* I – Nesta data, em 1500, as três naus comandadas pelo navegador Pedro Álvares Cabral chegavam ao nosso país, no que ficou conhecido como Descobrimento do Brasil. Uma corrente cada vez maior de historiadores defende que a chegada se deu em Touros (RN).
* II – São três as principais evidências. A primeira e mais convincente mostra que as correntes marítimas levariam os navegadores para Touros, e não para Porto Seguro (BA). Naquele tempo, as navegações seguiam tais correntes.
* III – Na carta de Pedro Vaz de Caminha, ele escreve que após a parada inicial, os navegadores percorreram mais tantas léguas até a segunda parada. A distância que ele informa é exatamente a de Touros para Cananéia (SP), onde se deu a segunda parada.
* IV – Por fim, o marco português fincado em Touros é bem semelhante ao fincado em Cananéia. O marco de Porto Seguro difere dos dois. Há outras evidências, mas as três aqui citadas são as mais fortes. Muitos historiadores já defendem que os livros de história devem ser alterados.
* I – Ontem, foi feriado nacional em razão da morte do alferes Tiradentes. A história dele ficou “engavetada” por quase cem anos. O primeiro a descrevê-lo, Pedro Américo, teve total liberdade para criar a sua imagem, já que essa era desconhecida.
* II – Ele optou por descrevê-lo bem parecido com Jesus Cristo, mas muito dificilmente Tiradentes usasse barba e cabelos grandes, pois era militar.
* A população acima de 60 anos aumentou 58,5% entre 2012 e 2025, de 22,2 milhões para 35,2 milhões; no mesmo período, a população de jovens até 30 anos caiu 10,4%, de 98,2 milhões para 88 milhões. Não tem previdência social que aguente.
* Na década de 80, alguns cientistas ficaram intrigados com o fato de o monstro-de-gila, um lagarto que tem 50 cm de cumprimento, comer tão pouco. Eles passaram então a estudar o animal. Dessas análises resultaram, muitos anos depois, as chamadas canetas emagrecedoras.
* I – O cearense Fagner sempre foi muito amigo da turma da bossa nova, que o acolheu quando ele chegou ao Rio de Janeiro. Apesar do círculo que frequentava, optou por outros caminhos musicais, mas sempre achou que deveria lançar um disco do estilo criado nos anos 50 por João Gilberto.
* II – O desejo foi concretizado. Já está nas plataformas de streaming o disco Bossa Nova, onde Fagner revisita clássicos como “Chega de Saudade”, “Wave” e “Samba de Verão”, com parcerias em quase todas as faixas. Não é um disco voz e violão, tem uma banda completa acompanhando o cearense, que bancou o projeto do próprio bolso.
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O Alienista – Machado de Assis – (82 p. e-book).
Este conto, publicado em 1882, é considerado um dos melhores de Machado de Assis, sobretudo pelo humor, sagacidade e crítica aos que acreditam cegamente na ciência.
O personagem principal é o Doutor Simão Bacamarte, um médico que passa a se dedicar à psiquiatria e logo abre um hospício em Itaguaí, que o denomina de Casa Verde.
No início, ele enviou para a internação aqueles que o julgo realmente considerava louco. Com o passar do tempo, entretanto, passou a internar pessoas aparentemente ajuizadas, mas que não se enquadravam no seu conceito de sanidade mental. Enviou, por exemplo, um morador que emprestou dinheiro a muita gente e tinha vergonha de cobrar os devedores. Para o alienista, um sinal de loucura.
Houve protestos contra os excessos de internações, mas o doutor sempre conseguia se sair bem. Do meio para o fim ele mudou de opinião e concluiu que o normal era ter algum distúrbio de conduta, então liberou os antigos internos e mandou para a Casa Verde aqueles de reputação ilibada, para usar um termo atual.
Por fim, julgou que ele era o único homem completamente são da cidade, destoando de todo mundo. Assim, por ser diferente de todos, era o único louco, e então liberou todos os internos e ficou sozinho na Casa Verde.
O livro está disponível gratuitamente no Kindle para assinantes.
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O Massacre da Família Hope – Riley Sager – (400 páginas).
Demorei mais de semana para concluir a leitura de O Massacre da Família Hope, do escritor norte-americano Riley Sager. Afinal, são 400 páginas. O livro, contudo, prende bem, especialmente nas últimas 100 páginas, quando fica eletrizante. É uma história de suspense gótico, nas palavras do autor.
O livro tem como pano de fundo uma tragédia ocorrida em 1929, na mansão da Família Hope, localizada no alto de um penhasco. A jovem Lenora Hope, de 17 anos, teria matado o pai e a mãe a facadas e depois enforcado a irmã. Ela foi a única sobrevivente e única pessoa que estava na casa no dia do fato, recaindo em cima dela todas as suspeitas de autoria, mas não havia provas para condená-la. Lenora declarou à polícia que estava dormindo, que não viu nada.
A trama se passa 50 anos depois do crime, quando Lenora Hope é apenas uma senhora doente, presa a uma cama, sem conseguir andar e falar, sendo cuidada por Kit McDerre. A casa ainda é a mesma, bem como dois funcionários: a governanta Baker e o cozinheiro Archie.
