Tio Colorau

Por Erasmo Firmino

25 de janeiro de 2011
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O que nos diferencia dos serres irracionais é a capacidade de falar e de pensar.

No entanto, algumas vezes, o falar e o agir sem melhor pensar nos fazem parecer animais irracionais.

Como ser falho que sou, agi sem pensar e fiz lágrimas verterem e escorrerem sobre sua face pulcra.

Daí, foi iniciada – como estalo – uma situação destoante, que não representa o real, o sincero. Jamais deveria ter acontecido.

Depois, quando sozinhos – a consciência grita – o real se impõe. – Eu não deveria ter feito isso.

O arrependimento, a impotência, o sofrimento… Se ao menos tivesse uma borracha que apagasse.

O que pensamos ser pequeno, pode ser tamanho para outrem. Ofende, agride, machuca.

Infelizmente fica na lembrança de quem se magoou.

Entretanto, existe uma solução: um tratamento intensivo de amor, dedicação, carinho… Quanto mais veemente, mais rápido se esquece a dor.

Esse tratamento não está disponível em clínicas nem em hospitais.

Tenho ele aqui, para te dar. N’alma, no coração…

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Respostas de 13

  1. Pois é, parece sempre complicado sermos seres verdadeiramente racionais apesar de sabermos das mazelas que seguem junto á emotividade “gratuita” humana, mas, fazer o que se somos o que somos, imperfeitos. Resta é tentar “apanhar” menos por nossos erros e aprender mais com erros de outros, a razão diz isso.

  2. Muito bonito meu filho. Imaginava, até antes de ler essa coisa linda que você escreveu, que somente a língua de Bizantino Sexto, meu quinto marido, me fazia ficar toda arrepiada. Fui enganada durante séculos. Podemos trocar os números de telefone meu filho? Mas não me passe o número da Tim porque esse serviço está fezes demais.

  3. Um luxo. Queria muito ter um filho assim…bem boférrimo.

  4. Arrrrrrrrrrrasou filhota. Viado que faz xixi sentada no vaso é racional ou irracional?

  5. Bela crônica, Tio.

    Transforme palavras numa bela construção de bem-querer, amigo. Você merece muito, plasmando sentimentos. Um abraço.

  6. Erasmo,
    Não sei se o texto reflete alguma realidade vivida por você, nem se está dirigido especificamente a alguém, nem, ainda, se se trata apenas (apenas é modo de falar) de divisão, de ti para conosco, seus leitores, da sua capacidade de falar de forma tão precisa (e também de forma tão bela) sobre tema tão subjetivo e tão difícil de ser dissecado em poucas linhas, como você o fez.
    Parabéns pelo texto. Está uma maravilha.
    Com a sua permissão, vou publicá-lo lá nO MESSIENSE, carente de uma escrita desse naipe.
    Forte abraço.
    Alcimar Antônio de Souza (Messias Targino-RN).

  7. desse jeito a patroa já te perdoou. Aproveita e para de viver em copão, pedalando por aí… se liga tio!

  8. Vivendo e aprendendo. Homem chora, se arrepende, volta a atrás…e usa franja. Homem grande diz palavras com a “griffe” D’Alma e do coração.Abraços Tio.

  9. Quanto mais veemente, mais rápido se esquece a dor… Pra quer sofrer? Pelo arrependimento? Crônica esta que muiitos já passaram, mas tenha certeza de que tudo passa… Tudo Passa…

  10. Caro Tio Colorau…Erasmo Tremendão Carlos Firmino de Oliveira Collor de Mello Sarney Henrique Cardozo… a sua sintética e bela crônica/desbafo, como não poderia deixar de ser, nos remete a mais percorrida, desejada e buscada âncora existencial chamada maturidade.

    MATURIDADE, sois desconhecida, ignorada, olvidada e ingenuamente muitas e muitas vezes motivo de emblemáticas e pedantes declarações.

    A teia de multiplas possibilidades que nos oferta a vida moderna, é, também matéria/armadilha que faz sucumbir relacionamentos pré-claros relacionamentos sólidos.

    As facetas existenciais que antes incorporavam o bicho homem em sua armadura de sabe tudo, faz tudo, decido tudo…já não mais reluz sob o sol de uma sociedade em permanentes e radicais transformações.

    Aquela mulher…antigamente mera coadjuvante dos acontecimentos, relacionamentos e da estrutura de poder, está a dia-a-dia se tornando avis rara.

