Tio Colorau

Por Erasmo Firmino

31 de outubro de 2012
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I – Incrível como ainda há políticos como José Serra (PSDB), que insistem em fazer campanha na base da agressão ao oponente. Sua derrota à prefeitura de São Paulo é mais um exemplo, entre tantos outros, de que a população rejeita esse estilo “soco no estômago” de fazer campanha.

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II – Mesmo com a desaprovação dos marqueteiros e dos próprios colegas de partido, o candidato tucano decidiu atacar o opositor Fernando Haddad (PT), sobretudo com o mensalão e o chamado kit-gay. A tática, como já era esperado, não deu certo, e com a derrota para um “poste” de Lula, ele sepultou de vez sua carreira política. “O Serra não escuta ninguém”, é a frase mais dita por quem o circunda.

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III – Outros políticos e candidatos tucanos, que possuem um estilo mais “paz e amor”, vêm conseguindo êxitos em suas carreiras. Em Manaus (AM), Arthur Virgílio, que passou a campanha flertando com os movimentos sociais, ganhou fácil de sua opositora. Nas Minas Gerais, o senador Aécio Neves nem parece que é da oposição. Marconi Perillo, em Goiás, é outro exemplo de tucano alinhado com o novo jeito de fazer política.

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IV – Diante de tanto exemplo, será que ainda haverá alguém que insistirá em promover campanhas de baixo nível?

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V – Para o cientista político Gaudêncio Torquato, o único ataque que o eleitor ainda aceita é aquele feito contra as propostas do adversário. Cita um caso de São Paulo, onde o candidato Celso Russomano apresentou uma proposta sobre transporte público e os opositores provaram que aquilo jamais poderia ser cumprido, era inexequível. O candidato então perdeu muitos votos, caindo de primeiro colocado nas pesquisas para terceiro colocado no resultado final.

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Hoje, o presidente da PREVI-Mossoró, advogado Paulo Afonso Linhares, terá reunião às 16h, em Brasília, com Garibaldi Filho, ministro da Previdência. Eles tratarão da compensação financeira que o INSS deverá pagar pelos anos de contribuição dos servidores públicos municipais, além de outros assuntos de interesse do órgão local.

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Em Governador Dix-sept Rosado, a dermatologista Isaura Rosado teve 23 votos na disputa para a Câmara Municipal. O número é espantoso, não por ser pouco, mas por ser muito. Ela não fez campanha e não pediu votos.

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O eleitor não vota nulo, ele anula o voto. Na urna não há essa opção de “nulo”. Para o TSE, os votos anulados pelos eleitores, por erro ou de propósito, são considerados NULOS. Assim, não diga “eu votei nulo”, diga “eu anulei o voto”, se assim você o fez.

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A ministra Carmem Lúcia, presidente do TSE, não quer que ninguém com pendência no registro de candidatura seja diplomado. Ela já avisou que processos que tratam deste assunto estão tendo prioridade total no órgão.

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“Entre quatro paredes, com meu marido, eu sou a maior quenga do mundo”. (Ivete Sangalo”.

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I – Será hoje, às 19h01, no Requinte Buffet, o lançamento da Chapa 01, “Pra OAB Seguir Avançando”, que tem como candidato a presidente Aldo Fernandes e candidato a vice-presidente Jonas Segundo. Aguarda-se uma considerável presença de advogados. A chapa tem o apoio do atual presidente da OAB Subseccional Mossoró, Humberto Fernandes.

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II – Antes do lançamento o advogado Aldo Fernandes terá compromisso com a imprensa. Participará ao meio-dia do programa Observador Político, exibido pela TV Mossoró e FM Resistência.

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Respostas de 3

  1. Caro Tio Colorau, respeitando o seu reconhecido conservadorismo, o qual da asas aos impulsos fascistas do BOCA DE CHAFURDO.

