PEI E BUFO – 152ª edição.

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* O Decreto nº 30.458/21, publicado hoje no Diário Oficial do Estado (DOE), com validade entre 05 e 16 de abril, proíbe, em seu art. 12, o consumo de bebidas alcoólicas em quaisquer estabelecimentos comerciais do Estado.

* O decreto informa que estabelecimentos comerciais poderão trabalhar com delivery, drive-thru e take away. Ariano Suassuna e Lima Barreto se reviraram no túmulo.

* 5,2 milhões de brasileiros já receberam as duas doses da vacina contra a Covid-19, o que representa 2,47% do total da população. Para cientistas, a imunidade de rebanho é alcançada quando a imunização alcança 70% dos habitantes.

* Os espaços destinados a ovos de Páscoa nos supermercados diminuíram bastante. Em tempos de pandemia, com orçamento apertado, fica difícil para as famílias pobres adquirirem tais supérfluos, cujos preços não são nada convidativos.

* A Polícia Civil do Rio de São Paulo já abriu 23 inquéritos para apurar ameaças contra o governador de São Paulo, João Dória (PSDB). Em alguns há ameaças explícitas de morte, inclusive detalhando a rotina da família do governador.

* Ontem, a Assembleia Legislativa de SP decidiu o caso de assédio envolvendo o deputado Fernando Cury (Cidadania), que apalpou a colega Isa Penna (PSOL). Ele foi afastado por 06 meses, sem salário. No período, o cargo será ocupado pelo suplente Pe. Afonso Lobato (PV).

* Os colégios militares não são bons por serem militares, mas por receberem muitos recursos, bancados que são com verbas federais. É como os IF’s, que também são bons porque possuem boa estrutura, paga bem os professores etc.

* O presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou que investirá US$ 2,5 trilhões em infraestrutura nos próximos oito anos. Vai abrir estradas, construir pontes, melhorar saneamento básico etc., gerando muito emprego e renda. O mercado recebeu com bons olhos.

* Muitos tratam rotina e monotonia como coisas semelhantes. Não são. A pessoa pode fazer as mesmas coisas todos os dias e gostar muito, já acordar disposto e entusiasmado para cumprir o mesmo cotidiano de décadas. Nossos avós faziam – mais ou menos – isso.

* Em 2003, o trio Tribalistas encantou o Brasil com seu disco homônimo. Entre os sucessos, “Velha Infância”, canção feita a dez mãos. Além de Marisa Monte, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes, também Davi Moraes, filho de Moraes Moreira; e Pedro Baby, filho de Pepeu Gomes.

10 Comentários

  1. Ariano Suassuna sempre defendeu a afirmação da nossa cultura e da nossa língua, ele dizia que esses estrangeirismos fazem uma “lavagem cerebral que a gente sofre desde pequeno”. É uma forma de dominação.

  2. Os colégios militares não são bons por serem militares, mas por receberem muitos recursos, bancados que são com verbas federais. É como os IF’s, que também são bons porque possuem boa estrutura, paga bem os professores etc.

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    Não é bem assim, Tio. Existe, entre os militares, um conceito de feito com excelência. Não sei se você serviu ao exército, mas vou resumir numa frase de um seal: você deve, pelo menos, arrumar sua cama ao acordar, pois, arrumando-a, você pode ter o pior de seus dias, mas ao retornar para sua cama, a verá arrumada e terá consciência de que uma de suas tarefas, e a primeira do dia, foi executada com perfeição.
    Para um homem – um militar ou ex-militar – ou de qualquer outra força que pregue uma doutrina de princípios éticos e compromissos reais, as simples tarefas do dia são e devem ser feitas com primor, sem erros ou arremedos.
    O problema de nossa juventude atual é, justamente, a ausência de uma disciplina militar – no sentido de fazer as coisas como devem ser feitas – e disciplina essa que poderia começar de casa. Pais sem qualquer estrutura moral estão criando os filhos como animais – sem educação, sem modos, sem estilo, sem consciência, sem respeito ou senso de cidadania.
    Os discursos de minorias em nada sanam a decadência moral, física e espiritual na qual nos encontramos, grande parte culpa de uma sociedade que busca não arrumar a cama ao acordar pela manhã.
    Espero que você tenha me entendido.
    Ad sumus!

  3. Amigo, muito obrigado pelo acréscimo. Particularmente admiro bastante a disciplina e obediência, no âmbito militar ou não. Mas, realmente, no meio militar estas qualidades são mais presentes.

