
No último dia 04 de abril usei este espaço para falar sobre a INVEJA, inclusive deixando alguns invejosos contumazes incomodados. Hoje o usarei para tratar de outro pecado capital, a RAIVA.
Vamos lá…
Alguns entendem que a raiva é um sentimento natural, podendo ser usado para corrigir injustiças, mas para os católicos a raiva é um pecado mortal, apesar de a Bíblia trazer vários episódios em que o próprio Jesus Cristo teve acessos de ira. (derrubada da Torre de Babel, queima de Sodoma e Gomorra, desabamento do dilúvio, entre outros).
Para o filósofo romano Sêneca, a raiva é uma “loucura temporária”. Talvez ele disse isso após observar que a raiva deixa as pessoas incontroláveis, foras de si. Na história, a raiva influenciou e marcou muitos acontecimentos.
O imperador Gêngis Khan (1162-1227), por exemplo, mandou trucidar homens, estuprar mulheres e destruir vilarejos. É considerado um dos homens mais cruéis de todos os tempos, detentor de uma raiva sem limites.
Na Igreja Católica, o Papa Júlio II tinha o hábito de espancar os que lhe desobedeciam, inclusive os cardeais.
Os livros de história estão repletos de casos de genocídios, massacres, torturas e execuções, tudo com alicerce na raiva e no ódio.
FRASES:
“Um homem furioso não pode ver a luz”. (Evagrius Ponticus);
“A raiva e a ira são paixões inerentes á nossa própria constituição. A falta delas é algumas vezes evidência de fraqueza e imbecilidade”. (David Hume);
“Nunca se esqueça do que um homem diz a você quando está com raiva”. (Henry Beecher).
OBS. Feito com base em matéria publicada na edição de maio da revista “Aventuras na História”.