informou a sociedade.
Quando Vossa Senhoria diz…se os jornalistas tiverem bom caráter, eu, com o devido respeito lhes digo:
SE OS JORNALISTAS TIVEREM E (OU) TIVESSEM BOM CARÁTER, CLARO, NÃO ESTOU GENERALIZANDO, PORÉM, A REALIDADE NUA E CRUA DA IMPRENSA TUPINIQUIM, É, O QUE SABEMOS SER.
NÃO ESTOU SENDO, DE FORMA NENHUMA PESSIMISTA, PORÉM, ME RESERVO O DIREITO DE SER REALISTA.
EM NOSSA PÁTRIA DE CHUTERIAS OU NÃO, O EXERCÍCIO DO JORNALISMO, SALVO RARAS EXCEÇÕES, DE HÁ MUITO, TORNOU-SE COTIDIANAMENTE UM EXERCÍCIO DE BANALIZAÇÃO DA VENDA DE INFORMAÇÕES E (OU) DE CHANTAGENS.
OS FATOS A ESSE RESPEITO SÃO TÃO PÚBLICOS E NOTÓRIOS, QUE NÃO RARO, OS JORNALISTAS PROFISSIONAIS COM REAL CAPACIDADE DE PENSAR E DE EXERCITAR UM MÍNIMO DE INDEPENDENCIA, ESTÃO SE DIRECIONANDO AOS BLOGS E MUITAS VEZES DEIXANDO AS EDITORIAS E OS EDITORIAIS DOS CHAMADOS TUBARÕES DA GRANDES IMPRENSA.
DENTRE TODAS AS DEMANDAS JORNALÍSTICAS, É, ESPECIALMENTE NO JORNALISMO POLÍTICO E ECONÔMICO EM QUE SOBRESSAEM-SE OS ASPECTOS QUE ORA DEMARCO E ASSINÁ-LO.
É CONSABIDO QUE DURANTE TODA A NOSSA HISTÓRIA, NÃO SÓ FOI NEGADA A OPORTUNIDADE DE GRANDE PARTE DOS BRASILEIROS SE EDUCAREM DO PONTO DE VISTA FORMAL, MAIS AINDA, OS POUCOS QUE TIVERAM ACESSO AOS BANCOS ESCOLARES, ESSES TAMBÉM, FORAM, E CONTINUAM SENDO VÍTIMAS DA DESINFORMAÇÃO E DA INFORMAÇÃO DIRECIONADA.
A instrumentalização da imprensa e da informação, tem dirtetamente a ver com a construção do processo de naturalização política da desigualdade seja econômica, racial, religiosa ou de qualquer outra ordem está umbilicalmente ligado às questões de fundo filosófico, político e ideológico sob as quais o Estado ao longo do tempo se posiciona. No nosso caso específico, historicamente a sociedade brasileira foi construída dentro do paradigma da desigualdade em todas as áreas, porquanto a educação sempre foi relegada como instrumentação de construção e inserção social. Ademais, a natureza e a dinâmica do nosso modelo educacional sempre privilegiaram métodos, nos quais, a capacidade de abstração e de questionamento frente uma realidade objetiva sempre foi motivo de desprezo e profunda aversão. Diante desses fatos, nada mais objetiva que a explicação de Karl Marx, filósofo e teórico da construção do socialismo como modelo de sistema econômico, político e social para quem. O processo de naturalização das desigualdades frente a um corpo social se dá de várias formas e através de inúmeros mecanismos de controle social que gradativamente levam o indivíduo a não mais perceber-se desigual passando achar natural, toda e qualquer impossibilidade de acesso aos bens que proporcionaria uma vida digna como também a negação ao exercício de sua plena cidadania.
A meu ver a sociedade brasileira, de há muito vem sendo objeto desse tipo de controle social, não é por acaso que a nossa história política teve na construção do acordo e da acomodação de algumas poucas forças políticas no poder, coligindo sempre para a não ruptura. Proporcionando ao longo da história certo padrão e estrutura de poder que de fato não permitiu alternância e nem renovação política que consubstanciasse mudanças estruturais em nosso modelo sócio-econômico.
A PROPÓSITO, ME DETIVE COM ESSA RESENHA DE UM LIVRO – DO AUTOR PORTUGUÊS: Albino Forjaz de Sampaio – QUE DE ALGUMA MANEIRA TEM A VER COM TEMA ORA ABORDADO, O QUE ME FEZ UTILIZAR O FAMOSO CONTROL “c” CONTROL “v” E COLOCAR NO ÂMBITO DO MEU DESPRETENCIOSO E NÃO ESCOREITO COMENTÁRIO.
28 de Janeiro de 2011
Palavras Cínicas
“Todo homem tem em si a sua tragédia
… devo mostrar com sinceridade a minha tragédia”
Sienkiewicz
“Vi que a vida era má e escrevi estas cartas.
Se as leres no meio de um festim
as porá de lado com enfado,
mas buscarás a sua consolação
quando o mundo te fizer chorar.”
Albino Forjaz de Sampaio
Palavras Cínicas – Última Carta
Nascido em Lisboa, no final do XIX[1], Albino Forjaz de Sampaio entrou para a história da literatura como um dos mais pessimistas escritores. Ainda jovem Albino começou sua carreira literária, sendo contratado para trabalhar no jornal A Luta, um dos principais jornais de caráter político de Portugal. Essa característica de jornalismo político o seguiria por toda a vida, encontrado leitores apaixonados, bem como críticos ferrenhos.