    Mesmo a despeito e (ou) a propósito dsso, por que não transcrever esse realista e lúcido artigo de SAUL LEBLOM:

    A piracema progressista

    quarta-feira, 31 de outubro de 2012 01:24:23
    Vou deixando para amanhã artigo e notas para abrir espaço a este excelente artigo do impagável Saul Leblon do site Carta Maior. Vejamo-lo: Vista a partir de retinas embaçadas de cansaço ou ideologia, a transformação social parece uma impossibilidade aprisionada em seus próprios termos: as coisas não mudam, se as coisas não mudarem; e se as coisas não mudarem, as coisas não mudam… O sistema de produção baseado na mercadoria cria e apodrece previamente as pontes das quais depende a travessia para uma sociedade justa e virtuosa. Rompe-se o lacre da fatalidade no pulo do gato das sinapses entre condições objetivas e subjetivas, diz a concepção materialista da história. Mas a dialética dura das transformações não é uma mecânica hidráulica. Não é maquinaria lubrificada, autopropelida a toque de botão. A história é um labirinto de contradições, uma geringonça que emperra e se arrasta, desperdiça energia e cospe parafusos por onde passa. Para surgir um ‘Lula’ desse emaranhado tem que sacudir muito a estrutura. Greves, levantes, porradas, descaminhos etc. Dói. Demora. Décadas, às vezes séculos.Uma liderança desse tipo – e aquelas ao seu redor; ‘uma quadrilha’, diz o vulgo conservador – constitui um patrimônio inestimável. Mesmo assim, é só o começo; fica longe do resolvido. A ‘pureza’ política pretendida por alguns juízes do STF é pouco mais que uma bobagem de tanga disfarçada de toga diante do cipoal da história.A cada avanço, não regredir já é um feito Quarenta milhões passaram a respirar ares de consumo e cidadania após 11 anos de governos progressistas no país. É uma espécie de Pré-sal de possibilidades emancipadoras. Como evitar que essa riqueza venha a se perder nesse sorvedouro de futuro escavado por júniores & virgílios? Lula talvez tenha intuído o ponto de esgotamento do cardume ao final da piracema histórica impulsionada pelos grandes levantes operários do ABC paulista, nos anos 70/80. Ao final de uma piracema, a ‘rodada’ do conjunto exaurido leva uma parte à morte; outra se deixa arrastar por correntezas incontroláveis; um pedaço sucumbe a predadores ferozes. Lula precisava de um novo e gigantesco laboratório forrado de desafios e recursos para gerar contracorrentes, revigorar, sacudir e renovar a piracema progressista brasileira.São Paulo tem o tamanho da alavanca necessária para fazer tudo isso e irradiar impulsos talvez tão fortes quanto aqueles derivados das assembleias históricas que dirigiu no estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo. Haddad, os intelectuais engajados, os movimentos sociais e as lideranças mais experientes do campo progressista terão que movê-la a partir de agora e pelos próximos quatro anos.Está em jogo o próximo ciclo de mudanças da sociedade brasileira. Colunistas sabichões dizem que ‘se isolarmos São Paulo’, Lula fracassou. Eles não sabem do que estão falando; apenas ruminam líquidos biliares da derrota na forma de desculpas para a explícita opção pela água parada do elitismo. Topam um Serra cercado de malafaias & telhadas. Mas abjuram a correnteza de um PT – ‘sujo pela história’, na sua ótica. Testam versões para abduzir a derrota esmagadora da água podre na figura do delfim decaído, José Serra, em São Paulo. Continuemos nas Notas Curtas.

    QUEM SABE, SEUS LEITORES COM UM MÍNIMO DE ISENÇÃO E SOBRIEDADE POLÍTICA, poderão desfrutar de algo não disponibilizado pelos boca de xafurdo da vida.

    UM ABRAÇO

    FRANSUÊLDO VIEIR DEARAÚJO.
    OAB/RN. 7318.
    oab/rn.

  2. Pelo visto, gostas muito de uma boa leitura. Em assim sendo, vou dar uma contribuição indicando alguns bons livros.

    A primeira indicação, é um livro que não pode faltar na cabeceira da cama dos brasileiros honestos.

    http://3.bp.blogspot.com/-5S-mm-nbmMw/UGO9hZYet5I/AAAAAAAAYs8/JCcmeVwr2Z8/s1600/Pa%C3%ADs+dos+petralhas+2.jpg

    Depois de ler esse best sellers, envie um comentário dando sua nota, que não pode ser menos de 9,9 e mais de 10.

    Fique a vontade.

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

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