“As Pequenas Chances” – Natália Timerman – (204 páginas).
Neste livro, a escritora e médica psiquiatra Natália Timerman revive os últimos dias de vida do seu pai, o médico Artur Timerman.
Tudo começa quando ela se encontra com Felipe num aeroporto, médico que cuidou do seu pai nas últimas semanas de vida. A partir daquele encontro casual ela passa a rememorar tudo o que o pai e a família viveram desde que ele descobriu a doença (câncer) até a despedida final.
Na segunda parte, ela relata a saga de sua irmã, uma engenheira naval, para voltar da África, onde estava embarcada, para o Brasil, a fim de ainda encontrar o pai com vida, após a constatação que ele estava vivendo seus últimos dias. Essa parte é a mais desinteressante da obra.
Por fim, Timerman fala das tradições judaicas, assunto que ela já tinha falado nas partes anteriores, mas aqui ela se aprofunda mais, inclusive faz uma viagem à Ucrânia para aprender mais sobre seus ascendentes. É a parte mais triste da obra, pois ela a todo tempo lamenta o fato de não ter se ligado muito no Judaísmo, na ancestralidade e nas tradições familiares quando o pai era vivo.
Numa das passagens mais fortes, ela conta que na sua casa havia vários quadros na parede de pessoas não identificadas, mas nunca perguntou ao pai quem eram. E agora, sem o pai, não há mais como saber.
Um belo livro sobre finitude.
Está custando R$ 58,47 na Amazon (aqui), o preço de quatro cervejas, e não prejudica o fígado etc.
Ele também pode ser lido gratuitamente no aplicativo MEC Livros.
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* I – A classificação do PCC e CV como organizações terroristas pelos EUA não é a melhor ação anticrime dos últimos 17 anos, como apressadamente disse um quase irreconhecível Álvaro Dias (PL), pré-candidato a governador do RN; nem tampouco o catastrofismo que outros profetizam.
* II – O que mais há, neste caso, são incertezas, muitas incertezas. Ninguém sabe exatamente o que vai acontecer, tudo é achismo, suposição. De cá, apenas torço que os EUA possam ajudar o Brasil a combater esses grupos sem interferir em nossa soberania e economia.
* III – Minha fé, contudo, é pouca. Tomo como base as impressões do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), que reúne os maiores especialistas do país na área, a qual emitiu nota criticando a medida. Se quem sabe tem essa opinião, quem sou eu para pensar diferente?
* IV – Por ora, o maior receio reside no sistema financeiro. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, já deu várias entrevistas temendo que a medida atinja o PIX. Basta os EUA entenderem que o modelo de pagamento facilita as atuações do PCC e CV.
* V – O bolsonarismo, dentro de sua lógica bem singular, comemora a decisão como uma vitória política, um ato de Trump contra Lula. Não é. Os EUA também já declararam como terroristas organizações criminosas de países alinhados politicamente, como El Salvador e Equador.
* I – Em artigo na Tribuna do Norte, o padre João Medeiros Filho defende que a Assembleia Legislativa altere o nome do município “Jardim de Piranhas” para “Jardim do Piranhas”, nomenclatura primitiva, vez que se refere ao rio Piranhas.
* II – Era tradição nomear as cidades com referência ao rio da região. Cita como exemplos São Paulo do (rio) Potengi, São Bento do (rio) Trairi e São João do (rio) Sabugi. Logo, Jardim do (rio) Piranhas. De fato, não existe jardim feito de piranhas. O nome é ilógico.
* Viemos de 2 pais, 4 avós, 8 bisavós, 16 trisavós, 32 tetravós, 64 pentavós, 128 hexavós, 256 heptavós, 512 oitavós 1024 eneavós e 2048 decavós. São 4094 pessoas em dez gerações. No caso, uns 300 anos, de 1726 para cá.
* Dia histórico no tênis. O brasileiro João Fonseca, 19, venceu e eliminou do torneio de Roland Garros o servo Novak Djokovic, o maior campeão masculino de Grand Slams, e de virada. Ao final, Djoko elogiou o brasileiro, vendo nele uma grande promessa do esporte.