A obra que aqui analisamos é considerada a de maior importância e repercussão de toda a trajetória do autor, principalmente por seu caráter de leitura ambígua. Já no prefácio o autor explicita sobre a polarização da leitura da referida obra no momento emque a compara com Os sofrimentos do jovem Werther de Goethe e com os textos de Giacomo Leopardi[2]. A comparação que o próprio autor faz com tais autores e, principalmente com a obra de Goethe, deve-se ao fato de a obra de Sampaio ter iniciado um surto de suicídios em Portugal, tal qual a obra do autor alemão iniciara na transição do século XVIII para o XIX, em território luso inclusive. Assim sendo, o autor levanta pesadas objeções a tais críticas, afirmando que o suicídio que ocorre após a leitura de sua obra é cometido por alguns poucos e fracos espíritos humanos. Estes espíritos, por sua vez, não entenderiam a verdadeira essência da vida e do amor, temas já outrora explorados pelo autor em seu livro de contos Lisboa Trágica[3].
Após a explicação do tema e de sua autodefesa o autor demonstra o tom que permeará o livro como um todo: o pessimismo. Dessa forma, passa a demonstrar (de sua forma filosoficamente complexa) que não só o amor mas também a amizade e outros sentimentos são raros e ilusórios. A gratidão existe porque as pessoas desejam sempre mais. O dinheiro, por outro lado, é bom, mas serve a poucos senhores. A morte, desta forma, passa a ser aconselhada àqueles que não podem ou sabem triunfar sobre a vida.
O livro é composto de oito cartas endereçadas poeticamente a um amigo determinado identificado diretamente com o leitor. Na primeira carta notamos uma característica fundamental e importante para a análise da obra como um todo: a atitude estilística do autor, que ora é nitidamente romântica e outra, completamente realista. Nesta primeira carta, o romantismo fica identificado com a atitude do autor com o espaço. O autor faz o paralelo entre o seu bairro, que é afastado, e a cidade em si. Por outro lado, percebemos atitudes completamente dispares do romantismo (entendido aqui em sentido estrito), como é o caso da presença do ateísmo, representado na necessidade de ser mau e duro e na sentença: ou será vencido ou vencedor. Vença!
Em sua segunda carta, Sampaio demonstra conhecimento da obra de Dostoievski admirado por românticos e realistas. O ponto central da carta é a necessidade de debater sobre o que é a vida. Talvez, por esse motivo começar com um dos fundadores do existencialismo.
A terceira carta é uma crítica ao amor dado à mulher idealizada, tão comum no pensamento romântico. Em essência, essa carta está relacionada às mulheres e aos perigos do desejo. As mulheres representam um perigo na visão do autor, uma vez que, todos e, portanto, tudo de ruim veio do ventre das mulheres reais.
Uma das cartas mais poéticas é a quarta. A sua escrita analítica explicita que em tudo e em todos no mundo existe uma tragédia, bem como explícito em nossa epígrafe que também é utilizada pelo autor na coletânea. Além de demonstrar as possíveis mentiras da religião, o autor mostra novamente um traço de sua escrita: o afastamento da cidade em direção ao seu bairro, que fica acima (real e simbolicamente) de toda a urbanidade existente.
Por sua vez, a quinta carta é, diretamente, uma aproximação do pensamento de Maquiavel, sugerindo a necessidade de lutar para se manter no topo da vida (da possibilidade da roda da fortuna maquiavélica). Logo, essa carta se funda num misto de romantismo e realismo, sendo a mais representativa desta característica.
A sexta e a sétima carta possuem um tema em como: a morte. Nelas, percebemos a temática da morte e do suicídio como solução para os infortúnios da vida e como certezas humanas, dessa forma, toda a possibilidade do ato de morrer é tida como salvadora do espírito humano, mostrando, portanto, um profundo pessimismo perante a existência humana.
A última carta possui o mesmo tema central pessimista. E, para a amplificação deste tema o autor se utiliza de recursos poéticos para demonstrar como em todo lugar e na alma de todas as pessoas a vida é sempre igual: ruim. Dessa forma, o autor demonstra como a essência dessas oito cartas deve ser apreendida por todos os indivíduos, enquanto pensantes e sentimentais. Esta última carta, juntamente com a quarta é uma das mais belas, demonstrando, muitas vezes, uma erudição ímpar.
Transformando os sentimentos em entidades puras, Albino Forjaz de Sampaio criou sua crítica social, invertendo toda a moralidade portuguesa de uma época, ao molde do que Oscar Wilde fizera na Inglaterra. Porém, o autor ia além e, mais que qualquer crítica, concluiria que a vida que se vivia no momento não valeria num mundo onde apenas se encontrariam sentimentos ruins. A escrita do autor é complexa muitas vezes e de intensa beleza em outras, aparecendo criações de palavras e novas interpretações de conceitos. Percebe-se, ainda, em toda a essência da obra características românticas e realistas, traço fundamental que acabou caracterizando o autor por toda a sua produção literária.
Um abraço
FRANSUÊLDO VIEIRA DE ARAÚJO.
OAB/RN. 7318.
Livro
ábri paragrufu i traveçáum
– me paressêu qui é um intêrru de crenti narrado pôr gauvão fezes buenu. confeçu qui eu num intendi. dá pá ripiti íço ai ôtra vêiz? i in portugueiz?
pontu fináu
Zé – Alssiliá di Çéuventi di Prêdêru – OACPB 323232 – al çêu dispô.