
O ator Roberto Bolanõs, intérprete e criador do personagem Chaves, da série de mesmo nome, passou mal durante cerimônia (foto) em que foi homenageado, no último dia 29 de fevereiro. Aos 83 anos, ele chegou a ser levado ao hospital, mas logo foi liberado. Em casa, tranquilizou os fãs via internet, dizendo que estava tudo bem. Essa foi sua última aparição pública, mas ele continua vivo, e bem atuante no Twitter. Seu endereço na rede social é twitter.com/ChespiritoRGB. Na foto acima, como os atores que interpretavam Dona Florinda, professor Girafales e Seu Barriga.
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– Meu filho, quero que sejas marinheiro.
– Marinheiro? pô pai…
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I – A grande imprensa vem comentando bastante acerca de uma possível junção entre DEM e PSDB. Não creio que seja possível. Apesar de os dois partidos estarem na oposição ao governo federal, eles diferem bastante quando se trata de origem, história e objetivos.
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II – O PSDB foi criado em 1988 para ser um partido de centro-esquerda, como sugere o próprio nome: Partido da Social Democracia Brasileira. Entre seus fundadores encontramos pessoas que lutaram contra a ditadura e que pregam o compromisso com os interesses populares. Na ata de fundação temos os nomes de Fernando Henrique Cardoso, Franco Montoro, Bresser-Pereira, Mário Covas, Artur da Távola, José Afonso da Silva, entre dezenas de outros de grande importância para a democracia e questões sociais.
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III – Vale lembrar que o Bolsa-Família foi criado durante o governo FHC, com o nome Bolsa-Escola.
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IV – O governo petista “empurrou” o PSDB para a oposição, onde está o DEM, este sim um partido de direita, defensor do estado mínimo e com práticas conservadoras. Partido que caminhou lado a lado com os generais no regime ditatorial. Apesar de estarem no mesmo barco, DEM e PSDB são diferentes, por isso não acredito na junção entre ambos.
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A venda de vinhos importados no Brasil vem aumentando consideravelmente nos últimos anos. Em 2011 consumimos 24,5 milhões de litros de vinho chileno, 16,6 milhões de argentinos, 12 milhões de italianos, 8,3 milhões de português e 3,1 milhões de francês. A entrada de tanto vinho importado no Brasil vem desagradando, contudo, os produtores nacionais, que estão fazendo lobby junto ao governo federal para que a taxa de importação suba de 27% para 55%. Caso a medida seja adotada, nossa indústria de vinho vai se estagnar, motivada pela falta de concorrência.
Respostas de 2
Prezado Erasmo,
Do rol de pessoas citadas na postagem como fundadoras do PSDB, exclua o nome do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) como pessoa que tenha enfrentado a ditadura militar como outros que efetivamente o fizeram.
Ele, FHC, anda longe de ter tido uma participação antiditadura à altura do que tiveram Leonel Brizola, Luiz Inácio Lula da Silva, Ulisses Guimarães, Lamarca, Chico Buarque de Holanda e tantos outros, muitos dos quais pagaram com a própria vida na luta contra o regime tirano e antidemocrático dos generais e de gente como Tarcísio Maia, José Agripino Maia e outros nascidos no berço da ditadura militar.
FHC nunca sofreu sequer um empurrão de um soldado de polícia.
Quando a coisa ficou pior e insuportável, ele saiu às escondidas e foi posar de intelectual de esquerda na Europa, onde inclusive lecionou em universidade mundialmente conhecida.
Lutar contra o regime, como fizeram os outros, ele nunca o fez.
Aécio Cândido (hoje vice-reitor da UERN), Crispiniano Neto (jornalista, escritor, agrônomo e poeta), José Wellington Diógenes (advogado), Luiz Alves (bancário) e outros nomes mais aqui de perto de nós tiveram maior participação no combate ao regime que criou José Agripino Maia do que Fernando Henrique, que sempre teve muita pose de intelectual e pouca ação em prol da democracia.
E não foi à toa que ele, FHC, levou o seu partido, o PSDB, que tinha no seu nascedouro pessoas como Mário Covas (este, sim, lutou contra o regime militar), para se juntar ao PFL, antiga UDN, ARENA e PDS, e atual Democratas.
Não foi o PT quem empurrou o DEM para o PSDB. Eles se abraçaram, porque são bastante parecidos na prática.
Isso tanto é verdade que o vice-presidente da República no governo do PSDB, nos dois mandatos de FHC, foi do PFL. Inclusive Marco Maciel, de Pernambuco, assim como José Agripino Maia (DEM) e Antonio Carlos Magalhães (DEM), todos aliados de FHC e do PSDB, também foi cria política da ditadura militar, que matou muita gente nos anos de chumbo da história recente deste País.
A relação quase simbiótica do PSDB com o DEM é vista País afora, onde os dois estão sempre juntos nas composições das chapas majoritárias a cada eleição: o candidato a governador é de um, o candidato a vice é do outro; o candidato a senador de um deles logo recebe o apoio do outro partido, e assim por diante.
Permita-me discordar, mas FHC nunca foi o político de esquerda que apregoa ser. Também nunca enfrentou o regime militar. Até fez cena, mas só isto!
Alcimar A. de Souza (M. Targino)
Quem juntou PSDB e DEM não foi o PT. Eles que se amigaram na gestão FHC. Só lembrar que o vice de Fernando Henrique foi Marco Maciel, do DEM (na época, PFL)