  4. Senhor Clóvis, organização é sempre algo bom,mas, DISCIPLINA, ainda mais nos termos militares, não lapida o caráter de ninguém. Meu pai é militar e parte da família é militar e sempre vi muito exemplo de covardia e egoísmo que em nada contribuíram ou contribuem para a sociedade. Claro que não estou generalizando! Indico para o senhor 2 livros de Michel Foucault: Vigiar e punir e Microfísica do poder, ele explica detalhadamente, nessas obras,como surgiu a disciplina e como ela é usado, pelos mais variados discursos, como algo sempre positivo e que sempre vai nos levar à algum lugar. É só uma dica! Ah! E eu tenho esses livros, mesmo com pouco dinheiro consegui comprar para escrever um capítulo da minha dissertação do mestrado. :)

  5. Excelência por excelência, os IFs tem melhor desempenho que os colégios militres. O fato é que por serem bancadas com dinheiro federal, recebem dinheiro diretamente do MEC, sem intermédio de repasses e governos estduais, o que se reflete em professores melhor pagos e estruturas melhores, além do fato de serem tambem centros de pesquisa, o que age como uma melhoria contínua dos professores, dando um melhor resultado que grito, posição de sentido e aprender o hino.

  6. Ótima análise, Candice. Além de lúcida e sincera, você cita um escritor que deve ser lido por todos, e francês Michel Foucault. Não li Microfísica do Poder, mas conheço bem VIGIAR E PUNIR. Obra batida nos principais cursos de graduação e pós graduação. Ele já começa, a falar no martírio de DAMIENS, mostrando o quanto a obra influenciou na DISCIPLINA, e também nas políticas sociais que passaram a ser adotada pelo mundo.

    Foucault era respeitado em todo mundo. Defendia um modelo humanizado no tratamento psiquiátrico a quem padecia de doenças mentais.

    Deu diversos exemplos de dignidade e civilização. Era defensor assíduo da liberdade de imprensa. Em 1975, estava no Brasil participando de um ciclo de palestras na USP. Quando soube da morte do jornalista Vladmir Herzog, deixou imediatamente nosso País. Segundo ele, não dava aulas em Países que matavam jornalistas. Era mais que sabia que HERZOG, não tinha tirado a própria vida.

  7. Senhora Candice, obrigado pela referência, mas não entendi o seu contexto – ou, melhor – o contexto do comentário acerca do caráter. O que estamos levantando em questão é a situação do desempenho escolar – do método, da disciplina – no aspecto simples da palavra. A doutrina militar é muita vasta.
    Quanto aos livros, agradeço a indicação sua. Falam muito desse autor, inclusive recentemente ele foi acusado – já depois de morto – de ter abusado sexualmente de adolescentes. Li em algum lugar essa informação. Até que provem, prefiro ficar sem esse conhecimento, apesar de ter de separar o homem da obra. Porém, sob tais acusações de que ele agora é alvo, surgiu-me certa ojeriza ao nome. Coisa pessoal, que me entenda a não obrigação de lê-lo e curvar-me diante dele, como alguns do ocidente fazem com bastante senso de serviçal intelectual. Não é o seu caso, mas certas unanimidades são bastante duvidosas. Quanto à “covardia e egoísmo” que você atesta em seu comentário acerca de dilemas familiares, creio ser coisa da natureza humana, seja de militar, professor da faculdade, pedreiro, gesseiro, padeiro, carpinteiro, etc. Não tem rótulos. São da coisa do ser humano em si. Fazem parte de nós. De toda forma, mais uma vez não entendi o contexto, e entendi: você quis evidenciar alguma coisa de experiência que teve com o sistema, o regime, sei lá, as pessoas militares. De certa forma, eu compreendi.

    Quanto ao comentário de Ailson Fernandes Teodoro, reforço o que falei mais acima: existe uma denúncia de que esse referido autor abusava de crianças.
    Quanto à questão da disciplina, acredito que entenderam um pouco diferente do que eu entendo por disciplina. Vocês estão falando sobre disciplina do ato de disciplinar e eu estou me referindo ao modelo de vida regulada por uma ordem – um método, principalmente educacional. A disciplina de uma vida voltada à prática de alguma coisa de maneira continuada.
    No mais, excelentes comentários. Estamos aquém, agora, de Freud, nos dois casos.

  8. Pedro Rodrigues, eu não iria entrar no mérito, mas se o senhor souber cantar o hino já é um bom começo. Sobre a posição de sentido, o senhor não precisa, se não for militar, de fazê-la. Faremos pelo senhor. Quanto aos gritos, o senhor não precisa deles. Não é para o senhor. Os gritos são para nos mantermos vigilantes e não errarmos. Deixem a vida militar para os militares. Vivamos a nossa vida civil e não nos metamos em comentar do que não conhecemos. É bastante sábio nos limitarmos ao que temos conhecimento.

    Adsumus!

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