Nunca Minta – Freida McFadden – 278p.
Trícia e Ethan, recém-casados, vão conhecer a mansão da psiquiatra e escritora Adrienne Hale, desaparecida há três anos, supostamente assassinada pelo namorado, Luke. A intenção é comprar o imóvel e fazer dele moradia. A mansão fica num lugar ermo, afastado da cidade e de difícil acesso.
Ao se aproximar do local, Trícia nota que há uma luz acesa no andar de cima. Até então nada de anormal, deve ser a corretora, que marcou espera-los na casa. Quando eles chegam, notam que não há ninguém na mansão, e também não há sinal de celular. Ainda assim entram e vão conhecer o imóvel.
No andar de cima, nenhum cômodo com a luz acesa. É a primeira estranheza. Outras sucedem, como quadros que mudam de posição, pegadas, comida fresca na geladeira. Tudo no período em que eles ficam na casa, vez que uma forte nevasca impede-os de voltar para a cidade.
Trícia está convicta de que tem mais alguém ali, Ethan resiste, não está certo disso, sempre procurando explicações para as ocorrências.
Durante a permanência, Trícia descobre um cômodo repleto de fitas cassete. São gravações das sessões de terapia com a Drª. Adrienne. Escutá-las passa a ser o passatempo de Trícia. Com as audições vem a descoberta de várias situações envolvendo a psiquiatra, o que torna o livro muito interessante.
Toda a trama se passa nos três ou quatro dias que o casal fica na mansão.
Foi o terceiro livro da escritora Freida McFadden que li nos últimos trinta dias. O primeiro foi A Professora (aqui), e o segundo foi A Empregada (aqui). Outros três já estão na fila aguardando a vez.
O livro, o segundo mais lido na lista semanal da Veja, está custando R$ 38,87 na Amazon (aqui), o preço de três cervejas, e não prejudica o fígado etc.
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* I – Tramita na Câmara Municipal de São Paulo um projeto de lei que altera o nome da Rua Peixoto Gomide para Rua Sofia Gomide, sua filha. Peixoto, que nasceu em 1849, era advogado de profissão, mas exerceu diversos cargos políticos durante sua vida.
* II – No dia 20 de janeiro de 1906 ele matou a filha, Sofia, então com 22 anos, e depois se matou. Ela se casaria na semana seguinte com Batista Cepelos, filho de uma escrava com Peixoto Gomide, condição que a filha ignorava.
* III – Em vez de esclarecer a situação, o pai decidiu resolver a questão da pior forma possível: matando a filha e tirando a própria vida na sequência. Batista Cepelos, o meio-irmão e noivo, também tiraria a própria vida anos depois, jogando-se de um penhasco. Era promotor de Justiça.
* IV – O projeto de lei pretende homenagear a principal vítima da história e não o causador de tudo, conforme seus defensores, mas há quem defenda a permanência do nome atual, por entenderem que não se tratou de um feminicídio, mas sim de uma tragédia familiar. Polêmico.
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A Cabeça do Santo – Socorro Acioli – 166p
Lançado em 2014, o livro A Cabeça do Santo, da escritora cearense Socorro Acioli, passou a figurar nas listas de mais vendidos apenas este ano, 2026. Inclusive, procurei no Google a razão do sucesso tardio, mas não achei nada a respeito.
O livro conta a história de Samuel, um jovem na casa dos 20 anos que recebe como missão da mãe, antes de ela morrer, ir à cidade de Candeia –CE, procurar pelo pai, que nunca conheceu, e pela avó paterna. Além disso, deve acender velas nas estátuas de três santos localizadas na região de destino.
Ao chegar à cidade, que está praticamente abandonada em razão de uma maldição, ele não tem sucesso ao tentar se aproximar de sua avó, e pelo que deduz de conversas com alguns moradores, seu pai morreu.
Sem ter como voltar no mesmo dia, e também sem encontrar uma casa ou pousada para pernoitar, ele se abriga numa espécie de caverna, que mais tarde descobriria ser a cabeça de uma estátua de santo Antônio.
Durante o tempo em que ficou no abrigo improvisado, ele ouviu vozes de mulheres clamando ao santo por um casamento. Daí ele encontra um parceiro e os dois decidem explorar a situação, ganhando um bom dinheiro como mensageiro do santo na Terra, sem que ninguém saiba das vozes que Samuel escuta, uma esperteza que me fez lembrar Chicó e João Grilo.
Samuel e Francisco, seu ajudante, não poderiam se esquivar da máxima de que “o sucesso desperta a cobiça alheia”. Eles passam a ser perseguidos, sobretudo pelo prefeito, que estranhamente não gosta de ver sua cidade ter se transformado num novo centro de peregrinação.
A obra se desenvolve com muitas histórias, inclusive a do próprio Samuel, que aos poucos fica sabendo quem realmente é, sua ancestralidade. Uma leitura muito agradável.
A produtora Coração da Selva transformará a obra em filme, com gravações agendadas para o segundo semestre deste ano.