    O alcance a alfabetização, as escolas e à Universidade e, consequentemente a possibildiade real de acesso às varias estruturas de poder, definitivamente a fizeram decidir não mais pretender apenas e tão somente exercer o seu sagrado direito de ter sede de comida.

    A comida necessária e instintiva fonte de existência material, já não mais preenche outras iguais, importantes e desejadas perspectivas de anseio e de crescimento pessoal/existencial históricamente negados.

    Essa comida apenas permitiu equilibrio ao corpo e a mente, abrindo espaços para a busca de realizações em sede/sede muito mais amplos lúcidos, lúdicos e intelectualmente adequados a vida contemporânea.

    A companheira/mulher atualmente não mais se compraz em buscar/querer/desejar apenas o permitido pelo staus quo.

    Busca sim, partilhar juntamente com o homem urbano em sua urbanidade, todo o recheio de doces, salgados, agridoces e azedos da vida, inclusive a cobertura antes recalcitrantemente negada.

    Senhores web-leitores…Depois dos meus medíocres…pitacos….!!!!

    Leiam, bela crônica sobre a urbanidade e os relacionamentos em tempos ditos modernos!!!!

    FRANSUÊLDO VIERIA DE ARAUJO.
    OAB/RN. 7318

    Luiz Zanin Oricchio – O Estadao de S.Paulo

    Há um ponto interessante em Quanto Dura o Amor? sobre os efeitos da metrópole na vida das pessoas. Como boa parte de nós vive em cidades enormes como São Paulo e já nem nos damos conta do que acontece, Roberto Moreira tem de trabalhar com uma personagem que vem de fora, Marina (Sílvia Lourenço), e experimenta os encantos e as garras da metrópole.

    A cidade grande é uma espécie de oferta ilimitada de possibilidades. De emprego e de realização pessoal em todos os sentidos, do educacional ao sexual. A utopia da cidade prevê que nela, e apenas nela, somos livres para sermos o que somos, principalmente porque somos anônimos, ninguém nos controla e podemos fazer o que quisermos, dentro de regras. Livres, porque, no fundo, ninguém liga para nós. E, desse fato, vem também nosso sofrimento. O que a cidade nos dá ela nos tira.

    De modo que não é necessário apelar para o aspecto apocalíptico que define São Paulo por sua violência e seus congestionamentos babilônicos, esse laboratório do caos que se sofistica a cada ano. Não. São Paulo, como qualquer metrópole, é apenas uma grande escola de sofrimento. Nos conduz à maturidade pelo efeito da desilusão.

    Por isso, era preciso mostrar uma personagem que trouxesse a ilusão inscrita em sua face, como é o caso de Marina. Mas também o de Suzana, Jay e, em certa medida, Justine e todos os outros. São seres à deriva, mas não mais do que aqueles que costumamos a ver por aí, pelas ruas, no nosso contato diário. Apenas amplificam, dramaticamente, suas contradições. E esta contradição, em particular – querem ser felizes no amor, com sua felicidade que rima com fragilidade. Na cidade, tudo isso se desmancha no ar, são reflexos de néon, brilhos no asfalto, imagens soltas.

    Sim, os relacionamentos são vistos sob o signo da melancolia. Mas não deixa de ser sólida a maneira como os personagens, duas delas pelo menos, a enfrentam no final de contas. À maneira chekhoviana, de aceitação do sofrimento como inerente à condição do bípede implume, que, por isso mesmo, pela própria consciência da limitação, talvez consiga transformar esse déficit em algo tolerável e, em alguns casos, sublime.

    Há momentos assim nessa bela história de amores cruzados. Quando Suzana revisita suas fotos de infância. Quando Marina, agora atriz, finalmente assume seu papel no Tio Vânia de Chekhov e nota (sem precisar dizê-lo) que a fala da personagem é um comentário sobre sua vida. Quando as duas amigas fumam e contemplam a cidade noturna, sem nada dizer e no entanto se compreendendo perfeitamente.

    

  11. PIEDADI – CREMÊNÇIA – MIZERICÓIDA I ALELUIA

    FIQUÊI TÃUM EMOSSIONÁDU QUI MI CAGUÊI TÔDU. ARI ÉUGUÁ QUI COIZA MAIZ BUNITA,

    DIVA GÁ CUM U ANDÔU SINÃUM DA PRÓÇIMA VEIZ EU CÁGU ATE AIS TRIPA TOMBÉIM.

    Zé – Auciliá de Ceuventi de Predêru – OACPB 323232

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