Servidores da prefeitura de Mossoró se reúnem em assembleia nesta quinta-feira, 13/8, para decidir se entram em greve geral a partir daquela data. A assembleia será promovida pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (SINDISERPUM), a partir das 9h30, no auditório do Serviço Social da Indústria (SESI).
Segundo a vice-presidente do SINDISERPUM, Marilda Maria, todos os servidores estão sendo convocados. “É uma assembleia muito importante em que os trabalhadores vão deliberar sobre a necessidade ou não de uma greve geral”, explica a sindicalista.
A possibilidade de greve é elevada pelo fato de a prefeita Fátima Rosado ter criado um pacote de medidas que penalizam exclusivamente o servidor público.
A chefe do Executivo local cortou o pagamento de horas-extras, converteu o auxílio-transporte em cartão magnético, suspendeu o desembolso do terço de férias e a concessão de licença-prêmio e vem atrasando o pagamento dos plantões do pessoal da saúde.
“O município vem descumprindo o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) do pessoal da saúde. Além disso, as medidas retiradas do saco de maldades da prefeita atinge a todos os servidores”, destaca Marilda Maria.
Uma resposta
Greve é um ato popular admissível e constitucional, necessário quando não há mais abertura para o diálogo sindicato/empresa, mas é uma faca de dois gumes e corta do lado que estiver mais afiado. Se a categoria grevista for organizada será bem mais fácil romper as cadeias de intransigência do poder dos seus superiores na empresa, do contrário, perde-se tempo e desgasta-se cada vez mais o gume dos trabalhadores.