Tio Colorau

Por Erasmo Firmino

27 de maio de 2010
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No último dia 04 de abril usei este espaço para falar sobre a INVEJA, inclusive deixando alguns invejosos contumazes incomodados. Hoje o usarei para tratar de outro pecado capital, a RAIVA.

Vamos lá…

Alguns entendem que a raiva é um sentimento natural, podendo ser usado para corrigir injustiças, mas para os católicos a raiva é um pecado mortal, apesar de a Bíblia trazer vários episódios em que o próprio Jesus Cristo teve acessos de ira. (derrubada da Torre de Babel, queima de Sodoma e Gomorra, desabamento do dilúvio, entre outros).

Para o filósofo romano Sêneca, a raiva é uma “loucura temporária”. Talvez ele disse isso após observar que a raiva deixa as pessoas incontroláveis, foras de si. Na história, a raiva influenciou e marcou muitos acontecimentos.

O imperador Gêngis Khan (1162-1227), por exemplo, mandou trucidar homens, estuprar mulheres e destruir vilarejos. É considerado um dos homens mais cruéis de todos os tempos, detentor de uma raiva sem limites.

Na Igreja Católica, o Papa Júlio II tinha o hábito de espancar os que lhe desobedeciam, inclusive os cardeais.

Os livros de história estão repletos de casos de genocídios, massacres, torturas e execuções, tudo com alicerce na raiva e no ódio.

FRASES:

“Um homem furioso não pode ver a luz”. (Evagrius Ponticus);

“A raiva e a ira são paixões inerentes á nossa própria constituição. A falta delas é algumas vezes evidência de fraqueza e imbecilidade”. (David Hume);

“Nunca se esqueça do que um homem diz a você quando está com raiva”. (Henry Beecher).

OBS. Feito com base em matéria publicada na edição de maio da revista “Aventuras na História”.

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