Tio Colorau

Por Erasmo Firmino

25 de outubro de 2009
3

 

Como já anunciei ontem, a partir de hoje o jornalista Bruno Barreto abrilhantará este espaço, semanalmente, com curiosidades sobre futebol.

 

Bruno Barreto é editor de política d’O Mossoroense, no entanto, reserva suas folgas para se aprofundar nos assuntos ligados ao futebol, uma de suas paixões. Neste post de estreia ele traz dois excelentes textos, um sobre Pelé e outro sobre Parreira. Quem quiser manter contato direto com Bruno Barreto envie e-mail para [barreto269@hotmail.com].

 

Vamos aos textos:

 

 pele

 

PELÉ – Vamos estrear com o pé direito lembrando o Rei Pelé que completou 69 anos na sexta-feira. Os números dele impressionam. Pelé disputou quatro copas do mundo. 1958/62/66/70. Só não esteve na de 1974 porque não quis. Foram 12 gols sendo três deles em finais, o que lhe coloca entre os maiores artilheiros dos jogos decisivos ao lado do brasileiro Vavá (dois em 58 e um 62) inglês Geoff Hurst (único a fazer três gols numa única final) e do francês Zidane que fez dois contra o Brasil em 1998 e um contra a Itália em 2006. Em finais Pelé marcou dois contra a Suécia em 58 e fez o tento que abriu o placar contra a Itália.

 

Pelé é o jogador mais jovem numa final de Copa do Mundo quando tinha 17 anos e 249 dias (1958).

 

Apesar de ter disputado quatro mundiais, Pelé só participou da competição do início ao fim em 1970. Em 58, na Suécia, ele só fez a sua estréia em copas na terceira partida do Brasil contra a União Soviética (Brasil 2 x 0). Em 62 ele só esteve em campos chilenos duas vezes porque se contundiu no empate de 0x0 com Tchecolosváquia e não jogou mais. Em 1966, ele jogou duas das três partidas por conta de seguidas contusões. O Brasil foi eliminado na primeira fase.

 

O detalhe é que mesmo assim Pelé nunca deixou de marcar em suas participações. Em 62 fez um contra o México e em 66 outro contra a Bulgária. Ambos os jogos eram a estréia e o Brasil venceu por 2 x 0.

   digitalizar0002

 

PARREIRA – O técnico Carlos Alberto Parreira foi anunciado nesta última semana como novo técnico da África do Sul. Parreira participará do 8° mundial. Em 1970 e 74 ele foi preparador físico da Seleção Brasileira. Em 1982 ele treinou Kuwait, 1990 foi a vez de comandar os Emirados Árabes Unidos. Em 1994 e 2006 o Brasil em 1998 a Arábia Saudita. Se por um lado Parreira tem a marca positiva de ter levado o Brasil ao título mundial há 15 anos, por outro ele foi o único técnico na história a ser demitido no transcorrer do mundial. O fato ocorreu na França em 98 após uma derrota para os anfitriões por 4 x 0 na segunda partida dos sauditas no mundial.

 

Quando dirigir os donos da casa no próximo ano, Parreira será o único da história a trabalhar como técnico em seis mundiais diferentes. Atualmente ele divide o recorde com o sérvio Bora Milutinovic. A diferença é que Bora dirigiu cinco seleções diferentes em cinco mundiais seguidos: México (1986), Costa Rica (1990), Estados Unidos (1994), Nigéria (1998) e China (2002).

 

Compartilhe

Respostas de 3

  1. Geoff Hurst fez apenas dois gols na final de 1966; o outro ficou por conta da arbitragem, que viu a bola fantasma: a verdadeira quicou sobre a linha, sem entrar totalmente, o que é necessário para se declarar gol.
    Na final de 70, Pelé marcou dois gols; o árbitro alemão Rüud Gloeckner foi quem, por livre e espontânea vontade, declarou finalizada a primeira etapa do jogo contra a Itália quando a bola ainda voava em direção a Pelé. E o pênalte sobre Rivelino? Além de claro, foi indiscutível, e o erro foi duplo, porque o zagueiro merecia cartão vermelho; era o “último homem” (sem contar o goleiro, com quem o Curió ia ficar cara a cara). O placar moral daquele jogo foi 7 a 1 para o Brasil. Já vi o teipe várias vezes. Acho que o Sr. Gloeckner tava com a camisa da Azzurra por baixo do uniforme preto! Sem tirar o mérito do Zidane, um dos gols foi de pênalte.

  2. Caro Juarez. Me referi a lances validados! se fosse assim o Brasil teria derrotado Camarões nas olimpiadas de 2000 no “gol de ouro” qd só o juiz viu impedimento em um gol de Fabiano (hj no Sport).

  3. Entendi, Bruno, e corroborei suas palavras. Aliás, acho que esse é o mal do futebol, a “validação”; mesmo com tanto recurso tecnológico à disposição, o esporte parece viver ainda seus dias na Idade Média. Quanto ao jogo contra Camarões, também me lembro dele e quase o cito, e, tal como disse, é mais um episódio a macular o esporte bretão, posto que o melhor não venceu.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *