
A questão da violência em Mossoró voltou a ser tema de debate no plenário do poder legislativo. Em decorrência do alto índice de violência no município de Mossoró, o vereador Daniel Gomes (PMDB) solicitou nesta quarta-feira a realização de uma audiência pública na Câmara Municipal de Mossoró para debater a onda de homicídios que vem acontecendo no município. O vereador chamou a atenção para o fato de que as pessoas estão afirmando que são “bandidos matando bandidos”, o que, considera um absurdo. “São vidas humanas. Pessoas com família, com amigos, pessoas de bem que sofrem a perda de um ente querido. Não podemos ficar assistindo a isso de braços cruzados. Para se ter uma idéia, na justificativa do meu requerimento coloquei que já haviam sido cometidos 93 homicídios. Minutos depois, já eram 94. Se esse assunto não for discutido, não poderemos encontrar uma saída”, afirmou o vereador.
O vereador solicitou ainda que a audiência seja realizada o mais rápido possível, antes mesmo da realização de outras já agendadas na Casa, como a dos taxistas. “A violência, os homicídios, estão atingindo toda a população, que assiste a tudo isso estarrecida e amedrontada. Não há uma categoria específica. É a coletividade”, justificou Daniel Gomes.
O vereador Ricardo de Dodoca (PDT) também levantou a questão da violência no Plenário da Câmara, e cobrou providências por parte do governo do Estado. “É preciso que a polícia volte às ruas e, iniba a ação dos criminosos”, disse Ricardo, que aproveitou o tema para pedir que seus projetos, com proposta de combate a violência, que ainda estão nas comissões, sejam enviados ao plenário para votação. Citou o combate aos crimes conhecidos como “saidinha de banco” e a proposta de mais segurança nas escolas, com a presença diária de dois guardas na hora da aula.
Outra preocupação levantada pelo vereador, diz respeito ao descaso da Caern. Em diferentes pontos da cidade a empresa tem realizado algumas obras importantes, porém deixando prejuízos enormes, já que não tapa adequadamente os buracos que faz.
Respostas de 7
Quando a governadora do RN era adversária política da PMM, ameaçaram até suspensão da conscessão. A Caern deita e rola nas nossas ruas. Na Sévulo Marcelino, dois buracos com potencial alto de risco de acidente.
Não vai dar em nada, o problema da violência é em todo mundo, o problema é bem mais amplo do que se imagina, a desigualdade social e um dos principais motivos dessa violência, e tem muito mais,
o problema é preocupante, não só pelas mortes que quase todo dia acontece em Mossoró, mas a insegurança é total.
Caro Erasmo
Com todo o respeito ao vereador Daniel Gomes, pela sugestão da matéria a ser apreciada em audiência pública, entendo que não é mais momento de audiência pública para tentar barrar a violência em Mossoró.
Se era para ter ocorrido audiência pública e serem apresentadas propostas para a diminuição na avassaladora escalada da violência em nossa cidade, que fosse realizada ainda no ano de 2009, quando este blog registrou mais de 100 homicidios naquele anos, o que já era um dado assustador e absurdo.
Hoje provavelmente chegaremos a esse número ainda no mês de Junho, ou seja, na metade do tempo de 2009.
Se há uma guerra de gangues, grupos de extermínio, ou o que quer que seja, tem que haver um trabalho de forma contundente da polícia cientifica, que nos apresente os dados de quem matou quem, não apenas troca de informações para se eximirem da culpa.
Entendo que não é mais caso de audiência pública, mas da necessidade do chamamento da Força Nacional, para que nos ajude a diminuir este tsunami que nos aflige.
Não é mais momento de se colocar culpa nos governos anteriores (Garibaldi, Fernando Freire, Vilma e Ibere), mas o que se precisa é de resultados práticos do novo governo que tem a obrigação constitucional de nos ofertar segurança.
Ou se dar condições de trabalho as policias, com veículos de qualidade, para realizar as ações, devidamente abastecidos, além de capacitação aos agentes para desenvolverem os trabalhos infiltrados nos locais, e, até mesmo com a utilização das escutas telefônicas (desde que autorizadas pela justiça). E não essa sucata que se encontra.
A policia do Rio de Janeiro – quando há uma serie de atentados – informa que a ordem vem de dentro dos presidios. Aqui em Mossoró, não sabemos até hoje se há chefes do tráfico procurado ou preso, só sabemos é que dezenas estão morrendo, a mando de quem ou por quem até agora não sabemos.
Se há favelas em Mossoró, que a polícia não mais consegue entrar, porque não se compra e coloca para trabalhar veículos brindados, como os famosos “caveirões” também do Rio de Janeiro.
É necessário que se diga e imprescindível relatar que as audiências públicas ocorridas em nossa cidade tem pouca ou quase nenhuma validade na prática, que nos diga as audiências realizadas ante a formação de carteis nos postos de combustíveis, continua do mesmo jeito sem qualquer alteração. O mesmo se diga em relação ao rio Mossoró, também de nenhuma valia. E tantas outras.
O que precisamos é de ações efetivas de todos os poderes em favor da sociedade civil acuada e até este momento abandonada ao Deus dará.
O pior de tudo é que nesse mês de Junho teremos o Mossoró Cidade Junina, que vai despertar a atenção de centenas de turistas, que não sabem que o “Chuvas de Bala” (espetáculo teatral), efetivamente tem ensaios cotidianamente em todos os bairros da cidade, só que com “BALAS” de verdade e não de festim, como ocorre no teatro. E lá não é só Jararaca que morre…
Eu mossoroense, acompanharei os espetáculos e as atrações musicais de minha casa, pois temo em vir a ser a vítima de mais uma bala perdida, que me encontre como alvo. E venha a ser mais um nas tristes estatisticas.
Paulo Melo
Advogado
Os vereadores estão querendo é aparecer, Já que eles estão querendo ajudar por que não pressionar a Prefeita para convocar a guarda municipal que já foi submetida concurso público e aguarda apenas a nomeação ai sim seria uma boa 300 homens na rua auxiliando a policia, pressionar o executivo seria o verdadeiro pappel dos vereadores e não estar querendo aparecer com história de audiência pública que nunca resolveu nada alguém sabe me informar se as várias audiências pública que a câmera promoveu resolvel alguma coisa? o resto é conversa pra boi dormir acordam.
Espero que não ofenda ninguém com meu comentário. E quero que todos saibam que sou totalmente contra qualquer manifestação política. Primeiro ao Sr. DANIEL GOMES. Parabéns pela iniciativa. Pena que foi um pouco tarde para mais de 90 pessoas. Foi nessessário que mais de 90 cidadãos morressem para que uma autoridade resolvesse se pronunciar ao caso. De todo jeito não vou criticar. Espero que não faça igual a tantos outros que tocaram no assunto antigamente hj pouco se importam. A Sra. MARIA DAS MALHAS: O povo não precisa de doação de comida. Normalmente nós oferecemos comida nossos bichos de estimação para que não morram de fome. O povo precisa de emprego. Que tal um projeto para “doação” de empregos para as pessoas desses bairros? Principalmente as que não tiveram oportunidade de ter um estudo digno. Pense nisso vereadora e aproveite fala para prefeita que eu pedi encarecidamente para ela pensar nisso tb. A Sra. CLAUDIA REGINA: Vereadora, não é segredo nem novidade a situação precária dos serviços publicos prestados. Não só aos idosos. Basta entrar no hospital regional e nos postos de saúde da cidade para ver o estado de calamidade. De quem é a responsabilidade do hospital não importa. A responsabilidade pela vida dos cidadãos é de todos os representantes escolhidos pelo povo. Então vamos pensar mais amplamente. Não desmerecendo os idosos que na minha opinião devem ter tratamento bem melhor que os mais jovens. Então vamos dar um tratamento bom a todoss e um melhor ainda aos idosos ao invés de dar um tratamento péssimo a toda população e um menos rum aos idosos. Não vou comentar sobre os outros por estar ocupado no momento e não por falta de argumentos. Argumentos não me faltam para estar desapontado a muito tempo com a “família política” da minha cidade. Peço ao dono do blog que se alguém reclamar do meu comentário no blog, este seja apagado. Pois como já disse… não fiz um comentário com propósito de ofender nem desmerecer ninguém. Que sirva apenas como um desabafo.
Não vamos misturar cidadão com bandidos. Das mais de 90 pessoas que morreram, a maioria tinha uma vida errada. Meu conceito de cidadão não se encaixa com essa grande maioria.
A agora que os vereadores descobriram o problema da violência em Mossoró? Isso é que se pode chamar de lentidão.
E vamo acabar com esse onda de audiência pública, pois a maioria no meu ponto de vista só servem para pronunciamentos que não traz nenhum ineditismo a discussão. No momento precisamos de ações afirmaivas e não de bla, bla, bla.
Nada mais e nada menos do que limpeza. É isso que está acontecendo em Mossoró. Vamos se preocupar com os assaltos que acontecem a cada hora. Os defuntos que estão enterrando não valiam o que o gato enterra. Já vão tarde.