A cuidadora Kit, que também carrega um passado difícil, fica obstinada em descobrir como os fatos ocorreram, se realmente aquela senhorinha, tão frágil e castigada por doenças, realmente matou os pais e a irmã, no longínquo ano de 1929, como todos dizem, apesar de não existirem provas. Alguns personagens que surgem no meio da trama ajudam Kit a montar o quebra-cabeça do terrível massacre da Família Hope.
O livro está custando R$ 49,78 na Amazon (aqui), o preço de três cervejas, e não prejudica o fígado etc.
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* I – O Senado Federal aprovou recentemente um projeto de lei que inclui na Lei Antirracismo o crime de misoginia, assim considerada a conduta que exteriorize ódio ou aversão às mulheres. A matéria seguiu para a Câmara, onde deverá encontrar maior resistência.
* II – Noves fora falas circenses e ridículas de alguns políticos e influenciadores, pessoas sérias também demonstram alguma preocupação com a nova lei, pois o conceito nela presente é muito vago, impreciso, o que é temerário quando se trata de tipificação de crimes.
* I – Congressistas ligados à oposição farão de tudo para que a indicação de Jorge Messias para o STF não seja votada, pois isso permitiria a indicação de outro nome já pelo próximo presidente, que eles esperam ser o senador Flávio Bolsonaro (PL).
* II – A conta é simples. Atualmente o bolsonarismo tem dois ministros no STF, caso indiquem um nome para a cadeira vaga, pulariam para três, e durante o próximo mandato abrirão outras três: Luiz Fux (2028), Cármen Lúcia (2029) e Gilmar Mendes (2030).
* III – Assim, o bolsonarismo passaria a ser maioria no STF, o grande objetivo do grupo, que então passaria a governar sem contrapeso. Mas, para isso, é necessário que a indicação de Jorge Messias não seja votada, e também que Flávio Bolsonaro vença as eleições, óbvio.
* Começou a valer o reajuste anual dos medicamentos. A Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos), órgão vinculado à Anvisa, estipulou em 3,81% o reajuste máximo. O percentual médio de aumento deve ser de 2,47%, o menor dos últimos 20 anos.
* A missão Artemis 2 está levando quatro astronautas (três homens e uma mulher) às imediações da Lua. Não haverá alunissagem como em 1969. Desta vez a cápsula ficará a 7.500 km da superfície lunar. A missão deverá durar nove dias, se tudo der certo.
* As canetas emagrecedoras representam uma revolução, pois extrapolam o campo da saúde e medicina. Há repercussão na economia, na moda, nos restaurantes, supermercados etc. Uma revolução assim só havia ocorrido nos anos 60, com a pílula anticoncepcional.
* I – É difícil cravar o marco zero de um estilo musical. Quanto ao heavy metal, contudo, é meio que consenso que ele surgiu numa sexta-feira, 13 (tinha que ser), em fevereiro de 1970, quando o Black Sabbath lançou seu primeiro álbum, epônimo.
* II – Há quem diga que o estilo já estava presente em algumas músicas do Led Zeppelin, do Cream e até dos Beatles (Helter Skelter). O Black Sabbath, entretanto, foi o primeiro a gravar um disco totalmente nesse estilo, de cabo a rabo, por isso o reconhecimento.
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A Hora da Estrela – Clarice Lispector – (103p – eBook).
Lançado em 1977, meses antes da morte da autora, “A Hora da Estrela” está na tradicional lista de livros mais vendidos da semana da revista Veja. Na obra, Clarice optou por incorporar um narrador que conversa com o leitor, dizendo o que vai fazer, tipo: “Vou dizer para vocês como foi a vida de Macabéa, mas não sei se direi tudo, depende do meu espírito. Ela nasceu no interior de Alagoas…”. Essa frase não está no livro, mas é mais ou menos assim. O narrador, de nome Rodrigo S. M., passa o livro inteiro conversando com o leitor.
Bem, Macabéa, nordestina que foi morar na zona portuária do Rio de Janeiro, não viveu muito, pelos meus cálculos uns 20 anos, se muito. Era uma pobre-coitada, nunca venceu na vida, uma “nordestina amarelada”, vazia de conteúdo, sem experiência em nada, inocente, tinha uma vida horrível, de muito sofrimento e desprezo.
Aos 10 anos já não tinha pai nem mãe, foi criada por uma tia, que mais parecia uma madrasta má. No Rio de Janeiro arranjou um emprego de datilógrafa, que mantinha em razão da compaixão do chefe, pois não possuía sabedoria para tal ofício. Chegou a engrenar um namoro com Olímpico, mas ele a deixou dizendo que ela era como sopa com cabelo, não dava vontade de comer.
Após indicação de uma colega de trabalho, atual namorada de Olímpico, foi consultar uma cartomante, da qual ouviu: “Que vida horrível a sua! Que meu amigo Jesus tenha dó de você, filhinha! Mas que horror!”.
Durante a sessão, contudo, a cartomante prevê um futuro feliz para Macabéa, que ela vai encontrar um estrangeiro bonito e com ele viverá para sempre, um conto de fadas. Na saída, ao atravessar a rua, é atropelada por um carro e morre.
A única felicidade que Macabéa teve em toda a vida foi ter visto um arco-íris no cais do porto.
O livro está disponível gratuitamente no Kindle para assinantes.


