I – Pouca gente em Mossoró conhecia o agente penitenciário federal Rogério Baicere, que cometeu suicídio na primeira semana deste mês, em seu apartamento. A carta que ele deixou, enumerando os motivos para realizar o brusco ato, contudo, despertou na sociedade local um profundo sentimento de tristeza e indignação. Em suma, Rogério diz que vinha sofrendo assédio moral no ambiente de trabalho e também no próprio lar, onde descobriu que sua esposa o estava traindo pela internet. Num dos trechos mais fortes da carta ele escreve: “Esta manhã ela me deixou e, meu filho, sabendo de tudo que ela fez, preferiu ir com ela…. devo ser uma pessoa muito ruim mesmo…portanto, não me resta mais nada para mim nesta vida!”.
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II – Ele perdeu o controle e encontrou no suicídio uma forma de se livrar da dor e mostrar as pessoas próximas que elas deveriam ter acreditado nele e lhe dado apoio. Não o condeno pelo ato. Nem todos têm a força necessária para enfrentar os problemas que surgem, e, no caso dele, vieram em avalanche. Ele não se matou porque a mãe não deixou ir pra festa nem porque a namoradinha não o queria mais. Foram motivos relevantes. Era um jovem distante de sua terra natal, Mato Grosso, e com muitos problemas no seu cotidiano. A única pessoa que poderia lhe dar apoio, não o fez, pelo contrário (a se basear pelo que ele deixou escrito).
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III – O fato mostra o quão é importante um lar estruturado. Os problemas que ele vinha enfrentando no trabalho poderiam ser amenizados se tivesse uma esposa dedicada, carinhosa, compreensiva e companheira, tornando-se assim uma motivação para continuar enfrentando a barra. É preciso alguma razão para continuar enfrentando o dia-a-dia, e ele não viu mais nenhuma. Leiam a carta na íntegra clicando aqui.
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I – O costume de usar nomes franceses em cardápios remonta ao Brasil Imperial. Os grandes banquetes oferecidos na época eram inspirados na culinária daquele país, inclusive com menus escritos em francês. Era chique por demais. Alguns nomes da culinária que conhecemos hoje foram inspirados em tais pratos e comidas. O filé mignon vem de filet mignon; maionese de mayonnaise; bijupirá de bijous piràs; purê de purée; ponche de punch; entre vários outros.
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II – Até hoje, quando se quer ser “chique”, o cardápio é apresentado em francês, o que acho um desrespeito com a língua portuguesa e a nossa culinária. Afinal, já temos deliciosos pratos genuinamente brasileiros, apesar da natural inspiração na culinária francesa, que é berço de toda a gastronomia ocidental, inegavelmente. Mas não podemos desmerecer o trabalho dos brasileiros em modificar e incrementar os pratos incluindo neles sabores e temperos regionais.
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III – Bonito mesmo é ver a criatividade do brasileiro aflorando, quando ele transforma, por exemplo, o consommé em caldo da caridade. Deixem os chiques e novos ricos com seus cardápios cheios de consommé, eu prefiro meu caldinho da caridade.
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Ontem, a delegada que está respondendo pela delegacia de Polícia de Governador Dix-sept Rosado, Marina Toffoli, não estava conseguindo atender às dezenas de pessoas que estavam a sua espera. O motivo: a única impressora disponível não estava funcionando, o que impedia a confecção de Boletins de Ocorrência. Havia muita gente no local, pois a delegada só está na delegacia às terças-feiras, e na semana passada ela não foi, pois não teve viatura para trazê-la de Baraúnas, onde ela também comanda a delegacia. Eis o retrato fiel e cru de como está nossa Segurança Pública.
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O treinamento dos soldados de Esparta, cidade grega, era extremamente rígido, daí a expressão “espartana” aludir a algo bastante rigoroso. Eles eram tirados de casa aos SETE anos, para se tornarem guerreiros. Toda a adolescência e juventude passavam em suas tropas. Só podiam se casar aos 30 anos. Uma das tarefas rotineiras dos soldados espartanos era correr 13 km com a boca cheia de água, sem poder engoli-la. Por aí você tire…
Respostas de 3
Erasmo, como é difícil julgar.
Não conheci o agente penitenciário, assim como também não conheci a sua esposa.
Mas, ao lê a carta que ele escreveu antes de suicidar, verifiquei que seria necessário no mínimo, ouvir ou ter informações da esposa.
Ora, ele diz que foi “traído” e na manha do “ato” esta teria saído do lar em companhia do filho, que sequer é informado a idade.
Veja, que a informação que houve a traição, poderá ter sido apresentada, tão somente como forma punitiva para a mulher que o tinha deixado naquela manha. (Sabemos nós que militamos na área jurídica, que até mesmo provas podem ser forjadas como acontece em alguns flagrantes)
A sociedade mossoroense já julgou e condenou a Sra. Daniela…, sem que esta tivesse oportunidade de se defender das acusações que lhe foram imputadas. E o que é pior dificilmente alguém irá acreditar no que ele venha a dizer. Até porque Rogério não está mais aqui para refutá-las.
Quase ninguém além dos três (o casal e o filho) e possíveis amigos, (que até hoje não se pronunciaram) sabe o que se passou nesses cinco meses em que Rogério diz que vinha com depressão, se esta por exemplo não foi causada em face de que Daniela queria se separar, e ficou aguardando este aceitar o fim do casamento até que não aguentou mais e o deixou na manha do ocorrido.
Será que foram apenas os processos administrativos e o suposto assédio moral, que o fizeram a entrar em depressão?
É muito difícil julgar, mas infelizmente já se julgou Daniela, sem direito de defesa, como você mesmo disse “a se basear pelo que ele deixou escrito”.
Para condena-la, ouviu-se apenas a acusação e de alguém que confessa está atravessando uma profunda depressão, o que é uma lástima em um país que se diz democrático.
Amigo e em Governador existe delegada que responda pelo município???
Rogério estava muito doente. A depressão foi provocada por problemas no seu trabalho. E quem já sofreu ou sofre dessa doença sabe que a pessoa se sente sozinha, abandonada, desmotivada e isso faz com que crie em sua mente coisas sem coerência. Sua esposa é uma mulher honesta, dedicada ao lar e a família. Quem teve o prazer de conhecer e conviver com eles sabe que tudo não passou de um momento de desespero e alucinação provocado pela doença. Daniela não o abandonou, ele pediu para que ela saisse de casa e o seu filho estava com ele quando tudo aconteceu. Infelizmente as pessoas julgam sem conhecimento com também infelizmente uma família tão linda teve esse trágico final.