A eleição para vereador em Mossoró será a mais fragmentada da história. Pululam candidatos de todos os lados, cores, ideologias, grupos etc. O voto será muito dividido. O surgimento de novos candidatos tende a tirar os votos dos que hoje ocupam cadeiras na Câmara Municipal, ante a descrença da população com os políticos em geral. Qualquer novo nome se torna uma opção para não votar nos tradicionais. Dos atuais 21 vereadores, apenas uns 08 ou 09 conseguirão ser reeleitos.
O jogo vai ser bruto. As bases estarão repletas de candidatos novos, com discursos novos etc., o que atrairá o voto dos jovens e dos novos eleitores. Tivemos uma renovação considerável no último pleito, e nessa que se avizinha a tendência é que as mudanças sejam maiores ainda.
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Por falar em Câmara Municipal, alguns estudantes ficaram pé e querem que os vereadores revoguem o aumento salarial que concederam a si mesmos. O presidente da Casa, vereador Jório Nogueira (PDS), pediu aos estudantes que enviassem a pauta de reinvindicação deles, os quais disseram que não tinham pauta nenhuma, queriam a revogação do aumento.
Nesta eu fico do lado dos vereadores. Ora, toda categoria tem direito a aumento salarial, do presidente da República ao ASG de uma prefeitura do interior. Além do mais, os vereadores não fizeram nenhuma inovação. É praxe aumentar os salários para a legislatura seguinte. Por fim, o repasse constitucional para a Câmara Municipal não será alterado, ou seja, eles trabalharão dentro do percentual o qual tem direito.
Sou entusiasta das lutas estudantis, mas esta eu discordo veementemente. Vereador também é gente.
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O preço do feijão está nas alturas, sobretudo o carioca, que é o mais vendido (70%). O motivo está no clima. O Paraná, maior produtor mundial, passou por muitas oscilações climáticas desde o início do ano, o que atrapalhou a produção. O agricultor que costumava colher sete toneladas de feijão, colheu apenas quatro. A tendência é que o preço só baixe nos últimos meses do ano. Assim, se você avistar uma promoção, é bom comprar em grande quantidade.
Em Mossoró, o quilo do feijão carioca nos supermercados gira em torno de R$ 9,50, valor equivalente ao pacote de cinco quilos de arroz. Como alternativa, as donas de casa estão comprando feijão preto, que é um pouco mais barato. Outras opções incluem o feijão de corda, vendido na Cobal a R$ 6,00; e o feijão verde, negociado a R$ 7 ou R$ 8.
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A CBF tem até hoje para definir o local do clássico Flamengo x Fluminense, agendado para às 16h do próximo dia 26 de junho. Foi divulgado à larga que o local seria a Arena das Dunas, em Natal, mas ainda não houve confirmação oficial. Como potiguar, espero que o local do evento seja mesmo a arena de Natal, mas há quem fale que será no Mané Garrincha, em Brasília.
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Um amigo veio me dizer que o imperador Pedro II só conheceu a esposa após 80 dias de casado, coisas da monarquia. Ora, meu amigo, tem gente que passa a vida toda casado e não conhece, e outros que só conhecem após o casamento. Não me causa espanto algum. Rsrsrs. E vice-versa.
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Falando em Pedro II, ele costumava dizer que a ciência era ele. Na realidade, ele não era necessariamente um gabola. Ao dizer isso, tentava mostrar que foi o primeiro a investir maciçamente em educação e criar institutos para incentivar estudiosos a contar a história do país, bem como mapear seus aspectos geográficos. Criou assim o Instituto de História e Geografia do Brasil (IHGB).
Na literatura, incentivou os escritores a falarem do nosso povo indígena, o qual representava nossa cultura real. Apesar de a maioria da população ser escrava, eles não representavam nossa cultura. Assim, os autores do romantismo foram quase todos indigenistas (José de Alencar, Gonçalves Dias, Gonçalves de Magalhães).