A expressão “tostão contra o milhão” foi criada em 1953, pelo então candidato a prefeito de São Paulo, Jânio Quadros. De lá pra cá vem sendo usado em todas as eleições brasileiras, geralmente em palanques.
Nas eleições municipais de 1958, quando o voto era em cédula, o povo paulistano deu mais de cem mil votos ao rinoceronte Cacareco. Isso mostra que vem de longe a insatisfação do povo brasileiro com seus representantes. O voto de protesto não começou com a eleição de Enéas a Deputado Federal. E se o voto ainda fosse em cédula, não seria difícil eleger Paulo Doido como “vereador” de Mossoró.
Recentemente, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) criou um Plano de Metas para o Judiciário. A idéia não é original. Em 1956, ao assumir a presidência da República, JK lançou seu Plano de Metas.
Em 1960, um ato de subserviência macula nossa classe política. O então líder da UDN, Otávio Mangabeira, BEIJA a mão do presidente dos EUA, Eisenhower, quando este visitava a Câmara dos Deputados.
O escritor Guimarães Rosa morreu em 1967, três dias depois de tomar posse na Academia Brasileira de Letras.
Em 1970, quando o torcedor brasileiro, inspirado na Copa do México, cantava que éramos “noventa milhões em ação”, éramos, na realidade, 99 milhões.
Em 1993 Ronaldo Cunha Lima era governador da Paraíba. Seu antecessor e opositor, Tarcisio Burity, criticou Cássio Cunha Lima, então superintendente da Sudene e filho do mencionado governador, num programa de TV. O pai não gostou e tentou matar Burity num restaurante de João Pessoa. Acertou-lhe três tiros, mas a vítima sobreviveu, apesar de ter ficado um bom tempo na UTI.