Tio Colorau

Por Erasmo Firmino

27 de abril de 2012
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 Hoje pela manhã a cidade de Governador Dix-sept Rosado foi palco de mais um crime de homicídio. A senhora Edite Maria de Souza (foto), de 73 anos, estava varrendo a calçada quando foi atingida, a facadas, pelo seu ex-marido, Francisco Carlos de Souza (Chico de Izidério) de 66 anos.

O casal conviveu junto de 1968 a 1982, período em que tiveram SEIS filhos. Após a separação, eles chegaram a se reconciliar algumas vezes, mais de uns anos para cá houve a separação definitiva, com consequente disputa JUDICIAL pelos bens adquiridos durante a união.

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Vizinhos ouvidos pelo blog disseram que ontem a vítima havia dito que estava sendo importunada pelo ex-esposo, em razão de uma ação judicial recentemente protocolada. Disse ainda que havia ido a delegacia relatar as agressões que estava sofrendo.

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Após ser atingida, dona Edite chegou a andar alguns metros, em busca da casa vizinha, mas logo caiu. Uma ambulância foi acionada e fez o socorro, mas a vítima veio a óbito antes de chegar ao hospital. O acusado evadiu-se do local, não tendo sido localizado até o momento.

É o segundo crime de homicídio ocorrido na cidade em menos de quinze dias. O sinal amarelo acendeu.

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Uma resposta

  1. Ainda em pleno século XXXI, a cultura da violência e, sobretudo a cultura das relações de posse e de propriedade no ãmbito das relações afetivas continua a vitimar tanto mulheres(principalmente) quantos homens.

    A esse respeito cabem inúmeras análises e opiniões, que, não raro nos leva a acreditar que em muitos casos, a desconfiança do outrem, em saber onde está, o que está fazendo… são martírios inacabáveis para quem o sente. O amor é despreendimento já o ciúmes normalmente é vivenciado de maneira desequilibrada e notoriamente atrave´s de atos possessivos, onde neste caso parece dominar a paixão. A mulher muitas vezes costuma ser mais leal, fiel… já o homem não tem tais virtudes. No caso do homem, como dominar tais sentimentos de posse e desconfiança, e a mulher, qual a receita para conviver na brandura, sabendo da possibilidade do homem a traír….!!!???

    Mesmo a despeito de todos os avanços políticos, sociais e tecnológicos, que, indiscutivelmente possibilitaram à mulher um maior espaço político e social no ambito da socidedade moderna, há um longo caminho pra que homens e mulheres partilhem e definitivamente possam enxergar minimamente, que, tentar domesticar as diferenças não seria a solução mas sim estabelecer o diálogo na busca de uma maior equidade.

    Diálogo esse que não se faz apenas nas relações afetivas mas nas relações de poder mais amplas.

    Dessa forma poderia emergir em cada um a verdadeira responsabilidade pelo outro e a possibilidade do vinculo amoroso que se separa da posse e do poder.

    Só assim, criaríamos uma real perspectivamente de vivenciarmos relações de afeto minimamente equanimes e pautadas na criatividade, mas, sem jamais renunciarmos ao fogo da paixão, a picardia e o incenso do ciúme que além de serem imanentes às relações humanas, muito contribuem, também, para temperá-las trazendo o sal do prazer tão necessário e tão peculiar a condição humana.

    Um Abraço senhores Web-leitores.

    FRANSUÊLDO VEIIRA DE ARAÚJO.
    OAB/RN. 7318.

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