Tio Colorau

Por Erasmo Firmino

23 de julho de 2012
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Em todo processo eleitoral uma velha dúvida volta à tona, mas ela acaba não tendo efeito algum no resultado final da corrida por votos. Votar em branco e anular o voto é a mesma coisa? sim! votar em branco é uma opção do eleitor e o voto nulo acontece quando o eleitor erra no momento da votação, digitando na urna eletrônica um número que não pertence a nenhum candidato. Os votos brancos e nulos não são válidos.

Na verdade a confusão acontece devido a interpretações confusas da legislação eleitoral e também à mudança na legislação, pois foi após uma lei de 1997 que o voto em branco deixou de ser válido. Nas eleições do ano de 2004, por exemplo, foi muito disseminado pela internet um e-mail anônimo que apregoava que os votos nulos poderiam anular a eleição, caso ultrapassassem 50% do total dos votos. Houve até campanha em veículos de comunicação para que os cidadãos anulassem seus votos, o que não alteraria em nada o cenário final da eleição. O que aconteceu naquela oportunidade foi uma confusão entre os termos “voto nulo” e “nulidade da votação”.

A Lei 9.504, de 30 de setembro de 1997, foi bastante clara quanto à validade dos votos brancos e nulos em seu artigo 3º: “Será considerado eleito prefeito o candidato que obtiver a maioria absoluta de votos, não computados os em branco e os nulos”. Mais uma vez fica bastante claro que votos brancos e votos nulos não servem para anular eleições. Em todos os casos de eleições majoritárias elegem-se os candidatos que obtiverem a maioria dos votos válidos.

Tal vale também para os municípios onde há apenas um candidato a prefeito. Se este conseguir apenas um voto já é eleito, vez que os votos brancos e nulos não são computados.

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Respostas de 6

  1. Realmente não anula eleição, mas será que somos obrigados a tentar advinhar qual o menos pior? Anular o voto vale é o meio mais fácil para constestar esse sistema eleitoral carcomido, frágil e capenga q vem servindo aos calhordas desse Brasil. Dá uma espiada lá em “Congresso em Foco”.

  2. Eu tenho esperança de um dia não ser mais necessário ter que ir votar ou justificar a falta junto ao TSE, e não venham com essa coversa besta de exercer o nosso direito de democracia.

  3. CONVITE MISSA O1 ANO DE FALECIMENTO DE ZÉLIA MOTA

    Os familiares da senhora Maria Zélia Mota de Paiva

    consternados com seu falecimento, convidam parentes 

    e amigos para se fazerem presentes na Missa de 1 ano 

    de seu falecimento, que será realizada terça feira, dia 24 

    de julho, às 17hs , na Igreja de São José. 

    Os familiares agradecem a todos que comparecerem a 

    este ato de fé e solidariedade cristã.

  4. Meus Caros “Caríssimos” a democracia necessariamente pressupõe direitos e deveres.

    Democracia não é como alguns incautos individualistas pensam, uma lata de doce de leite ou um chocolate caramelizado.

    Igualmente a qualdiade dos políticos e desse sistema eleitoral – com dito – carcomido, também necessariamente refelta a qualidade do eleitor e do cidadão despolitizado/politico brasileiro.

    Caríssimos, não podemos esquecer que a calhordice dos políticos, salvo rara exceções, é, e reflete direta e fielmente a calhordice que dia-a-dia o eelitor e cidadão brasielrio desfila vivencia em seu cotidiano de corrupções ativa e passivas, jeitinhos, pulos do gato, leis de gérsons, useiras e veseiras, usadas e abusada, usufruidas e manutenidas em sua filosofia individualista e macunaímica.

    Caros, polítiicamente somos apenas e tão somente um país de adolescentes com inúmeras riquezas natrurais, porem com uma origem e contradição, que necerssariamente resultou e resulta num processo de transformação social lento, moroso e claudicante, longe dos nossos febris sonhos de um país dito de terceiro mundo com assim determina o PIG em suas midiáticas, engandoras e ilusórias encenações alienígenas, sempre propagadoras do famoso complexo de vira-latas.

    Não esqueçam, tenho apenas quinhentos desde o dito descobrimento/invasão e (ou) como alguns dizem achado do acaso.

    Por conseguinte, temos que ainda comer muito arroz com feijão e (ou0 hamburgueres como queres o samericanos do norte, prá que fetivamente possamos ter a capacidade de pensar coletivamente umprocesso democrático.