O livro está custando R$ 39,90 na Amazon (aqui), o preço de três cervejas, e não prejudica o fígado etc.
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* I – Os jornais de hoje alardeiam que 80% das famílias brasileiras estão endividadas, um recorde. Pelo critério que a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) adota para definir endividamento, estranha-me o percentual não ser 100%.
* II – A CNC considera família endividada aquela que paga prestação de um imóvel, de um veículo e até mesmo quem dividiu uma compra no cartão de crédito. Assim, se você parcelou sua compra na Farmácia Pague Menos em 2x, és considerado, pela CNC, um endividado.
* Em audiência na Câmara dos Deputados, o ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse que por enquanto o preço dos combustíveis será mantido, e que o governo vai investigar e aplicar multas nas refinarias que estão fazendo “especulação criminosa”.
* I – O banqueiro Daniel Vorcaro era um amigo generoso. Todas as terças-feiras ele convidada em torno de dez amigos e pretensos amigos para uma noitada num bar na Alameda Lorena, nos Jardins, área nobre de São Paulo (SP).
* II – Nas ocasiões, moças contratadas eram somadas à mesa, numa média de três para cada amigo. Nem sempre Vorcaro ia, mas sempre pagava a conta, que ficava ali pelos R$ 400 mil. Quem contou foi o jornalista Lauro Jardim, em coluna n’O Globo.
* Somente esses dias assisti a “O Agente Secreto”. O filme se passa na ditadura, no ano de 1977, mas não é explicitamente sobre o regime, como “Ainda Estou Aqui”, apesar de ele ser bem retratado na trama. Talvez essa abordagem peculiar tenha despertado o interesse da crítica.
* Também assisti a “Pecadores”, um dos favoritos a ser o grande premiado da noite do Oscar 2026. A trama se passa em Mississipi, EUA, no ano de 1932, e envolve fortuna decorrente de crimes, música, racismo e vampiros. Sim, vampiros.
* Vi também “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”, que trata de um assunto pouco documentado: a morte precoce de Hamnet, único filho homem de William Shakespeare, aos 11 anos; que possivelmente serviu de inspiração para a famosa peça, de nome bem similar.
* Estudos científicos recentes estão apontando para a importância das fibras na dieta alimentar, até mais do que os macronutrientes como carboidrato e proteína. As fibras estão presentes nas frutas, especialmente nas cascas; e nos vegetais e legumes.
* Lançado em 1979, “The Wall” é o último disco do Pink Floyd com a formação clássica: Roger Waters, David Gilmour, Richard Wright e Nick Manson. Após estressantes brigas nos tribunais, Gilmour, que não integrava a formação original da banda, conseguiu o direito de usar o nome Pink Floyd, o que fez nos discos seguintes.
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Verity – Colleen Hoover – 319p.
Quem já leu o best-seller A Empregada, de Freida McFadden, vê uma certa semelhança com Verity, de Colleen Hoover. De fato, as tramas trazem elementos comuns, mas no geral os argumentos são bem diferentes.
Verity Crawford é uma escritora de sucesso que fica em estado vegetativo após um acidente de carro. Para completar uma série de livros que estava escrevendo, a editora contrata uma escritora praticamente desconhecida, Lowen Ashleigh, que adota o pseudônimo Laura Chase, tudo em comum acordo com o marido de Verity, Jeremy Crawford.
Quando da contratação, Lowen está passando por dificuldades financeiras, inclusive com ordem de despejo do imóvel em que mora. Assim, Jeremy a convida para morar na residência do casal, que é bem amplo e tem quarto vago para recebê-la, além de um escritório bem equipado disponível. Convite aceito.
Ao remexer gavetas, Lowen encontra um manuscrito de Verity Crawford, onde ela trata de uma forma bem atípica a morte das filhas gêmeas do casal. Uma morreu por intoxicação alimentar e outra, alguns meses depois, por afogamento. Lowen fica chocada com o que lê, não apenas com o relato sobre as filhas, mas também em razão de várias outras revelações. Contudo, nada diz a Jeremy.
Os dias se passam e a relação entre a escritora e o marido de Verity vai ficando mais íntima. O passar dos dias também revela que há algo estranho no ar. Alguns acontecimentos levam Lowen a acreditar que Verity não está em estado vegetativo, que finge tal condição. Inclusive ela jura que viu Verity em pé, no alto da escada, num dia em que estava na cozinha com Jeremy, o qual diz que tudo não passa de “coisa da cabeça” de Lowen.
Vai se criando uma atmosfera de suspense na trama, um clima perturbador.
Mas, afinal, o que aconteceu mesmo com as filhas do casal? Como foi o acidente de Verity? O que Jeremy sabe sobre tudo isso?
Mais um livro muito bom no sentido de prender o leitor.
Em fase de adaptação para o cinema.
OBS. Livro proibido para menores de 18 anos, conforme aviso na capa.