* Paul McCartney lançou ontem seu 20º álbum solo, intitulado “The Boys of Dungeon Lane”. O disco, com 14 faixas, já está disponível nas plataformas. No dia 10 de julho será a vez do Rolling Stones lançarem seu 25º trabalho, nomeado “Foreign Tongues”. Velhinhos incansáveis.
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Querida Debbie – Freida McFadden – (269 páginas).
“Querida Debbie”, quarto livro que leio de Freida McFadden, traz o cotidiano de Debbie; do marido dela, Cooper Mullen; e de suas filhas Lexi (Alexa) e Izzy.
Ela tem uma coluna num pequeno jornal, onde dá conselhos às leitoras; o marido trabalha como contador num escritório; Lexi estuda o ginasial e namora um rapaz folgado, que não quer nada com nada; Izzy, a mais nova, estuda no mesmo colégio da irmã.
A família começa a enfrentar uma série de problemas. Debbie é dispensada do jornal, o marido perde o emprego, a filha mais velha está sendo ameaçada pelo namorado e a mais nova é afastada do time de futebol do colégio, mesmo sendo uma das melhores jogadoras.
Soma-se a isso o fato de Debbie ter passado por um evento dramático na faculdade, um estupro; e também a malquerença com parte da vizinhança. É muita coisa.
O destaque do livro é a forma que Debbie encontra para enfrentar os problemas, sempre se valendo dos conhecimentos que tem em computação e jardinagem (daí a capa do livro). Ela é capaz até mesmo de matar quem atravessa a vida de sua família. Age com desmedida frieza para conseguir o que quer.
Em alguns momentos Debbie me faz lembrar Dexter, o serial killer da série, guardada as devidas proporções. Mais uma eletrizante obra de Freida McFadden.
O livro está custando R$ 49,72 na Amazon (aqui), o preço de três cervejas, e não prejudica o fígado etc.
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Oração para Desaparecer – Socorro Acioli – (199 páginas).
Escrito pela cearense Socorro Acioli, autora de “A Cabeça do Santo”, o livro “Oração para Desaparecer” segue o mesmo estilo, uma história repleta de regionalismos e crenças nordestinas, com acréscimo, no caso, de tradições portuguesas, vez que parte do enredo se passa naquele país.
Na obra, uma jovem é retirada viva de uma cova em Portugal. Ela está sem roupa, sem cabelos, com ferimentos, e, o mais misterioso, sem memória. Ela não sabe de onde veio, nem tampouco os que lhe resgatam sabem sua origem.
Seus sonhos são a única esperança de ela encontrar seu passado, saber sua história. O livro não me pegou de início, mas valeu muito à pena insistir. O desfecho da história é muito bonito, e casa bem direitinho com o início e meio da obra. Não há pontas soltas, tudo é explicado, mas conforme crenças religiosas e indígenas, frise-se.
O livro, em formato e-book, está custando R$ 29,90 na Amazon (aqui), o preço de duas cervejas, e não prejudica o fígado etc.
Também está disponível gratuitamente no aplicativo MEC Livros.
Agradeço a Maria Leopolda Câncio, do nosso Clube de Leitura CT 786, que gentilmente me cedeu sua edição.
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Pedra Papel Tesoura – Alice Feeney – (282 páginas).
Neste thriller, o casal Adam e Amélia, com dez anos de casamento, decide passar uma temporada num lugar distante, no intuito de salvar a união, que passa por um momento desgastante, com muitas brigas.
Logo na chegada eles percebem que não foi uma boa ideia. O local é uma capela com aspecto de abandonada, sem vizinhos por perto. O casal até tenta retornar, mas uma nevasca impede que isso aconteça.
Aliás, há uma vizinha, que mora numa cabana próxima, uma mulher de comportamento estranho, que não se deixa aparecer.
A autora Alice Feeney utiliza um recurso que muitos leitores não gostam, mas no meu caso não incomoda, pelo contrário. Ela induz quem está lendo ao erro durante boa parte da obra. O livro não tem um final surpreendente, tem um meio surpreendente.
A obra guarda algumas semelhanças com “Nunca Minta”, de Freida McFadden: “Um casal num lugar distante, sem conseguir voltar…”.
O livro está custando R$ 48,92 na Amazon (aqui), o preço de três cervejas, e não prejudica o fígado etc.