    POR ÚLTIMO, QUERO LHES AFIRMAR COM CONVICÇÃO… NA PRÁTICA, O VOTO EM BRANCO REFLETE O BRANCO MAIS SEM LUZ QUE POSSAMOS IMAGINAR E NECESSARIAMENTE SE TRADUZ EM QUERER RESOLVER O PROBLEMA DO FRIO ENXUGANDO GELO E, IGUALMENTE O PROBLEMA DO INCENDIO ENSACANDO FUMAÇA.

    O mais são basófias, quinquilharias, stresses e estridências de alguns desinformados, alguns de má fe e de milhões de alienados.

    Um baraço

    FRANSUÊLDO VIEIRA DE ARAÚJO.
    OAB/RN.

  5. DIGO, TEMOS APENAS QUINHENTOS ANOS DESDE O DESCOBIMENTO

  6. ANULAR OU VOTAR EM BRANCO – Acho uma aberração um ato desses, se for de propósito. Enquanto tantos países lutam para ter eleições, nós aqui temos o privilégio de escolher nossos representantes. Votar deve ser entendido como um dever cívico, um dever para com a Pátria. Que bom poder votar livremente, com vários candidados para escolher. Acho que os políticos fazem o melhor que podem, porque isso é adstrito ao ser humano; sempre queremos fazer o melhor, naturalmente. Penso que a imprensa maltrata muito nossos representantes e devia deixá-los trabalhar sossegadamente. Lamento, contudo, ter tido conhecimento de que 64% dos projetos apresentados em nível nacional versem meramente sobre nome de rua! Acho que isso devia mudar, mas é só uma observação. Também acho que os salários são meio fora da realidade, mas se se chegou a tais números, devem ser justos. Já quanto à frequência, deve estar no ponto ideal; de que adianta ir e ficar enrolando? Lendo revistas, jogando paciência no computador, telefonando para saber se o cachorro já voltou do veterinário? É melhor que o trabalhador vá para trabalhar mesmo, justificar o valor pelo seu trabalho. Tomara que haja eleição de novo este ano aqui em Mossoró, pois gosto muito de comparecer às urnas, ver a festa que se faz, o buzinaço truando pela cidade, bombardeio tal qual final de campeonato, e todos os encantos que essa alegria proporciona, isso sem falar no embate que a antecede, com os candidatos num gládio ferocíssimo, atacando uns aos outros; acho muito bonito mudar de partido! Sempre podemos mudar. Algumas coisas nunca mudam, como, por exemplo, o amor por um time de futebol, mas de partido se pode mudar. É dito que a cabeça é redonda para fazer o pensamento mudar de direção. Oras, se o candidato é inimigo mortal do outro mas depois encontra razões para vir a integrar o partido, que mal há nisso? Se numa versão futura de Batman houvesse a união com o Coringa pelo bem de Gothan City algum fã do homem-morcego iria deixar de ver o filme? Duvido muito! Já se viu coisa parecida na prática, foi em 1986, na Olimpíada de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Karpov, que acabara de perder a coroa mundial do xadrez para Kasparov, no match de 1985, jogou lado a lado com o rival, tudo para defender o interesse do país, a então União Soviética! Um repórter americano, vendo os dois trocando ideias antes das partidas (já que durante é proibido), perguntou a Karpov: “Ele não é seu inimigo?” E a resposta foi “Não, não é! Muito pelo contrário, é meu maior amigo durante a Olimpíada. Depois dela sim, voltará a ser inimigo” (No mesmo ano, para celebrar o primeiro centenário do campeonato mundial de xadrez, as cidades de Londres e Leningrado foram sede do novo match válido pelo certamen mundial, que foi jogado entre . . . Karpov e Kasparov!). O importante é que a coletividade ganhe, mesmo em desrespeito à história do candidato ou do partido em si. O voto em branco ou nulo, pelo que sempre soube, não são válidos; o eleitor pode ter errado ou se esquecido de votar, etc. Simplesmente não deve ser contabilizado no escrutínio, não é levado em consideração. Já fui mesário em várias eleições lá em Areia Branca e estudei com afinco para um concurso do TRE (nem sei de que Estado, mas não era o RN), há alguns anos, mas não obtive êxito, embora tenha alcançado a classificação por milagre. Sou daqueles que, embora não empunhe a bandeira, procura saber dos projetos do candidato para tentar fazer a melhor escolha.

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