Por mês, 25 toneladas de cédulas de Real são despejadas no aterro sanitário de Brasília. Antes de saírem do prédio do Banco Central, as notas são trituradas e prensadas, formando tijolos de 1 kg. A quantidade refere-se apenas ao dinheiro que circula no Centro-Oeste e Manaus. As outras 09 sedes do Banco Central no Brasil são responsáveis pela inutilização das cédulas de sua área de competência.
Hoje, no Brasil, há 4,8 bilhões de cédulas de Real em circulação, 40% delas são substituídas todos os anos, o que significa que 02 mil toneladas de dinheiro são jogadas no lixo no período.
Cada cédula custa R$ 0,21 para ser produzida. As notas de R$ 2 e R$ 5 duram em média um ano, e as de R$ 50 e R$ 100 duram em média três anos. As notas de plástico duravam bem mais, mas a população não as aprovou. Ano passado, o Banco Central gastou R$ 472 milhões para imprimir novas cédulas.
Com a Política Nacional de Resíduos Sólidos entrando plenamente em vigor em 2014, o Banco Central não poderá mais jogar as notas fora. Estuda-se o que fazer com toneladas de papel-moeda picado.