Tio Colorau

Por Erasmo Firmino

8 de maio de 2021
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Dia desses fui removido de um grupo de WhatsApp formado majoritariamente por bolsonaristas de fé, pessoas que vivem alheias à verdade, que enxergam no presidente uma divindade, um ser supremo incapaz de cometer qualquer erro, alguém que só quer o bem do Brasil, mas que é impedido pelas forças do mal, blá blá blá.

Como eu não me continha e por vezes desmascarava uma fake news fabricada no gabinete do ódio, fui removido. Não professava a fé deles. Na expressão da moda, fui cancelado.

A prática do cancelamento vem de longe, uns 2.500 anos. Na Grécia antiga, os cidadãos se reuniam e escreviam em óstracos (ostrakon) o nome de quem eles queriam ver longe do convívio daquela sociedade. Os motivos eram os mais diversos: traição, mentira, incesto, adultério. As reuniões ocorriam uma vez por ano.

Quem recebesse 06 mil votos era convidado a sair da cidade, podendo voltar, caso quisesse, após dez anos. O nome ostracismo vem daí.

Até chegar aos dias atuais, ainda passamos pelos bodes expiatórios, degredados e berlindas, mas aí são outros quinhentos.

OBS. Publicado originalmente na revista virtual Papangu.

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Respostas de 2

  1. Tio, acho que você tem os nervos de aço, porque é difícil dialogar com um bolsominion. Você foi “cancelado” do tal grupo, porque os bolsonaristas não têm como argumentar e não sabem. Essa maldição que estamos vivendo, ainda é fruto do regime escravocrata que deixou sequelas para a eternidade… O homem de “bem” não se rebaixa, as pessoas de “posse” são superiores. PURA HIPOCRISIA E EXPLORAÇÃO.

  2. Exatamente isso, muitos passam o dia espalhando as fake news produzidas no gabinete do ódio, aí quando a gente esclarece que aquilo não é verdade eles se chateiam e parte para agressão. Querem impor a mentira a força, criando uma realidade paralela.

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